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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

PERSEVERANÇA E SERIEDADE - PARTES 8 E 9




VIII – PERSEVERANÇA E SERIEDADE

Doutrina: conjunto coerente de ideias fundamentais a serem transmitidas, ensinadas; são ideias básicas que compõem um sistema filosófico, político, religioso, etc.

Filosofia: investigação da dimensão essencial e ontológica do mundo real; ultrapassa a OPINIÃO IRREFLETIDA DO SENSO COMUM (cativo da realidade empírica e da aparência sensível – que mais se aproxima do materialismo).

Religião: crença na existência de um poder ou princípio superior, sobrenatural, do qual depende o destino do ser humano e ao qual se deve respeito e obediência.

O estudo da doutrina espírita, conforme ensina Allan Kardec, devem ser efetuados com regularidade e recolhimento necessários. Respostas sensatas são obtidas a partir de perguntas sérias. Respostas complexas carecem de perguntas preliminares ou complementares.

Para adquirir uma ciência deve-se estudar de maneira metódica, partindo-se do princípio e seguindo o encadeamento das ideias. Trocando em miúdos: investigar ao acaso, sem conhecimento prévio das questões rudimentares, não traz resultado satisfatório. Questões despropositais levam a respostas isoladas que podem parecer absurdas e contraditórias.

Quem pretender obter respostas sérias, somente sendo sério em toda a extensão do termo, mantendo-se em condições necessárias, é que poderá atingir seu objetivo, trabalhando muito e perseverando nos estudos. Em tudo estará sendo observado por Espíritos Superiores.

Os Espíritos Superiores não desamparam os que estudam seriamente, trabalham arduamente e perseveram em busca de resultados também sérios e úteis para a humanidade.

IX – MONOPOLIZADORES DO BOM-SENSO

Estamos em pleno século 21, 159 anos após o advento da doutrina dos espíritos, devidamente codificada (ou seria decodificada?) por Allan Kardec. E, ainda, suas observações se fazem atuais. Muitos ainda não superaram as objeções que eram postas naqueles anos de 1857. Vários “comentadores” somente julgam pelo acaso, não separam o joio do trigo e não procuram observar seriamente o Espiritismo.

Seguramente, como na sociedade humana encontramos os bons e os maus, os levianos e os sérios, no mundo espiritual, ao qual atingimos depois da morte física, também encontramos os espíritos atrasados que desencarnaram (ninguém se transforma em gênio depois da morte).

Pior ainda é julgar que todo espírita é um “mistificador”. O termo “espírita” não é marca registrada no INPI. Qualquer pessoa séria ou não poderá fazer uso do termo. Mas, assim como há possibilidade do controle universal das comunicações recebidas dos espíritos, também, podemos fazer o controle universal daquilo que “falam” os ditos “espíritas”. No Espiritismo não há leitura de mão ou mesmo adivinhações.

Ainda hoje, adeptos de outros credos, ou mesmo os incrédulos, tacham os Espíritas de charlatães, mistificadores, “detentores de habilidades especiais’ para o ilusionismo, ou, ignorantes. Para responder a essas críticas “invocamos” Allan Kardec, que nos ensina:

“Os fenômenos em que ela (a doutrina espírita) se apoia são tão extraordinários que concebemos a dúvida, mas não se pode admitir a pretensão de alguns incrédulos ao monopólio de bom-senso, ou que, sem respeito às conveniências e ao valor moral dos adversários, tachem de ineptos a todos os que não concordam com as suas opiniões. Aos olhos de toda pessoa judiciosa, a opinião dos homens esclarecidos que viram determinado fato por longo tempo e o estudaram e meditaram será sempre, uma prova, ou, pelo menos, uma presunção favorável, por ter podido prender a atenção de homens sérios, que não tinham nenhum interesse em propagar erro nem tempo a perder com futilidades”. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. São Paulo: LAKE, 2013, pg. 41).

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

CIÊNCIA E ESPIRITISMO - PARTE 7

No encontro anterior falamos sobre doutrina dos Espíritos trazendo um pequeno resumo sobre o assunto produzido por Allan Kardec.

VII – A CIÊNCIA E O ESPIRITISMO
“Os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos julgamentos, o argumento sem réplica. Na ausência dos fatos, a dúvida é a opinião do homem prudente”. (KARDEC, 1857, pg. 37).

Bem analisado, esse tema é atual, passados quase 160 anos do lançamento de “O Livro dos Espíritos”. Prova disso é que somente no ano de 2013 a revista Neuroendocrinology Letters, volume 34, nº 8, 2013, publicou um artigo científico, cujo tema é a glândula pineal ou epífise, que pode ser acessado no endereço: http://www.nel.edu/archive_issues/o/34_8/34_8_Lucchetti_745-755.pdf, confirmando as informações prestadas pelo Espírito André Luiz no livro “Missionários da Luz” a respeito dessa glândula.

A verdade é que isso não pode ser objeto de comemoração do movimento espírita, uma vez que “a ciência propriamente dita, como ciência, é incompetente para se pronunciar sobre a questão do Espiritismo: não lhe cabe ocupar-se do assunto e seu pronunciamento a respeito, qualquer que seja, favorável ou não, nenhum peso teria” (KARDEC, 1857, pg. 37). 

Isso não quer dizer que estamos a criticar a importante publicação. Pelo contrário, trata-se de relevante trabalho. Contudo, os preconceitos que pairam em torno do assunto não permitem um avanço científico, onde uma aliança da ciência com a religião poderia trazer benefícios incalculáveis para a população de encarnados terrestres.

O Codificador, no livro ora estudado, manifestou-se sobre o preconceito dos “sábios” da seguinte maneira: “no tocante às coisas evidentes, a opinião dos sábios é justamente digna de fé, porque eles as conhecem mais e melhor que o vulgo. Mas no tocante a princípios novos, a coisas desconhecidas, a sua maneira de ver não é mais do que hipotética, porque eles não são mais livres de preconceitos que os outros. Direi mesmo que o sábio terá, talvez, mais preconceitos que qualquer outro, pois uma propensão natural o leva a tudo subordinar, ao ponto de vista de sua especialidade: o matemático não nenhuma espécie de prova senão através de uma demonstração algébrica, o químico relaciona tudo com a ação dos elementos, e assim por diante. Todo homem que se dedica a uma especialidade escraviza a ele as suas ideias. Afastai-o do assunto e ele quase sempre se confundirá, porque deseja tudo submeter ao seu modo de ver; é uma consequência da fragilidade humana” (O Livro dos Espíritos, 2013, pg. 37).

O preconceito também motivou Allan Kardec a publicar no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo II, item 5, onde tratou do Ponto de Vista, mostrando os dois lados de encarar a vida futura ou a vida terrena e as consequências desta “cosmovisão”.

Muitas outras pesquisas científicas, cuja base são obras espíritas sérias, poderiam ser divulgadas e levadas a conhecimento geral não fosse o preconceito religioso que a maioria tem de sofrer críticas, comentários jocosos e desairosos. Isso ainda é reflexo de que ainda queremos o aplauso humano em detrimento da glória celeste.

Nunca é demais lembrar que a terra só progride quando um emissário divino é colocado na terra para trazer as revelações de técnicas e tecnologias há muito conhecidas no plano espiritual. Reportemos aqui que muito antes de conhecermos na terra os processos de comunicação usados hoje por meio de celulares, notebook, televisores modernos, etc., bem como o próprio transporte na Colônia Espiritual “Nosso Lar”, André Luiz nos mostrou antecipadamente na sua Coleção de Livros que compõem a Obra psicografada por Francisco C. Xavier denominada “Vida no Mundo Espiritual”.

Indicamos ao nosso leitor que examine detidamente a coletânea mencionada. Se prestar bem atenção aos sinais, verá que as crianças nascidas a partir de 2012/2013 (essa data é apenas para citar proximidade e supor as idades das crianças) usam com a maior facilidade nossa tecnologia, inclusive por meio do toque nas telas para acessar o conteúdo dos aparelhos ora mencionados.

Concluímos com Kardec que disse: “aquilo que chamamos razão é quase sempre orgulho mascarado e quem que se julgue infalível coloca-se como igual a Deus”. (O Livro dos Espíritos, 2013, pg. 39).

Oportunamente vamos tratar do assunto referente à perseverança e seriedade.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

DOUTRINA DOS ESPÍRITOS - PARTE 6

No encontro anterior tratamos do desenvolvimento da psicografia.

VI – RESUMO DA DOUTRINA DOS ESPÍRITOS

Nesta parte da introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, Allan Kardec apresenta um resumo acerca da doutrina DOS ESPÍRITOS, denominada, mais tarde, pelo Espírito Emmanuel “Religião dos Espíritos”[1], tendo em vista a substância religiosa de O Livro dos Espíritos, em cujo texto fixou Allan Kardec a definição da Nova Luz (pg. 9).

Cabe-nos, aqui, apontar os temas abordados pelo Apóstolo de Lyon, uma vez que estudar O Livro dos Espíritos é, ao Espírita, necessário como respirar. Assim posto, Kardec apresentou:

- Os atributos do Criador e obra da criação (seres animados e inanimados, materiais e imateriais);

- Que são os Espíritos e os seres materiais, a que mundo pertencem, qual é o mundo normal e o secundário, como ocorre a encarnação e a escolha de Deus pela espécie humana para a encarnação dos Espíritos que chegaram a certo grau de desenvolvimento (superioridade moral e intelectual perante os demais);

- Esclareceu que o ser humano é trino, constituído de a) corpo; b) espírito encarnado no corpo; e, c) o perispírito (liame que une o corpo e o Espírito, uma espécie de invólucro semimaterial);

- Quanto ao Espírito, o Codificador tece longos comentários acerca das revelações dos Espíritos, tais como as diferentes classes ou ordem dos Espíritos, havendo Superiores e Inferiores, distanciados em perfeição, sendo que todos refletem o seu grau evolutivo tanto na encarnação como na desencarnação, mostrando que não há saltos, pois, o progresso individual acontece mediante o burilamento das imperfeições e aquisições de virtudes.

- A existência do intercâmbio entre o mundo material e o espiritual, em razão das constantes relações entre Espíritos e seres humanos. Apresenta, também, como ocorrem as manifestações dos Espíritos e o método para distinguir os bons dos maus, o que confessa ser extremamente fácil – pela linguagem, sendo: digna, nobre e da mais alta moralidade, livre de qualquer paixão inferior, cujos conselhos são dotados da mais pura sabedoria e têm sempre por alvo o progresso da humanidade, os que provêm dos Espíritos Superiores; e, inconsequente, banal e grosseira, trazendo, às vezes, coisas boas e verdadeiras, sendo mais frequentes falsidades e absurdos, por malícia ou ignorância, os quais zombam da credulidade e divertem-se à custa dos que os interrogam, as provenientes dos Espíritos Inferiores.

Neste sentido, Kardec adverte que comunicações sérias, na perfeita acepção do termo, NÃO SE VERIFICAM SENÃO NOS CENTROS SÉRIOS, CUJOS MEMBROS ESTÃO UNIDOS POR UMA ÍNTIMA COMUNHÃO DE PENSAMENTOS DIRIGIDOS PARA O BEM.

Diz, ainda, que a moral dos Espíritos Superiores, se resume, como a do Cristo, na seguinte máxima evangélica: “Fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam”, ou seja, fazer o bem e não o mal, um princípio que contém a regra universal da conduta humana, MESMO PARA AS MENORES AÇÕES.

Uma poderosa mensagem revelada pelos Espíritos é que o egoísmo, o orgulho e a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o ser humano que desde esse mundo (material), se liberta da matéria pelo DESPREZO DAS FUTILIDADES MUNDANAS E CULTIVO DO AMOR AO PRÓXIMO, aproxima-se da NATUREZA ESPIRITUAL.

Desta forma, cada um de nós deve tornar-se útil SEGUNDO AS FACULDADES E OS MEIOS QUE DEUS NOS COLOCOU NAS MÃOS PARA NOS PROVAR, pois no mundo dos Espíritos nada está escondido e o hipócrita é desmascarado, sendo todas as suas más ações reveladas, uma vez que estamos na presença inevitável e incessante daqueles que prejudicamos, sofrendo as penas e encontrando as alegrias que são desconhecidas para nós aqui na Terra.

Contudo, NÃO HÁ NENHUMA FALTA IRREMISSÍVEL QUE NÃO POSSA SER APAGADA. Encontramos os meios necessários para saudá-las nas diferentes existências que permitem avançar na via do progresso, em direção à perfeição, objetivo final do Espírito.

O próximo assunto será ciência e espiritismo.


[1] XAVIER, Francisco Cândido. RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 22ª edição. FEB: Brasília-DF, 2014.

PSICOGRAFIA - PARTE 5

No último estudo investigamos as manifestações inteligentes.

V – DESENVOLVIMENTO DA PSICOGRAFIA


Ao estudar o Livro dos Espíritos[1] vamos verificando ao longo de sua Introdução que o Codificador, observa atentamente os variados aspectos que envolvem a Ciência. Há, também, claramente, uma evolução “histórica” sobre o desenvolvimento dos métodos de comunicação e o conhecimento das variadas faculdades mediúnicas. Uma delas foi a descoberta das comunicações por meio da escrita direta dos Espíritos, sem o concurso da mão do médium nem do lápis.

É que, a cesta e prancheta que tomaram o lugar da primitiva tiptologia (comunicação dos espíritos por meio de pancadas das mesas giratórias, etc.), logo cedem espaço para a escrita direta, isto é, o médium, tomando diretamente o lápis, põe-se a escreve por impulso involuntário (quase febril, nas palavras de Allan Kardec).

Isso torna o intercâmbio entre o mundo físico e espiritual muito mais fácil, rápido, com mensagens mais completas. Surge, então, o que se denominou PSICOGRAFIA.

Mas, o grande Mestre, não se deteve na maravilha que surgia e, como observador atento que era, a fim de manter a pureza das comunicações notava que um ponto essencial deveria ser considerado: o médium e o seu papel nas respostas; qual era sua parte nas mensagens, mecânica e espiritualmente?

Portanto, Kardec percebe duas circunstâncias importantes:

a) A maneira pela qual a cesta se move sob a influência do médium, pela simples imposição dos dedos na borda;
b) A natureza das respostas, que são na maioria dos casos abstratas ou científicas, fora do conhecimento do médium e às vezes de seu alcance intelectual. 

No caso da cesta e prancheta verificava a impossibilidade de o médium impor uma direção à cesta, que se tornava evidente quando duas ou três pessoas tocavam-na ao mesmo tempo; Além da concordância de movimento (sobretudo direção), deveriam se entender quanto ao pensamento para fins de darem uma resposta. Por fim, a mudança radical de letra, onde, caso fosse uma fraude do médium, este deveria treinar muitas caligrafias, exercitar a modificação destas, inclusive lembrar a qual “espírito” pertenceria para repeti-la no “retorno” do “espírito”.

Quanto as respostas, tem-se a ausência de consciência do médium acerca do que escreve e sua compreensão da questão proposta, principalmente assuntos inesperados, bem como pela forma de questionamento que pode ser feito mentalmente ou em língua estranha, cuja resposta se dá nesta mesma língua. Além disto, a cesta escreve de maneira espontânea, sem nenhuma questão proposta e sobre assuntos absolutamente inesperados.

O Codificador, então, percebeu que em certos casos as respostas revelam um teor de sabedoria, de profundidade e de oportunidade, dotadas de pensamentos tão elevados e tão sublimes que não poderiam vir senão de uma inteligência superior, impregnada da mais pura moralidade. Outras vezes, as respostas eram levianas, frívolas e banais, o que a razão impede de pensar que são provenientes da mesma fonte. Essa diversidade de comunicações se explica pela diversidade de inteligências que se manifestam. Restando, pois, outra indagação: são inteligências humanas ou não? 

Observados os efeitos evidentes produzidos pela psicografia, que não são privilégios de nenhum indivíduo, podendo ser repetidos cotidianamente, tendo, necessariamente, uma causa. Desde que revelam a ação de uma inteligência e de uma vontade, saem fora do domínio puramente físico, e, segundo revelam as inteligências manifestantes, existem seres distintos da Humanidade.

No próximo encontro o assunto será a doutrina dos Espíritos.


[1] Primeiro livro do que seria mais tarde conhecida como a Codificação da Doutrina Espírita, lançado ao mundo em 18.04.1857, tendo Allan Kardec (pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail) como seu Organizador, Obra Revelada por Deus por meio de uma plêiade de Espíritos presidida pelo Espírito da Verdade (Jesus).

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