ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - O LIVRO DOS ESPÍRITOS LIVRO PRIMEIRO - PARTE 28

IV Capítulo – PRINCÍPIO VITAL
III – INTELIGÊNCIA E INSTINTO
(Questões: 71 a 75a)

Na questão 24 de O Livro dos Espíritos Allan Kardec havia questionado os Espíritos acerca da inteligência e do espírito. Se Espírito seria sinônimo de inteligência. Os espíritos disseram que a inteligência é atributo essencial do espírito. Que um e outro se confundem num princípio comum, sendo para nós uma e a mesma coisa.


A partir da questão 71 de O Livro dos Espíritos o Codificador retoma o tema e questiona se a inteligência seria atributo do princípio vital, qual sua fonte, a relação do instituto com a inteligência e a falibilidade da razão.

Os Espíritos Superiores ensinam que, sendo a inteligência um atributo do Espírito, um corpo poderá viver sem inteligência, como, por exemplo, as plantas que vivem, mas, não pensam. Matéria e Espírito são independentes, contudo a manifestação da inteligência precisa de órgãos materiais, pois, é a união como o Espírito que proporciona inteligência à matéria animalizada (matéria dotada de fluído vital).

Kardec distinguiu os seres da seguinte forma:
      
       a) Seres inanimados: formados somente de matéria, sem vitalidade nem inteligência; são os corpos brutos.
     b) Seres animados NÃO pensantes: formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência.
    c) Seres animados pensantes: formados de matéria, dotados de vitalidade e tendo ainda um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar.

A fonte da inteligência, segundo os Espíritos Codificadores é a inteligência universal (Deus). A inteligência é uma faculdade própria de cada ser e constitui a individualidade moral.

O instinto é uma espécie de inteligência, denominada NÃO racional, cujo propósito é prover todas as necessidades dos seres (sobrevivência, manutenção da espécie, físicas, fisiológicas, etc.).

O instinto não se engana, pode conduzir o indivíduo ao bem e é um guia mais seguro que a razão. O indivíduo é que negligencia o instinto. Trata-se, segundo Allan Kardec, de uma inteligência rudimentar, cujas manifestações são espontâneas e variam segundo as espécies e suas necessidades.

A inteligência e o instinto se confundem, podendo ser distinguidos pelos atos que pertencem a cada um. A razão permite ao homem escolher. Resulta de apreciações e deliberações. É o que lhe dá o livre-arbítrio. Não é infalível porque a má educação, o orgulho e o egoísmo lhe falseiam.

Conforme o Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XI, item 8, o Espírito Lázaro, tratando da Lei de Amor, revela que “no seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor – primeira palavra do alfabeto divino – é o requinte do sentimento. [...] Aquele, pois, em que os instintos dominam, está mais próximo do ponto de partida que do alvo”.


Portanto, a razão é falseada pelas sensações. O egoísmo, o orgulho e a vaidade, não permitem que o indivíduo tenha acesso ao seu patrimônio intelectual, que só poderá ser revelado por uma educação espírita, aquela que traz a segunda palavra do alfabeto divino: a reencarnação.

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