ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA– PARTE 81




– X – OS ESPÍRITOS DURANTE COMBATES


– (Questões: 541 a 548) –


Na questão 459 do LE aprendemos que os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e sobre as nossas ações. É neste sentido que devemos compreender as disposições trazidas pelo codificador a respeito desta influência durante combates.

Não se pode esquecer que o Livro dos Espíritos constitui um sistema onde não se pode apreender as informações isoladamente. Por exemplo, na questão 260 aprendemos que semelhante atrai semelhante. Da mesma forma, na questão 484, vimos que os bons Espíritos simpatizam com homens de bem ou os suscetíveis de se melhorar e os Espíritos inferiores com os homens viciosos ou que se podem viciar-se. Daí o seu apego, resultante da semelhante de sensações.

Desta maneira é possível compreender o ensino dos Espíritos quando esclarecem que há Espíritos que assistem e amparam cada uma das forças em luta estimulando sua coragem (541). Todavia, não há que se confundir numa guerra a questão da justiça e o partido que tomam Espíritos a favor do lado errado. Como mencionado, há Espíritos que somente buscam discórdia, destruição e injustiça (a justiça pouco importa).

A participação dos Espíritos nas guerras inclui a influência sobre os comandantes na concepção dos planos de campanha e em todas as outras. Contudo, os encarnados possuem o seu livre-arbítrio e o raciocínio para distinguir uma decisão acertada de outra errada, sofrendo as consequências desta ou daquela decisão.

Os Espíritos dos combatentes que morrem em combate podem continuar se interessando pela guerra ou não. Todavia, após a morte o Espírito jamais se mostra calmo, podendo, inclusive, continuar a odiar e perseguir os inimigos. Somente quando as ideias se acalmam é que vê que a animosidade não tem mais razão de ser. Tudo ocorre conforme o seu caráter.

O Espírito que desencarna apenas perde a ligação com o corpo que se manifesta no plano físico. Portanto, ainda continua ouvindo perfeitamente a batalha.

Algo importante salientar é que os Espíritos que morrem em confronto, na maioria das vezes, não têm consciência da morte no mesmo instante. Somente quando começa a retomar a consciência é que se verifica o início do seu desenlace. Essa separação, o desprendimento lhe parece natural e não produz efeito desagradável.

Concluímos que, em qualquer ocasião, para encarnados e desencarnados, semelhante atrai semelhante, sendo que os bons sintonizam-se com os bons e os maus com os maus.

Nenhum comentário:

ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - PARTE 93

O LIVRO DOS ESPÍRITOS LIVRO TERCEIRO - CAPÍTULO II LEI DE ADORAÇÃO II - ADORAÇÃO EXTERIOR (Questões 653 a 656) Em nosso encont...