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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

PSICOGRAFIA - PARTE 5

No último estudo investigamos as manifestações inteligentes.

V – DESENVOLVIMENTO DA PSICOGRAFIA


Ao estudar o Livro dos Espíritos[1] vamos verificando ao longo de sua Introdução que o Codificador, observa atentamente os variados aspectos que envolvem a Ciência. Há, também, claramente, uma evolução “histórica” sobre o desenvolvimento dos métodos de comunicação e o conhecimento das variadas faculdades mediúnicas. Uma delas foi a descoberta das comunicações por meio da escrita direta dos Espíritos, sem o concurso da mão do médium nem do lápis.

É que, a cesta e prancheta que tomaram o lugar da primitiva tiptologia (comunicação dos espíritos por meio de pancadas das mesas giratórias, etc.), logo cedem espaço para a escrita direta, isto é, o médium, tomando diretamente o lápis, põe-se a escreve por impulso involuntário (quase febril, nas palavras de Allan Kardec).

Isso torna o intercâmbio entre o mundo físico e espiritual muito mais fácil, rápido, com mensagens mais completas. Surge, então, o que se denominou PSICOGRAFIA.

Mas, o grande Mestre, não se deteve na maravilha que surgia e, como observador atento que era, a fim de manter a pureza das comunicações notava que um ponto essencial deveria ser considerado: o médium e o seu papel nas respostas; qual era sua parte nas mensagens, mecânica e espiritualmente?

Portanto, Kardec percebe duas circunstâncias importantes:

a) A maneira pela qual a cesta se move sob a influência do médium, pela simples imposição dos dedos na borda;
b) A natureza das respostas, que são na maioria dos casos abstratas ou científicas, fora do conhecimento do médium e às vezes de seu alcance intelectual. 

No caso da cesta e prancheta verificava a impossibilidade de o médium impor uma direção à cesta, que se tornava evidente quando duas ou três pessoas tocavam-na ao mesmo tempo; Além da concordância de movimento (sobretudo direção), deveriam se entender quanto ao pensamento para fins de darem uma resposta. Por fim, a mudança radical de letra, onde, caso fosse uma fraude do médium, este deveria treinar muitas caligrafias, exercitar a modificação destas, inclusive lembrar a qual “espírito” pertenceria para repeti-la no “retorno” do “espírito”.

Quanto as respostas, tem-se a ausência de consciência do médium acerca do que escreve e sua compreensão da questão proposta, principalmente assuntos inesperados, bem como pela forma de questionamento que pode ser feito mentalmente ou em língua estranha, cuja resposta se dá nesta mesma língua. Além disto, a cesta escreve de maneira espontânea, sem nenhuma questão proposta e sobre assuntos absolutamente inesperados.

O Codificador, então, percebeu que em certos casos as respostas revelam um teor de sabedoria, de profundidade e de oportunidade, dotadas de pensamentos tão elevados e tão sublimes que não poderiam vir senão de uma inteligência superior, impregnada da mais pura moralidade. Outras vezes, as respostas eram levianas, frívolas e banais, o que a razão impede de pensar que são provenientes da mesma fonte. Essa diversidade de comunicações se explica pela diversidade de inteligências que se manifestam. Restando, pois, outra indagação: são inteligências humanas ou não? 

Observados os efeitos evidentes produzidos pela psicografia, que não são privilégios de nenhum indivíduo, podendo ser repetidos cotidianamente, tendo, necessariamente, uma causa. Desde que revelam a ação de uma inteligência e de uma vontade, saem fora do domínio puramente físico, e, segundo revelam as inteligências manifestantes, existem seres distintos da Humanidade.

No próximo encontro o assunto será a doutrina dos Espíritos.


[1] Primeiro livro do que seria mais tarde conhecida como a Codificação da Doutrina Espírita, lançado ao mundo em 18.04.1857, tendo Allan Kardec (pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail) como seu Organizador, Obra Revelada por Deus por meio de uma plêiade de Espíritos presidida pelo Espírito da Verdade (Jesus).

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