TRIO ESSENCIAL

“Na reunião da noite de 28 de abril de 1955, foi Emmanuel quem senhoreou as faculdades psicofônicas do médium, transmitindo-nos instruções acerca da constituição de elementos para o êxito nas tarefas de intercâmbio com o mundo espiritual.”
 (Arnaldo Rocha, no Centro Espírita Luiz Gonzaga em Pedro Leopoldo - MG).

Esclareceu o benfeitor:

“Meus amigos, o êxito da reunião mediúnica, como corpo de serviço no plano terrestre, exige três elementos essenciais: O ORIENTADOR, O MÉDIUM, O ASSISTENTE. Nesse conjunto de recursos tríplices, dispomos de COMANDO, OBEDIÊNCIA E COOPERAÇÃO. O primeiro é o cérebro que dirige; o segundo é o coração que sente; o terceiro é o braço que ajuda. Sem segurança e a ponderação do cérebro, seremos arremessados, irremediavelmente, ao desequilíbrio. Sem o carinho e a receptividade do coração, sofreremos o império do desespero. Sem o devotamento e a decisão do braço, padeceremos a inércia.

Contudo, para que o trio funcione com eficiência, são necessários três requisitos na máquina de ação em que se expressam: CONFIANÇA, BOA VONTADE, HARMONIA. Harmonia que traduza disciplina, ordem e respeito; Confiança que significa fé, otimismo e sinceridade. Boa vontade que exprima ESTUDO, COMPREENSÃO E SERVIÇO ESPONTÂNEO AO PRÓXIMO.

Não podemos esquecer, ainda, que essa máquina deve assentar-se em três alicerces distintos: APERFEIÇOAMENTO INTERIOR; ORAÇÃO COM VIGILÂNCIA; DEVER BEM CUMPRIDO. Obtida a sintonia nesse triângulo de forças, poderá, então a espiritualidade superior, por meio de fatores humanos, empreender entre os homens encarnados a realização dos seus três grandes objetivos: A ELEVAÇÃO MORAL DA CIÊNCIA; O ESCLARECIMENTO DA FILOSOFIA; A LIBERDADE DA RELIGIÃO.

Com Ciência dignificada, não trairemos no mundo o ritmo do progresso. Com a Filosofia enobrecida, clarearemos os horizontes da alma. Com a Religião liberta dos grilhões que lhe encadeiam o espírito glorioso às trevas da discórdia e do fanatismo, poderemos distender o socorro e a beneficência, a fraternidade e a educação. Reunamo-nos nas bases a que nos referimos, sob a inspiração do Cristo, nosso Mestre e Senhor, e as nossas reuniões mediúnicas serão sempre um santuário de caridade e um celeiro de luz”.

Emmanuel (Obra Instruções Psicofônicas, Capítulo 59 - O Trio Essencial - Pela psicofonia de Francisco Cândido Xavier)

ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - PROLEGÔMENOS


Você sabe o que significa a expressão usada por Kardec em O Livro dos Espíritos? PROLEGÔMENOS! Essa expressão nos remete à uma significação de extrema importância, pois, o Codificador quer dar uma mensagem logo no início. Não se trata somente de uma palavra diferente ou que demonstra erudição. PROLEGÔMENOS: introdução expositiva de uma obra, onde se assentam os princípios necessários à sua boa compreensão. Conjunto de noções preliminares.


A nossa reflexão no estudo de hoje gira em torno da seguinte indagação: os estudos de O Livro dos Espíritos em sua Casa Espírita se iniciam por onde? Esperamos que não seja pela Questão número 1.

Vimos até aqui, em 17 partes, as proposições, as refutações, respostas a críticas, reflexões acerca de críticas que mereciam tratamento adequado, bem como o afastamento daquelas que não eram sérias. São pontos onde Allan Kardec expôs razões que não só podemos como devemos fazer uso para apresentar a Doutrina dos Espíritos e responder adequadamente os seus detratores.

De suma importância, também, é nos apropriarmos da introdução expositiva da obra antes de adentrarmos às perguntas que, no melhor sistema positivo, nos revelam os fundamentos de uma filosofia racional, livre dos prejuízos do espírito de sistema, contendo a expressão do pensamento e o controle dos Espíritos Superiores, uma vez que foi escrita por ordem e ditado destes.

Quem poderá negar o fato de que vários fenômenos escapam às Leis da Ciência Comum, mas, que revelam como causa a ação da vontade livre e inteligente. Um efeito inteligente deve ter como causa uma força inteligente.

KARDEC AFIRMA: “Os Espíritos anunciam que os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal estão chegados e que, sendo ministros de Deus e os agentes da sua vontade, cabe-lhes a missão de instruir e esclarecer os homens, abrindo uma NOVA ERA para a REGENERAÇÃO DA HUMANIDADE”.

PRESTE ATENÇÃO NA NOTÍCIA ACIMA: Com o advento de O Livro dos Espíritos, a Doutrina dos Espíritos inicia o processo de transição e abre a porta do Mundo de Regeneração. Nesta transição, o Planeta passa de um Mundo de Provas e Expiação para um Mundo de Regeneração.

REVELAÇÃO: Há um mundo espírita e um mundo corpóreo. O envoltório material usado no mundo corpóreo não é necessário no mundo espírita. Ambos os planos estão em pleno intercâmbio e pertencem à Natureza, não constituindo nenhum fato sobrenatural, cujos traços, bem investigados, são encontrados entre todos os povos e em todas as épocas.

TRABALHO DE KARDEC NA CODIFICAÇÃO: Allan Kardec, nome adotado por Rivail para assinar a obra dos Espíritos, esclarece que o seu único trabalho foi ordenar e distribuir metodicamente as matérias assim como as notas e a forma de algumas partes da redação e publicação de O Livro dos Espíritos.

Quem são os Espíritos que concorreram para a realização da Obra? Diz Kardec: muitos que viveram em diferentes épocas na Terra, onde pregaram e praticaram a virtude e a sabedoria. Outros não pertencem, por seus nomes, a nenhum personagem de que a História tenha guardado a memória, mas a sua elevação é atestada pela pureza de sua doutrina e pela união com os que trazem nomes venerados.

Passemos, portanto, aos PROLEGÔMENOS. O livro dos Espíritos contém:
   1. As bases de um novo edifício que reunirá todos os homens num mesmo sentimento de AMOR E DE CARIDADE;
    2. O desenho de um ramo de parreira porque é o emblema do trabalho do Criador;
  3. A advertência de que haverá sempre pessoas interessadas em trapaça, contraditores encarniçados, as quais são encontradas entre os Espíritos que não são completamente desmaterializados, procurando muitas vezes semear a dúvida, por malícia ou por ignorância;
   4. Uma predição: “[...] aproxima-se o tempo em que a verdade brilhará por toda parte”;
   5. Uma certeza: A vaidade de certos homens, que creem saber tudo e tudo querem explicar à sua maneira, dará origem a opiniões dissidentes; mas, todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão no mesmo sentimento de amor ao bem e se unirão por um laço fraterno que envolverá o mundo inteiro; deixarão de lado as mesquinhas disputas de palavras para somente se ocuparem das coisas essenciais;
   6. Um aviso: “E a doutrina será sempre a mesma, quanto ao fundo, PARA TODOS OS QUE RECEBEREM AS COMUNICAÇÕES DOS ESPÍRITOS SUPERIORES;
  7. Uma recomendação: “Lembra-te de que os Bons Espíritos só assistem aos que servem a Deus com humildade e desinteresse e repudiam a qualquer que procure, no caminho do céu, um degrau para as coisas da Terra; ELES SE AFASTAM DOS ORGULHOSOS E DOS AMBICIOSOS. O orgulho e a ambição serão sempre uma barreira entre o homem e Deus, são um véu lançado sobre as claridades celestes e Deus não pode servir-se do cego para fazer que compreendamos a luz”.
(Assinam as recomendações em Prolegômenos: São João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paulo, São Luís, O Espírito da Verdade, Sócrates, Platão, Fénelon, Franklin, Swedenborg, etc., etc.)

GÊNESIS, PAULO DE TARSO, JOÃO E NÓS: A CAMINHO DA LUZ

Os antigos referiam-se à Criação usando expressões contendo uma ideia concreta, fazendo referência a evento que ocorreu pela primeira vez ...