ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - O LIVRO DOS ESPÍRITOS LIVRO SEGUNDO - MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS - PARTE 30


– Capítulo I –
 
DOS ESPÍRITOS - II – MUNDO NORMAL PRIMITIVO 

(Questões: 84 a 87)

Pertencendo-nos a todos o mundo material, que não é o verdadeiro, qual será o mundo verdadeiro que ocuparemos nesse espaço incomensurável?



No livro segundo de O Livro dos Espíritos, após depreender a origem e natureza dos Espíritos, o Codificador quis saber sobre o mundo dos Espíritos, pois, se trata de algo que está além daquilo que vemos. Lembramos que Emmanuel reporta-se aos sentidos humanos como "os pobres 5 sentidos". 

Os Espíritos, então, respondem que esse mundo é o Mundo dos Espíritos, o Mundo das Inteligências Incorpóreas.


Ora, o mundo que vemos e no qual nos relacionamos é o Mundo Material, porém, na ordem das coisas, o principal é o mundo espírita, pois, ELE PREEXISTE E SOBREVIVE A TUDO, e, sendo mundos independentes, apesar de haver relação entre ambos e reagirem mutuamente, o mundo material poderia não existir e o mundo espírita continuaria existindo.


Então, onde seria a região ocupada pelos Espíritos, questionaríamos. Kardec fez essa questão e os Espíritos responderam:


“Os Espíritos estão por toda parte; povoam ao infinito os espaços infinitos. Há os que estão sem cessar ao vosso lado, observando-vos e atuando sobre vós, sem o saberdes; porque os Espíritos são uma das forças da Natureza e os instrumentos de que Deus se serve para o cumprimento de seus desígnios providenciais; mas nem todos vão a toda parte, porque há regiões interditadas aos menos avançados”.


Quanto ensinamento extrai-se dessa resposta?


Lembrando-nos das obras espíritas que vieram após a codificação nos esclarecendo que existe uma diversidade de cidades espirituais, a pergunta acima confirma um ensinamento do Mestre: “Na Casa de Meu Pai Há Muitas Moradas”.


Com a Codificação Espírita, uma observação apurada, estudos sérios, aprenderíamos, mais tarde, a compreender o sentido profundo da informação dada por esses Espíritos, pois, “de ordinário, são os Espíritos que nos dirigem”. A observação e atuação dos mesmos sobre nós, aprenderíamos, ocorrem por sintonia e preferência, pois, o nosso pensamento cria a vida que procuramos.


Na obra Religião dos Espíritos, ditada pelo Espírito Emmanuel à Francisco C. Xavier, capítulo 78, página 226, o 
 Benfeitor declarará:


“Nesse critério, vamos facilmente encontrar, em todos os círculos cósmicos, os seres vivos da asserção de Kardec, embora a instrumentação do homem não os divise a todos. Eles se desenvolvem por inimagináveis graus evolutivos, cabendo-nos reconhecer que, em aludindo à pluralidade dos mundos habitados, não se deverá olvidar a gama infinita das vibrações e os estados múltiplos da matéria. Temos, assim, no espaço incomensurável, mundos-berços e mundos-experiência, mundos-universidades e mundos-templos, mundos-oficinas e mundos reformatórios, mundos-hospitais e mundos-prisões”.


Pertencendo-nos a todos o mundo material, que não é o verdadeiro, qual será o mundo verdadeiro que ocuparemos nesse espaço incomensurável?

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