ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - PARTES 8 E 9


VIII – PERSEVERANÇA E SERIEDADE

Doutrina: conjunto coerente de ideias fundamentais a serem transmitidas, ensinadas; são ideias básicas que compõem um sistema filosófico, político, religioso, etc.

Filosofia: investigação da dimensão essencial e ontológica do mundo real; ultrapassa a OPINIÃO IRREFLETIDA DO SENSO COMUM (cativo da realidade empírica e da aparência sensível – que mais se aproxima do materialismo).

Religião: crença na existência de um poder ou princípio superior, sobrenatural, do qual depende o destino do ser humano e ao qual se deve respeito e obediência.

O estudo da doutrina espírita, conforme ensina Allan Kardec, devem ser efetuados com regularidade e recolhimento necessários. Respostas sensatas são obtidas a partir de perguntas sérias. Respostas complexas carecem de perguntas preliminares ou complementares.

Para adquirir uma ciência deve-se estudar de maneira metódica, partindo-se do princípio e seguindo o encadeamento das ideias. Trocando em miúdos: investigar ao acaso, sem conhecimento prévio das questões rudimentares, não traz resultado satisfatório. Questões despropositais levam a respostas isoladas que podem parecer absurdas e contraditórias.

Quem pretender obter respostas sérias, somente sendo sério em toda a extensão do termo, mantendo-se em condições necessárias, é que poderá atingir seu objetivo, trabalhando muito e perseverando nos estudos. Em tudo estará sendo observado por Espíritos Superiores.

Os Espíritos Superiores não desamparam os que estudam seriamente, trabalham arduamente e perseveram em busca de resultados também sérios e úteis para a humanidade.

IX – MONOPOLIZADORES DO BOM-SENSO

Estamos em pleno século 21, 159 anos após o advento da doutrina dos espíritos, devidamente codificada (ou seria decodificada?) por Allan Kardec. E, ainda, suas observações se fazem atuais. Muitos ainda não superaram as objeções que eram postas naqueles anos de 1857. Vários “comentadores” somente julgam pelo acaso, não separam o joio do trigo e não procuram observar seriamente o Espiritismo.

Seguramente, como na sociedade humana encontramos os bons e os maus, os levianos e os sérios, no mundo espiritual, ao qual atingimos depois da morte física, também encontramos os espíritos atrasados que desencarnaram (ninguém se transforma em gênio depois da morte).

Pior ainda é julgar que todo espírita é um “mistificador”. O termo “espírita” não é marca registrada no INPI. Qualquer pessoa séria ou não poderá fazer uso do termo. Mas, assim como há possibilidade do controle universal das comunicações recebidas dos espíritos, também, podemos fazer o controle universal daquilo que “falam” os ditos “espíritas”. No Espiritismo não há leitura de mão ou mesmo adivinhações.

Ainda hoje, adeptos de outros credos, ou mesmo os incrédulos, tacham os Espíritas de charlatães, mistificadores, “detentores de habilidades especiais’ para o ilusionismo, ou, ignorantes. Para responder a essas críticas “invocamos” Allan Kardec, que nos ensina:

“Os fenômenos em que ela (a doutrina espírita) se apoia são tão extraordinários que concebemos a dúvida, mas não se pode admitir a pretensão de alguns incrédulos ao monopólio de bom-senso, ou que, sem respeito às conveniências e ao valor moral dos adversários, tachem de ineptos a todos os que não concordam com as suas opiniões. Aos olhos de toda pessoa judiciosa, a opinião dos homens esclarecidos que viram determinado fato por longo tempo e o estudaram e meditaram será sempre, uma prova, ou, pelo menos, uma presunção favorável, por ter podido prender a atenção de homens sérios, que não tinham nenhum interesse em propagar erro nem tempo a perder com futilidades”. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. São Paulo: LAKE, 2013, pg. 41).

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