ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - PARTE 7



VII – A CIÊNCIA E O ESPIRITISMO
“Os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos julgamentos, o argumento sem réplica. Na ausência dos fatos, a dúvida é a opinião do homem prudente”. (KARDEC, 1857, pg. 37).

Bem analisado, esse tema é atual, passados quase 160 anos do lançamento de “O Livro dos Espíritos”. Prova disso é que somente no ano de 2013 a revista Neuroendocrinology Letters, volume 34, nº 8, 2013, publicou um artigo científico, cujo tema é a glândula pineal ou epífise, que pode ser acessado no endereço: http://www.nel.edu/archive_issues/o/34_8/34_8_Lucchetti_745-755.pdf, confirmando as informações prestadas pelo Espírito André Luiz no livro “Missionários da Luz” a respeito dessa glândula.

A verdade é que isso não pode ser objeto de comemoração do movimento espírita, uma vez que “a ciência propriamente dita, como ciência, é incompetente para se pronunciar sobre a questão do Espiritismo: não lhe cabe ocupar-se do assunto e seu pronunciamento a respeito, qualquer que seja, favorável ou não, nenhum peso teria” (KARDEC, 1857, pg. 37). 

Isso não quer dizer que estamos a criticar a importante publicação. Pelo contrário, trata-se de relevante trabalho. Contudo, os preconceitos que pairam em torno do assunto não permitem um avanço científico, onde uma aliança da ciência com a religião poderia trazer benefícios incalculáveis para a população de encarnados terrestres.

O Codificador, no livro ora estudado, manifestou-se sobre o preconceito dos “sábios” da seguinte maneira: “no tocante às coisas evidentes, a opinião dos sábios é justamente digna de fé, porque eles as conhecem mais e melhor que o vulgo. Mas no tocante a princípios novos, a coisas desconhecidas, a sua maneira de ver não é mais do que hipotética, porque eles não são mais livres de preconceitos que os outros. Direi mesmo que o sábio terá, talvez, mais preconceitos que qualquer outro, pois uma propensão natural o leva a tudo subordinar, ao ponto de vista de sua especialidade: o matemático não nenhuma espécie de prova senão através de uma demonstração algébrica, o químico relaciona tudo com a ação dos elementos, e assim por diante. Todo homem que se dedica a uma especialidade escraviza a ele as suas ideias. Afastai-o do assunto e ele quase sempre se confundirá, porque deseja tudo submeter ao seu modo de ver; é uma consequência da fragilidade humana” (O Livro dos Espíritos, 2013, pg. 37).

O preconceito também motivou Allan Kardec a publicar no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo II, item 5, onde tratou do Ponto de Vista, mostrando os dois lados de encarar a vida futura ou a vida terrena e as consequências desta “cosmovisão”.

Muitas outras pesquisas científicas, cuja base são obras espíritas sérias, poderiam ser divulgadas e levadas a conhecimento geral não fosse o preconceito religioso que a maioria tem de sofrer críticas, comentários jocosos e desairosos. Isso ainda é reflexo de que ainda queremos o aplauso humano em detrimento da glória celeste.

Nunca é demais lembrar que a terra só progride quando um emissário divino é colocado na terra para trazer as revelações de técnicas e tecnologias há muito conhecidas no plano espiritual. Reportemos aqui que muito antes de conhecermos na terra os processos de comunicação usados hoje por meio de celulares, notebook, televisores modernos, etc., bem como o próprio transporte na Colônia Espiritual “Nosso Lar”, André Luiz nos mostrou antecipadamente na sua Coleção de Livros que compõem a Obra psicografada por Francisco C. Xavier denominada “Vida no Mundo Espiritual”.

Indicamos ao nosso leitor que examine detidamente a coletânea mencionada. Se prestar bem atenção aos sinais, verá que as crianças nascidas a partir de 2012/2013 (essa data é apenas para citar proximidade e supor as idades das crianças) usam com a maior facilidade nossa tecnologia, inclusive por meio do toque nas telas para acessar o conteúdo dos aparelhos ora mencionados.

Concluímos com Kardec que disse: “aquilo que chamamos razão é quase sempre orgulho mascarado e quem que se julgue infalível coloca-se como igual a Deus”. (O Livro dos Espíritos, 2013, pg. 39).

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