ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS – PARTE 67

CAPÍTULO VIII

– EMANCIPAÇÃO DA ALMA

II – VISITAS ESPÍRITAS ENTRE VIVOS

– (Questões: 413 a 418) –


Um tema muito interessante foi objeto de questionamento feito por Allan Kardec aos Espíritos Codificadores:

"Haveria duas existências, propriamente falando, quando o Espírito se emancipasse da alma, isto é, no repouso do corpo físico, por exemplo?".

Os Espíritos esclarecem que o corpo cede lugar à alma.

Compreendemos que o ensinamento aqui nos esclarece que durante o tempo em que o corpo físico não está em repouso, este controla a alma em grande parte.

Consequência do ensino anterior (a encarnação para o Espírito é como estar em uma prisão), em nosso entendimento os Espíritos, conforme o ensino dos Espíritos, não há duas existências, mas, duas fases desta. Não há uma vida de maneira dupla.

Para os que se recordam das experiências vividas durante o sono, nada há do que se espantar. Os Espíritos visitam-se mutuamente. Sendo parte de uma família muito maior (na pátria espiritual) é comum que visitemos, durante o sono, amigos, parentes, conhecidos e demais pessoas que podem nos ser úteis. Ocorrências comuns e de muita frequência.

Esses encontros podem gerar ideias (Q-415), que parecerão surgir espontaneamente, mas, não passam de resultado das conversas entre Espíritos. Se a ideia não vem de maneira imediata ao acordar, virá no momento oportuno, pois, o Espírito se lembra sempre (Q-410-a).

Já ouvimos muitos confrades dizerem que basta comandar a si mesmo, antes de dormir, que deseja, por exemplo: estudar no plano espiritual. Feito isto, o Espírito seguiria para cumprir o determinado pelo pensamento no estado de vigília.

Todavia, não é assim que ocorre o processo. Estamos longe de comandar o Espírito desperto. Não comandamos nem os nossos desejos primários.

Quando o Espírito se liberta da matéria ocorrem as hipóteses a seguir, as quais não esgotam o assunto:

1. Para aqueles que são elevados, a vida material não lhe interessa.

2. Alguns chegam a passar de maneira totalmente diferente da vida física a vida espiritual.

3. Outros usam a existência espiritual para se entregarem a paixões inferiores.

4. Pode ocorrer de o Espírito fazer algo que foi desejado no seu estado de vigília, todavia, essa NÃO É A RAZÃO DETERMINANTE.

Por fim, conclui-se que os Espíritos encarnados, durante o sono, podem se reunir em assembleias, em face de laços de amizades antigos (existências anteriores) ou novos (existência atual), cujas ideias absorvidas em suas conversações são trazidas como intuição ao acordarem (quase sempre ignorando a fonte).

Por exemplo, quando se julga que um amigo está morto, como Espírito pode-se encontra-lo e saber como está. Não havendo a imposição necessária em crer-se que havia morrido, terá um pressentimento de que vive (o contrário também), em razão das conversações com o mesmo.

Estude O Livro dos Espíritos e aproprie-se da Consolação oferecida pela Doutrina dos Espíritos.

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