ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS – PARTE 65

CAPÍTULO VII – RETORNO À VIDA CORPORAL –

VII – SIMPATIAS E ANTIPATIAS TERRENAS 

VIII ESQUECIMENTO DO PASSADO

– (Questões: 386 a 399) –


Algumas respostas dos Espíritos Superiores, quando lidas, mas, não meditadas, podem aparentar alguma estranha ao leitor. Todavia, lembramos que as Obras que compõem Espiritismos constituem um corpo de Doutrina, daí designar-se CODIFICAÇÃO. Faz sentido os ensinamentos não se contradizerem.

É o caso da questão 386. Os Espíritos esclarecem que dois seres podem ser atraídos, mas, não se reconhecerem, mesmo os que se conheceram e se amaram em outra existência. Importa lembrar que o que atrai um Espírito a outro são: sintonia e preferência.

Esse é o conteúdo da resposta à questão 387, pois, dois Espíritos afins se procuram naturalmente, mesmo que não se houvessem conhecido em existências corpóreas. Os seres pensantes da Criação possuem ligações ainda desconhecidas para a Ciência humana. Muitas respostas, segundo os Espíritos Superiores encontram-se no MAGNETISMO, cuja ciência servirá de norte para novas descobertas futuras, quando se compreenderá melhor.

Espíritos antipáticos se repelem. Para tanto não há necessidade de qualquer comunicação. Por antipatias não se deve reconhecer que os Espíritos são de natureza má. Apenas lhes falta similitude do modo de pensar. As antipatias se apagam à medida que os Espíritos evoluem. Portanto, a antipatia é sinal de inferioridade.

Ensino importante é aquele em que os Espíritos nos esclarecem sobre o processo de antipatias: um Espírito sente-se mau quando perante alguém que o possa julgar e desmascarar; a percepção de que será desaprovado importa no afastamento que pode se transformar em ódio, inveja e o desejo de fazer o mal.

O bom Espírito sente repulsa pelo mau porque sabe que não será compreendido, por não haver entre eles similitude de sentimentos. Todavia, seguro de sua superioridade não sente ódio, inveja ou qualquer sentimento inferior. Apenas se contenta em evitar o mau Espírito, do qual tem pena Recordamos, nesse caso, o ensinamento contido no Evangelho Segundo o Espiritismo onde para perdoar o inimigo não importa que se deva nutrir pelo mesmo o mesmo amor que se devota a um amigo. O que o Superior faz é pagar o mal com o bem.

O Espírito encarnado não possui lembrança de seu passado. Ao retornar para a pátria espiritual, após o período mais ou menos longo de perturbação, lentamente recobrará as lembranças do passado (tudo isto já foi estudado antes, portanto, não se pode deixar de aliar um conhecimento com o outro).

No lugar das lembranças do passado o Espírito conta com a assistência dos Espíritos-guias, da intuição e das tendências instintivas. Tudo isto provém do fato de que o Espírito a cada nova existência está mais inteligente. Lembre-se: o Espírito não retrograda. Poderá haver estacionamento, mas, o Espírito evolui tanto quanto encarnado como em Espírito (nos dois planos).

As tendências instintivas, segundo Allan Kardec, são lembranças do passado gravadas na consciência e que representam o desejo de não mais cometer os mesmos erros. Trata-se de advertências que dizem: RESISTA!

As lembranças do passado para os Espíritos inferiores são, na maioria, INFELIZES. Assim, é nos mundos superiores, em que lembranças infelizes não afetam os Espíritos, não haverá o esquecimento do passado. Nos mundos inferiores as lembranças infelizes agravariam as infelicidades atuais. Lembranças de nossas personalidades anteriores poderiam nos causar extraordinária humilhação ou exaltar o nosso orgulho. O que temos, portanto, é o suficiente para evoluirmos: a voz da consciência e as tendências instintivas.

Se atualmente, em conformidade com o que aprendemos das antipatias, sem conhecimento do passado já nutrimos repulsa por aqueles que não comungam mesmos pendores, imaginemos se nos fosse possível lembrar os atos pessoais alheios, principalmente os mais desagradáveis e voltados para nós ou para quem amamos.

REVELAÇÕES SOBRE EXISTÊNCIAS ANTERIORES: não são comuns. Os que dizem o contrário estão equivocados. É o que se extrai da resposta à questão 395 de O Livro dos Espíritos. O indivíduo humano ainda não possui o caráter divino do Espírito Perfeito. O próprio Deus se revela aos poucos.

Raramente reais possíveis lembranças que os Espíritos alegam ter enquanto encarnados não passam de ilusões das quais se devam tomar todo o cuidado para evitar uma imaginação extremamente excitada. As lembranças ocorrem à medida que o corpo é menos material. A lembrança do passado é mais clara para os que habitam MUNDOS DE ORDEM SUPERIOR (Q-397 – LE).

TENDÊNCIAS INSTINTIVAS E O SEU ESTUDO: o conhecimento de si mesmo, o estudo das tendências instintivas da ideia, ATÉ CERTO PONTO, das faltas cometidas pelo Espírito no passado. TODAVIA, é necessário SEMPRE considerar os avanços e as resoluções que tomou quando estava na pátria espiritual antes do reencarne. A EXISTÊNCIA ATUAL PODE SER MUITO MELHOR DO QUE A ANTERIOR.

No dizer de José Herculano Pires, em nota à questão 398 do LE: “as pessoas que tanto se interessam por saber o que foram em vidas anteriores devem prestar atenção a estes itens”. Pelo estudo de suas tendências atuais, NÃO ESQUECENDO O PROGRESSO QUE DEVEM TER REALIZADO, teriam uma ideia do que fizeram.

RECORDE: o espírito está evoluindo. Portanto, não caracterize um Espírito Superior por um Espírito Inferior que gostaríamos que estivesse em degrau acima (às vezes somente em razão de com ele ter convivido).

PROBLEMAS DA VIDA PRESENTE (expiação e provas para o futuro) INDUZ O GÊNERO DE EXISTÊNCIA ANTERIOR (não indica QUEM FOI o espírito): o Espírito é punido naquilo em que pecou, porém, não se trata de uma regra absoluta. As provas sofridas se referem tanto ao futuro quanto ao passado.

Este é um capítulo fantástico para os “estudiosos” de reencarnações passadas e deve ser SEMPRE considerado quando alguém for “apontado” como sendo esse ou aquele Espírito.

Estude e viva.

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