ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO PRIMEIRO - PARTE 27

IV Capítulo – PRINCÍPIO VITAL

II – VIDA E MORTE (Questões: 68 a 70)


“Qual é causa da morte nos seres orgânicos? É como uma máquina desarranjada que cessa o movimento? É o coração o órgão mais importante dos seres orgânicos? Em que se transformam a matéria e o princípio vital dos seres orgânicos após a morte?”


Essas e outras perguntas foram formuladas pelo codificador para investigar essa grave questão que envolve a dor e o destino.

Todavia, respostas nem tão complexas assim foram dadas pelos Espíritos Superiores. É que a morte é causada pela exaustão dos órgãos, pois, se o corpo estiver doente a vida se esvai, uma vez que vários órgãos, se lesionados, podem levar à morte, eis que o corpo possuir diversas “engrenagens” essenciais.

Tudo se encadeando no Universo, desde o átomo ao arcanjo, todos os elementos serão solidários. Assim, após a morte, a matéria inerte se decomporá e formará novos seres. Já o princípio vital tornará à matéria universal, uma vez que é uma de suas modificações.

Da doutrina dos espíritos, falando propriamente do fluído vital, os corpos orgânicos funcionam como pilhas de aparelhos elétricos. A atividade do aparelho produz o fenômeno da vida; a cessação dessa atividade ocasiona a morte.

Sabemos que a quantidade de fluído vital não é a mesma em todos os seres orgânicos, pois, varia segundo as espécies. Nos indivíduos não é constante, variando entre os indivíduos de uma mesma espécie, uma vez que uns possuem saturados de fluído vital e outros possuem a quantidade suficiente. Uns, portanto, são mais ativos, outros nem tanto.

A saúde do ser orgânico, ou, a vitalidade propriamente dita, corresponde à quantidade de fluído vital que possui, pois, essa quantidade pode se esgotar ocasionando a morte do ser. Dessa forma a vida deve ser renovada pela absorção e assimilação das substâncias contidas no fluído vital.

Quando se pensa em passe magnético, por exemplo, devemos levar em conta que o fluído vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que tem em maior quantidade pode dá-lo ao que tem menos e, em certos casos, fazer voltar uma vida prestes a extinguir-se.


Pensamos, assim, que o Espírito Puro, em razão do seu amor incondicional, poderá transmitir fluído vital às mancheias e, neste caso, seria bem possível em determinadas épocas, os passes curativos que promoveram terem sido tomados como aquilo que foi chamado de “milagres” no tocante ao restabelecimento de doentes considerados em estado terminal e irrecuperável pela ciência de então.

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