ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO – PARTE 55



MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
– CAPÍTULO VI – VIDA ESPÍRITA –

– VI – RELAÇÕES DE ALÉM-TÚMULO

– (Questões: 274 - 290) –



HIERARQUIA DE PODERES, SUBORDINAÇÃO E AUTORIDADE
As diferentes ordens de Espíritos relacionam-se. Entre si, uns sobre os outros, há um fator preponderante: a ascendência moral irresistível. Vale dizer que os Espíritos inferiores não podem escapar da autoridade dos Espíritos que lhes são superiores.

Tal superioridade decorre da MORAL e não dos títulos e posições que os Espíritos ocupam enquanto encarnados na Terra.  No plano espiritual as diferentes ordens são estabelecidas em razão dos méritos de cada Espírito. Se na Terra um indivíduo está na classe mais baixa não significa que ocupará posição inferior no plano espiritual. Ao contrário, conforme ensinou Jesus quem se humilhar será exaltado e quem se exaltar será humilhado.

RELAÇÃO ENTRE AS ORDENS reunião e distinção
As diferentes ordens de Espíritos podem ser ver (todavia, não é regra absoluta, alguns podem se tornar invisíveis a outros se for útil). Há diferenças que eles próprios reconhecem e o afastamento e a aproximação decorrem da semelhança ou divergência de sentimentos.

A afinidade atrai os Espíritos que estão na mesma ordem. Isto é, aqueles que compartilham do mesmo grau evolutivo formarão grupos ou famílias de Espíritos. Sua união se dará pela simpatia e também pelos objetivos (propósitos).

Os Espíritos bons, cujo desejo é fazer o bem se buscam e se encontram; Os maus irão se unir pelo desejo de fazer o mal ou pela vergonha de suas faltas, além da própria necessidade de se juntarem a seres semelhantes. É A LEI DE ATRAÇÃO.

CIDADE ESPIRITUAL
Na questão 278 os Espíritos Superiores ensinam que o mundo material é um REFLEXO OBSCURO do mundo espiritual. Allan Kardec, esclarecendo aqueles que dizem que o Codificador não se reportou a cidades espirituais, comenta que o plano espiritual é:

“Igual a UMA GRANDE CIDADE, onde os homens de todas as condições se veem e se encontram, sem se confundirem, onde as sociedades ser formam pela similitude de gostos, onde o vício e a virtude se acotovelam, sem se falarem”.

A questão 279 refuta aqueles que pensam que os Espíritos estão em toda parte, vão e vem sem quaisquer interdições e que se encontram somente entre nós. Questionando se os Espíritos têm acesso recíproco uns aos outros, os Espíritos Codificadores esclareceram que os bons vão por toda parte, cujo objetivo é influenciar os maus para se melhorarem. E afirmaram, também:

“[...] Mas as REGIÕES HABITADAS PELOS BONS SÃO INTERDITADAS AOS IMPERFEITOS, A FIM DE QUE NÃO LEVEM A ELAS O DISTÚRBIO DAS MÁS PAIXÕES”.

Quando nos reportamos a tais questões, é importante ter em mente o vocabulário usado na Codificação. Em O Livro dos Espíritos, na questão 289, vemos que o questionamento e a resposta são:
a) os espíritos vêm, às vezes, ao nosso encontro...
b) sim, vêm ao encontro da alma...; ... quando os que os amam vêm ao seu encontro...

Ora, quem vem, vem de algum lugar!

A questão 290 também se refere à impossibilidade de todos os espíritos estarem num só lugar, pois, na senda evolutiva cada um segue o seu caminho individual no processo de adiantamento. Poderão se ver, NÃO ESTARÃO SEMPRE REUNIDOS. Muitos, inclusive, sofrendo punição pelas próprias faltas poderão ser privados de ver os parentes e amigos.

Da mesma forma, quem se reúne, o faz em algum lugar!

O semelhante atrai semelhante em razão da Lei de Atração, e, em havendo reunião por afinidade e privação de encontro entre almas, significa que existem lugares circunscritos para que os Espíritos se reúnam, bem como há lugares que lhes serão interditados. Nesse caso, o ensino de Jesus: HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI, faz todo o sentido.

BONS E MAUS ESPÍRITOS
Os bons Espíritos buscam combater as más tendências uns dos outros, cujo objetivo é auxiliar a evolução do conjunto. Trata-se de uma missão. Os maus Espíritos refletem todas as más paixões guardando o desejo de impedir os espíritos menos experientes a atingir o bem supremo. Procuram fazer que os outros provem daquilo que provaram. Alias, como ocorre no plano material.

COMUNICAÇÃO ENTRE OS ESPÍRITOS
Segundo a questão 282 os Espíritos se veem e se compreendem. A PALAVRA é de ordem material, porém, trata-se de reflexo da faculdade espiritual. A comunicação é constante e ocorre por meio do pensamento cujo veículo de transmissão é o fluído universal. O processo é semelhante ao da propagação do som através do ar. O fluído universal permite que os Espíritos corresponderem-se de um mundo a outro.

O pensamento, para aqueles que são imperfeitos, NÃO PODE SER DISSIMULADO OU ESCONDIDO. Entre os Espíritos perfeitos não há razão para cobrir os pensamentos. Todavia, o bom Espírito poderá ficar invisível ao inferior no sentido de não constrangê-lo.

Concluindo, o relacionamento além-túmulo pressupõe a existência de uma RELAÇÃO SOCIAL entre os Espíritos, como ocorre, ainda que de modo obscuro, entre os encarnados.

Nenhum comentário:

ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS – parte

CAPÍTULO VIII EMANCIPAÇÃO DA ALMA IV LETARGIA, CATALEPSIA, MORTE APARENTE (Questões: 421 a 424) Neste item do capí...