ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO PRIMEIRO – Capítulo I - PARTE 19

II – PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS


“Desde os pródromos da civilização, a ideia da imortalidade é congênita no homem. Todas as concepções religiosas da mais remota Antiguidade, se bem que embrionárias e grosseiras em suas exteriorizações, no-la atestam. Entre as raças bárbaras abundaram as ideias terroristas de um Deus, cuja cólera destruidora se abrandaria à custa de sacrifícios humanos e dos holocaustos de sangue, e, por toda parte, onde os homens primitivos deixaram os vestígios de sua passagem, vê-se o sinal de um Divindade a cuja providência e sabedoria as criaturas entregavam confiadamente os seus destinos”. (XAVIER, Francisco C. Emmanuel. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Brasília: FEB, 1938).

Conta-nos o benfeitor Emmanuel que “nos tempos primevos, como na atualidade, o homem teve uma concepção antropomórfica de Deus. Nos períodos primários da civilização, como preponderavam as leis da força bruta e a humanidade era uma aglomeração de seres que nasciam da brutalidade e da aspereza, que apenas conheciam os instintos nas suas manifestações, a adoração aos seres invisíveis que personificam os seus deuses era feita de sacrifícios inadmissíveis em vossa época. Hodiernamente, nos vossos tempos de egoísmo utilitário, Deus é considerado como poderoso magnata, a quem se pode peitar com bajulação e promessa, no seio de muitas doutrinas religiosas”. (Idem).

Compreendemos a advertência de Emmanuel que, ao contrário de buscar a essência Divina, a humanidade sempre coloca Deus na “aparência” que o intelecto é capaz de depreender segundo a imagem e semelhança humana. Trata-se da figura do “antropomorfismo”, o que nada mais é que atribuir uma “forma humana” para a DIVINDADE.

Apesar de trazer a centelha divina na própria consciência, a qual cuida de despir o véu da imperfeição e bruteza que a rodeiam, o ser humano está debaixo da influência de muitas vidas do seu ciclo evolutivo, em diferentes círculos de existência. A meta é atingir o conhecimento integral do próprio “eu”. Lembrando, notadamente, a questão 919 de O Livro dos Espíritos, onde os Espíritos nos respondem que um sábio da antiguidade asseverou: CONHEÇA-TE A TI MESMO!

Já sabemos, por meio da resposta à questão 132 de O Livro dos Espíritos que uma das funções da encarnação é levar o Espírito à perfeição, porquanto SOFRERÁ todas as vicissitudes para o próprio aperfeiçoamento, além também, de atingida a perfeição, tornar-se co-criador no plano maior e auxiliar DEUS na OBRA DA CRIAÇÃO.

Como nos ensina Emmanuel, na plenitude do conhecimento integral do próprio “eu”, o Espírito “se unirá ao centro criador do universo, no qual se encontram todas as causas reunidas e de onde irradiará o seu poema eterno de sabedoria e de amor”.

Sabemos que NENHUM indivíduo considerará nossas reflexões pelo simples fato de as propormos. A misericórdia de Deus, exemplificada por Jesus, nos comprova que devemos amar-nos uns aos outros, ainda que difícil tarefa seja para quaisquer das criaturas encarnadas e desencarnadas no processo evolutivo. O fato é que o bruto e o anjo são amados por Deus na mesma intensidade e não são diferentes, porquanto são Seus “filhos”, são Sua “obra”. Se alguma diferença é passível de ser apontada será apenas o GRAU EVOLUTIVO, nada mais.

Nesse aspecto o benfeitor revela que “é a consciência, centelha de Luz divina, que faz nascer em cada individualidade a ideia da verdade, relativamente aos problemas espirituais, fazendo-lhe sentir a realidade positiva da vida imortal, atributo de todos os seres da Criação”.

Notamos o quanto devemos ponderar acerca de que tudo se encadeia na Criação, desde o átomo até o Anjo.
Lembramos ao leitor atento que, como nosso blog se propõe a estudar as revelações à luz do espiritismo, deixamos aqui, para reflexão:
- Seria revelação ou criação humana, tendo em vista a influência do meio e da cultura primitiva, a expressão bíblica: DEUS DOS EXÉRCITOS?

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