ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - PARTE 11

XI - GRANDES E PEQUENOS


"[...] os grandes serão humilhados e os pequenos serão exaltados [...]; Aquele que foi grande na Terra poderá encontrar-se entre os últimos; aquele que nos faz curvar a cabeça nesta vida pode voltar como o mais humilde [...], e o mais poderoso monarca talvez lá se encontre abaixo do último dos seus soldados". (Livro dos Espíritos, Introdução, item XI, pg.42/43. São Paulo: LAKE, 2013).

Allan Kardec, na introdução ao Livro dos Espíritos, fala sobre a discussão levantada, por aqueles que desconhecem o Espiritismo, acerca dos nomes apontados nas comunicações Espíritas.

O Verdadeiro Espírita, que se interessa tanto pela realização das obras voltadas para o bem do outro (independente seja ele inimigo ou amigo, evoluído ou ainda imperfeito, bom ou mau) como pelo estudo aprofundado da Teoria Espírita (ou se preferirem 'doutrina' Espírita) examinará a Obra citada e fará suas reflexões.

Contudo, destacamos algumas frases deste item em O Livro dos Espíritos que nos chamam a atenção: a) "Entre os Espíritos que se manifestam espontaneamente há maior número de desconhecidos do que de ilustres"; b) "Os nomes de personalidades ilustres chamam mais a atenção por serem mais destacados"; c) "Quanto aos evocados, desde que não se trata de parentes ou amigos, é muito natural que sejam de preferência os conhecidos".

Kardec, de tão conciso e objetivo nas suas lições, não nos deixa margem para argumentação. Suas colocações são lógicas. No entanto, qual é a mensagem que o codificados deseja nos passar neste item? O que precisamos ter certeza?

Ao meu exame, os Espíritos deixaram claro que NADA VALE O NOME E A POSIÇÃO OCUPADA NA TERRA PELO ESPÍRITO QUE VOLTA À PÁTRIA ESPIRITUAL. DEPOIS DA MORTE VOCÊ É O QUE É E NÃO O QUE PENSA QUE É OU QUE PENSAM DE VOCÊ. Numa palavra: "a cada um segundo suas obras". 

Mas, ainda insisto que o Mestre de Lyon deixou muito claro por meio de suas pesquisas e estudos que é o CONTEÚDO, mais que a assinatura da MENSAGEM, o que interessa aos encarnados. Alguns exemplos disto: 1. A mensagem de Juliana Maria, a mendiga (Céu e Inferno, capítulo VIII, pg. 322/324. São Paulo: LAKE, 2007). 2. A rainha de Ude (Céu e Inferno, capítulo VIII, pg. 310/312. São Paulo: LAKE, 2007). 3. Príncipe Ouran (Céu e Inferno, capítulo VIII, pg. 231/233. São Paulo: LAKE, 2007). 4. Instruções dos Espíritos, uma realeza terrena, uma rainha de França (Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo II, pg. 50/51. São Paulo: LAKE, 2014).  

No capítulo II do ESE, diz assim a Rainha da França: "Os homens correm atrás dos bens terrenos, como se os pudessem guardar para sempre. Mas aqui não há ilusões, e logo eles se apercebem de que conquistaram apenas sombras, desprezando os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que lhes aproveitariam na morada celeste, e que lhes podiam abrir as portas dessa morada".

Se é o conteúdo das mensagens que nos importam, NUNCA DEVEMOS ESQUECER (médiuns, dirigentes espíritas, adeptos do espiritismo, trabalhadores da causa espírita, escritores espíritas, editoras de livros espíritas, instituições espíritas):

I - "A única garantia segura do ensino dos Espíritos está na concordância das revelações feitas espontaneamente, ATRAVÉS DE UM GRANDE NÚMERO DE MÉDIUNS, ESTRANHOS UNS AOS OUTROS, E EM DIVERSOS LUGARES."  (Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução, item II);

II - "Na nossa posição, recebendo as comunicações de cerca de mil centros espíritas sérios, espalhados pelos mais diversos pontos do globo, estamos em condições de ver quais os princípios sobre que essa concordância se estabelece; [...] É assim que, estudando atentamente as comunicações recebidas de diversos lugares, tanto da França como do exterior, reconhecemos, pela natureza toda especial das revelações, que há um tendência entrar numa nova via, que chegou o momento de se dar um passo à frente; [...] ESSE CONTROLE UNIVERSAL é um garantia para a unidade futura do Espiritismo, e anulará todas as teorias contraditórias. É NELE QUE, NO FUTURO, SE PROCURARÁ O CRITERIUM DA VERDADE. (Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução, item II);

III) O princípio da concordância é ainda uma garantia [...] que as instruções dadas pelos Espíritos, sobre os pontos da doutrina ainda não esclarecidos, não teriam força de lei, enquanto permanecessem isoladas, só devendo, por conseguinte, ser aceita sob todas as reservas, a título de informações. DAÍ A NECESSIDADE DA MAIOR PRUDÊNCIA EM PUBLICAÇÃO E, NO CASO DE JULGAR-SE QUE DEVEM SER PUBLICADAS, SÓ DEVEM SER APRESENTADAS COMO OPINIÕES INDIVIDUAIS, MAIS OU MENOS PROVÁVEIS, MAS TENDO, EM TODO O CASO, NECESSIDADE DE CONFIRMAÇÃO. É esta confirmação que se deve esperar, antes de apresentar um princípio como verdade absoluta, se não se quiser ser acusado de leviandade ou de credulidade irrefletida. (Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução, item II).

Por fim, concluímos com Jesus e Eclesiastes:

"Enquanto isso, uma multidão de milhares de pessoas, aglomerava-se, a ponto de pisotearem uma às outras. Foi quando Jesus começou a ensinar primeiramente aos discípulos, prevenindo-os: Acautelai-vos com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Pois não existe nada escondido que não venha a ser revelado, ou oculto que não venha a ser conhecido. Porque tudo o que dissestes nas trevas será ouvido em plena luz, e o que sussurrastes ao pé do ouvido, no interior de quartos fechados, será proclamado do alto das casas". (Lucas, Capítulo 12:1-3)

"Porque Deus conduzirá a Juízo tudo quanto foi realizado e até mesmo o que ainda está escondido; quer seja bem, quer seja mal". (Eclesiastes 12:14)

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