ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS – PARTE 62


CAPÍTULO VII – RETORNO À VIDA CORPORAL

IV – INFLUÊNCIA DO ORGANISMO

 – (Questões: 367 a 370-a) –

Nas seis questões estudadas vamos obter alguns importantes esclarecimentos acerca do corpo humano do ponto de vista dos Espíritos Superiores. Todavia, apesar das respostas lógicas e passíveis de experimentação, muitos ousam DIVERGIR por divergir, isto é, são MATERIALISTAS que se dizem Espíritas.

Como sempre afirmamos: o verdadeiro espírita, o verdadeiro cristão e o verdadeiro ser humano de bem é aquele descrito no Evangelho Segundo o Espiritismo que conhece e pratica os princípios e postulados Espíritas.

Ninguém é espírita porque crê na vida após a morte (esse é espiritualista). Além da vida após a morte, a pluralidade das existências tem objetivo, propósito. Existem várias moradas (orbes, planetas) para que nessa jornada o Espírito possa se elevar. O Espírito não retrograda, progride sempre, é uma eterna evolução. Daí, dentro das leis Divinas, a Lei de Causa e Efeito, a Lei da Ação e Reação, mas, também, leis de Progresso, de Vida em Sociedade e, claro, a LEI DO AMOR.

Pensando nisto, não podemos nos esquecer de que o Espírito para evoluir nas suas variadas existências e nos vários mundos que habitará, usará, conforme as substâncias da atmosfera daquele planeta, um invólucro perispiritual e durante certo tempo, também, um invólucro material.

Segundo aprendemos no item estudado:

a) A matéria (o corpo) é como uma roupa que envolve o Espírito;

b) A encarnação é, basicamente, a UNIÃO DO ESPÍRITO COM O CORPO;

c) O corpo, como uma máquina, é ocupada por um Espírito que possui e conserva atributos (qualidades, características próprias, relacionados com aspectos positivos);

d) Em razão do processo evolutivo os Espíritos não são iguais. O exercício de suas faculdades (possibilidades naturais ou adquiridas de fazer algo) depende sempre do grau de perfeição dos órgãos que lhes serve de instrumento;

e) Os órgãos são instrumentos de manifestação das faculdades do Espírito;

f) As faculdades do Espírito é que impulsionam o desenvolvimento dos órgãos físicos;

g) Quanto mais evoluído o Espírito, mais perfeitas serão as suas ferramentas;

h) As faculdades morais e intelectuais são atributos do Espírito e não do corpo físico, isto é, o cérebro não é causa dessas faculdades, mas, efeito delas;

i) O Espírito tem faculdades próprias segundo o seu adiantamento, mas, há influência da matéria que poderá ser obstáculo ao exercício dessas faculdades.

Ao se encarnar os Espíritos já trazem predisposições. Mas, vige o livre-arbítrio o que lhe atrai responsabilidade pelos atos praticados. Não existem órgãos que tornam esse ou aquele em gênio ou um celerado.

Usando um exemplo dado pelo próprio Codificador vamos encontrar nos viciosos na bebida sinais característicos de tal vício, mas, o que o faz ser bêbado é o vício da embriaguez e não os tais sinais, pois, os órgãos recebem apenas a marca das faculdades ou dos vícios.

A perfeição ou imperfeição moral é do Espírito e não do corpo físico.

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