ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO PRIMEIRO – III Capítulo – CRIAÇÃO - PARTE 23

– I FORMAÇÃO DOS MUNDOS
 – II FORMAÇÃO DOS SERES VIVOS

 (Questões: 37 a 49)


“O Universo compreende a infinidade dos mundos que vemos e não vemos, todos os seres animados e inanimados, todos os astros que se movem no espaço e os fluídos que o preenchem”. (O Livro dos Espíritos).


“Estudemos a rota de nossa multimilenária romagem no tempo para sentirmos o calor da flama de nosso próprio espírito a palpitar imorredouro na Eternidade e, ascendendo o lume da esperança, percebemos, juntos, em exaltação de alegria, que Deus, o Pai de infinita bondade, nos traçou a divina destinação para além das estrelas”. (André Luiz, 1958, prefácio da Obra Evolução em Dois Mundos, ditado a Francisco Xavier).

Primórdios da vida – Procurando fixar ideias seguras acerca do corpo espiritual, será preciso remontarmos, de algum modo, aos primórdios da vida na Terra, quando mal cessavam as convulsões telúricas pelas quais os ministros angélicos da Sabedoria divina, com a supervisão do Cristo de Deus, lançaram os fundamentos da vida no corpo ciclópico do planeta”. (André Luiz, Cap. 3, Evolução em Dois Mundos, ditado a Francisco Xavier).

“A matéria elementar, de que o elétron é um dos corpúsculos-base, na faixa de experiência evolutiva sob nossa análise, acumulada sobre a si mesma, ao sopro criador da eterna Inteligência, dera nascimento à província terrestre, no estado solar a que pertencemos, cujos fenômenos de formação original não conseguimos por agora abordar em sua mais íntima estrutura”. (André Luiz, Cap. 3, Evolução em Dois Mundos, ditado a Francisco Xavier).

“NÃO SE TURBE O VOSSO CORAÇÃO. CREDE EM DEUS, CREDE TAMBÉM EM MIM. HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI. SE ASSIM NÃO FOSSE, EU VO-LO TERIA DITO; POIS VOU PREPARAR-VOS O LUGAR. E DEPOIS QUE EU ME FOR, E VOS APARELHAR O LUGAR, VIREI OUTRA VEZ E TOMAR-VOS-EI PARA MIM, PARA QUE LÁ ONDE ESTIVER, ESTEJAIS VÓS TAMBÉM”(João, 14:1-3; Cap. III, Evangelho Segundo o Espiritismo).

Procuramos iniciar o estudo acerca da CRIAÇÃO citando passagens de algumas obras, bem como desta importante passagem evangélica, tendo em vista que é preciso registrar que as obras produzidas pelo intermédio da mediunidade de Francisco C. Xavier estão em perfeita sintonia com a Codificação Espírita e com o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. É necessário para todo estudo sério um exame detido destas obras para compreender melhor todo o tesouro que encontramos na Bíblia e nos Livros dos Profetas.

Feitas estas considerações entramos nas questões propostas por Allan Kardec aos Espíritos Superiores acerca da CRIAÇÃO DO UNIVERSO. O Professor Rivail indagou sobre:
      a)     Se o Universo existe ou não de toda a eternidade como Deus;
      b)     Modo que Deus usou para CRIAR o Universo;
      c)      Se podemos conhecer o modo de formação dos mundos;

Respondem os Espíritos que se o Universo existisse de toda a eternidade não seria obra de Deus. Sendo obra de Deus, este o criou POR SUA VONTADE nos termos expressos em Gênesis: Disse Deus: Faça-se a luz, e a luz foi feita”, cujo modo se dá pela condensação da matéria espalhada no espaço.

Conforme o Codificador apresentava suas questões, os Espíritos Consoladores ensinaram que Deus renova os mundos como renova os seres vivos. Vale lembrar a questão 728 de O Livro dos Espíritos que esclarecem sobre a Lei de Destruição no capítulo VI do Livro Terceiro, onde aprende-se que o que chamamos destruição não é mais que a transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos.

Quanto à duração da formação dos mundos, esclarecem nossos maiores que nada é possível dizer, tendo em vista que existem desígnios que somente pertencem ao Criador, porque somente a Ele cabe saber. Lembrando o benfeitor Emmanuel no Livro O Consolador ditado a Chico Xavier, na questão 262, que esclarece que Israel deve ser considerada como o símbolo de toda a Humanidade terrestre, recapitulamos uma questão formulada a Jesus em Atos dos Apóstolos, 1:6-7, sobre o momento da restauração da soberania de Israel, em que o Mestre responde: “Não cabe a vós saber os tempos e circunstâncias que o Pai fixou com sua exclusiva autoridade”.

E, ainda, é perguntado sobre o começo do povoamento da Terra, em que os Espíritos respondem que no começo tudo era o caos, os elementos estavam fundidos. Pouco a pouco, cada coisa tomou o seu lugar; então, apareceram os seres vivos, apropriados ao estado do globo, os quais estavam contidos na Terra, onde esperam o momento certo para seu desenvolvimento, mas que, antes da formação do orbe terrestre, os elementos orgânicos estavam em estado fluídico no espaço, entre os Espíritos, OU EM OUTROS PLANETAS, ESPERANDO A CRIAÇÃO DA TERRA PARA COMEÇAREM UMA NOVA EXISTÊNCIA SOBRE UM NOVO GLOBO.

Reportamo-nos à Obra A Caminho da Luz, ditada por Emmanuel a Chico Xavier, em que as respostas dos Espíritos acima condizem perfeitamente com a narração desse benfeitor acerca da Gênese do Planeta Terra, referindo-se ao Verbo na Criação Terrestre, nos seguintes termos:

“[...] Jesus reuniu nas Alturas os intérpretes divinos do seu pensamento. Viu-se, então, descer sobre a Terra, das amplidões dos espaços ilimitados, uma nuvem de forças cósmicas, que envolveu o imenso laboratório planetário em repouso. Daí algum tempo, na crosta solidificada do planeta, como no fundo dos oceanos, podia-se observar a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra. [...] Com essa massa gelatinosa, nascia no orbe o protoplasma e, com ele, lançara Jesus à superfície do mundo o germe sagrado dos primeiros homens”.

Os Espíritos nos convidam a refletir acerca da espécie humana que se achava entre os elementos orgânicos do globo terrestre. Tendo todos a mesma origem, necessário lembrar a questão 540 de O Livro dos Espíritos, que respondem “[...] É assim que tudo serve, tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele sempre começa pelo átomo. [...]”.

De fato, não é possível observar a formação espontânea da espécie humana, tendo em vista que se trata de algo que pertence e permanece nos segredos de Deus. Todavia, os seres humanos absorveram os elementos necessários para a formação de sua espécie visando cumprir a Lei de Reprodução, o que ocorreu, também, com as demais espécies de seres vivos.

Percebemos que grande motivo de investigação envolve o conhecimento pelos seres humanos a respeito da possibilidade de conhecimento da época de aparição do homem e de outros seres vivos na Terra, donde temos a seguinte resposta: NÃO; TODOS OS VOSSOS CÁLCULOS SÃO QUIMÉRICOS.

E, para nossa reflexão, é importante pensarmos porque ainda insistimos em nos preocupar com o que diz respeito ao Criador e não com o que diz respeito a nós, as criaturas, uma vez que uma tarefa tão menor e que está a nosso alcance não a praticamos: AMAR O PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS... Quem sabe, após, não só aprendermos a amar incondicionalmente, mas, nos habituarmos a isso, possamos iniciar o processo de atendimento à nossa verdadeira finalidade: chegar à perfeição em condições de enfrentarmos nossa parte na obra da Criação.

Diz Kardec: “[...] É assim que, por uma lei admirável de sua providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza”. (Q. 132, LE).

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