ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - PARTE 91

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO - CAPÍTULO I
A LEI DIVINA OU NATURAL
IV - DIVISÃO DA LEI NATURAL

Allan Kardec, antes de desenvolver o conjunto de 10 (dez) Leis Naturais, isto é, as Leis de Deus, questiona aos Espíritos Codificadores sobre o fundamento de tais Leis.

Queria saber (Questão 647) se TODA A LEI DE DEUS compreende a máxima ensinada por Jesus: "AMOR AO PRÓXIMO". Os Espíritos Superiores não só esclarecem esse fundamento como declaram que o conteúdo das Leis Naturais rege TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA.

Melhor dizendo, o ensino amar o próximo possui caráter geral como lição e, também, É UM DOS ASPECTOS DA LEI DIVINA. Explicam os Espíritos que esse ensino de Jesus inclui TODOS OS DEVERES DA HUMANIDADE ENTRE SI (recíprocos), por ser uma bússola segura para as demais ações em relação ao outro.

A preocupação dos Espíritos é o fato de que regras gerais, cuja aplicação prática não é demonstrada, torna-se vaga e ao sabor das interpretações de circunstâncias (veja-se o caso da parábola do "bom samaritano" e o questionamento "quem é meu próximo?" que tem relação intrínseca ao assunto tratado).

Acreditamos que a resposta dos Espíritos indica o patamar evolutivo em que a sociedade terrestre se encontra, uma vez que o mais comum é constatar a negligencia dos ensinos morais mais sublimes em razão do interesse pessoal (egoísmo e orgulho).

Diante desta resposta, ou seja, que o amor ao próximo inclui TODA A LEI DE DEUS e o fato de que há grande inferioridade espiritual da humanidade terrestre, Kardec questiona (Questão 648), se, então, é necessário "dividir", em caráter pedagógico (para que se compreenda melhor e de modo prático) A LEI DE DEUS.

Desse modo, Allan Kardec propõe uma divisão em 10 (dez) partes, a saber, Leis de: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e justiça, amor e caridade.

Os Espíritos Codificadores ensinam que tal divisão é a de Moisés, ABRANGENDO TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA, e é esse o objetivo. Mas, deixam uma importante e significativa advertência:

"Pode-se segui-la, SEM QUE ELA TENHA ENTRETANTO NADA DE ABSOLUTO".

Querem os Espíritos Superiores compatibilizar o seu ensino com a mesma máxima que originou os questionamentos. Quem ama o próximo compreende que cada ser está em um degrau, um patamar evolutivo diferente dos demais em vários aspectos. Dessa maneira, respeita-se o LIVRE-ARBÍTRIO, as escolhas de cada um. Afasta-se o fundamentalismo.

Na prática, todo sistema depende do ponto de vista sob o qual se considera o assunto. Cada indivíduo, cada Espírito, tem o DEVER de aplicar a LEI DIVINA a si mesmo, sendo severo consigo mesmo. Mas, em relação ao próximo, NADA HÁ DE ABSOLUTO.

Finalizam o assunto afirmando: "A última lei é a mais importante; é por ela que o homem pode avançar mais na vida espiritual, porque ela resume todas as outras". Falavam da Lei de JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE.

Enquanto escrevemos esse artigo nos veio a seguinte ideia:
-Pense em uma balança! Essa é a trindade universal. A humanidade atingirá a perfeição quando todos agirem de modo que entre a aplicação da justiça e no esquecimento de si mesmo, o fiel da balança seja sempre O AMOR.

Uberaba - MG, 03 de Fevereiro de 2020.
Beto Ramos
Expositor Espírita

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