ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS - PARTE 60


– CAPÍTULO VII – VOLTA DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL

II – UNIÃO DA ALMA E DO CORPO

(Questões: 344 a 360)

Ensinam os Espíritos Superiores que a união da alma com o corpo (a encarnação) inicia-se na concepção (ação ou efeito de gerar (ou ser gerado) um ser vivo, em consequência da fusão do espermatozoide com o óvulo; fecundação, geração). Essa união do Espírito que “habitará” o corpo físico ocorre por meio de um “laço fluídico” que se torna cada vez mais apertado até o instante do nascimento com vida.

Após a designação do Espírito para determinado corpo físico, nenhum outro Espírito poderá substituí-lo. Porém, os laços que ligam o Espírito ao corpo ainda são fracos e podem se romper pela vontade do Espírito que recua diante da prova escolhida. A criança, então, não nasce com vida.

No caso do corpo designado morrer antes de se verificar o nascimento, o Espírito escolhe outro. Também poderão ocorrer mortes prematuras em razão das imperfeições da matéria. As mortes prematuras são provas para os pais. Crianças que não são vitais no seio materno poderão ser prova para os pais ou para o próprio Espírito. O ser não tem consciência plena da existência e a morte do corpo com poucos dias de nascido é não tem importância quase nenhuma ao Espírito reencarnante.

Quando o Espírito tem conhecimento prévio de que o corpo não tem probabilidade de viver e, por isso, escolhe-o, significa que está fugindo à prova. A encarnação de um Espírito que falha por qualquer motivo não é suprida imediatamente por outra encarnação. O Espírito precisa de tempo para nova escolha, salvo quando a reencarnação cumpre determinação anterior.

Após a encarnação o Espírito não lastima a escolha do gênero da reencarnação, pois, não tem consciência desta. Na condição de encarnado poderá achar que a carga está pesada demais, considerando-a superior às próprias forças, e, fraquejando, recorrer ao suicídio.

Considerando a resposta à questão 351 (LE) compreendemos que entre a concepção e o nascimento o Espírito não goza de todas as faculdades, uma vez que NÃO ESTÁ ENCARNADO, apenas ligado ao corpo. O feto não possui, propriamente falando, uma alma, a qual existe fora dele, mas, está ligado à alma que virá possuir. A PARTIR DO INSTANTE DA CONCEPÇÃO, O ESPÍRITO COMEÇA A SER TOMADO DE PERTURBAÇÃO.

Trata-se da ADVERTÊNCIA que iniciará NOVA EXISTÊNCIA CORPÓREA. Essa perturbação inicia-se na concepção e vai até o nascimento. Nesse período a perturbação é um PROCESSO IDÊNTICO AO DE UM ESPÍRITO ENCARNADO DURANTE O SONO. Suas ideias e a lembrança do passado se apagam em razão da encarnação. Todavia, voltando ao estado de Espírito tais lembranças voltarão pouco a pouco.

A nova existência não confere ao Espírito recobrar a plenitude de suas faculdades. À medida que os órgãos desenvolvem-se vai aprendendo a servir-se dos instrumentos de que dispõe. Trata-se de processo lento semelhante a alguém que acorda e se vê em uma situação diferente da véspera.

No útero a vida passa pelas fases da planta que vegeta e do animal. O ser possui vida vegetal e animal. O nascimento somente se completa com a vida espiritual. Pensamos se tratar da união da alma com o corpo. O SER HUMANO, ASSIM DESIGNADO, É AQUELE QUE AO NASCER TEM ENCARNADO EM SI UM ESPÍRITO (356-b, LE).

Uma vez mais lembramos que o aborto provoca a nulificação de uma existência para o Espírito, a qual terá que RECOMEÇAR. Sempre que o aborto for provocado, EM QUALQUER PERÍODO DA GESTAÇÃO, estar-se-á IMPEDINDO UMA ALMA DE PASSAR PELAS PROVAS A QUE SERVIRIA DE INSTRUMENTO O CORPO QUE ESTAVA SE FORMANDO. Portanto, o aborto provocado é crime. É uma vida que estará sendo tirada antes do nascimento. Trata-se de uma transgressão à Lei de Deus. (358, LE). Somente se cogita em sacrificar a criança cujo nascimento coloca em perigo de vida sua mãe.

O feto merece a mesma atenção que se dispensa ao corpo da criança que viveu algum tempo. Trata-se de desígnios do Criador quando uma obra sua não se completa e a ninguém é lícito julgar esses desígnios. TODA A CRIAÇÃO MERECE RESPEITO, mesmo as que julgamos incompletas.

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