O LIVRO DOS ESPÍRITOS - PARTE 41


MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS – CAPÍTULO III
RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL
 – II – SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO 
(Questões: 154 a 162)

“O abnegado benfeitor Emmanuel, em outra ocasião, questionado sobre o assunto, afirmou que o tempo ideal para a cremação do corpo, desocupado pelo inquilino ou pelo espírito que o habitava é de 72 horas, de vez que, além da chamada morte clínica, o espírito liberado, em muitos casos, ainda está em processo de mudança, retirando aos poucos os remanescentes da sua própria desencarnação”.


Ao encontrarmo-nos em reflexões profundas, na busca de quem somos e para onde vamos, muitos medos nos envolvem. É possível que Allan Kardec tenha sintetizado as angústias humanas na dúvida demonstrada através da questão formulada aos Espíritos Superiores.

O Codificador questiona se na separação entre alma e corpo há dor. Afirmam os Espíritos que NÃO há dor, mas, possíveis sofrimentos, os quais, quando ocorrem consolidam-se em prazer para o Espírito em razão do final de seu exílio.

Mas, é importante que não nos esqueçamos: “[...] a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado. Os dois estados se tocam e se confundem, de maneira que o Espírito se desprende pouco a pouco dos seus liames; estes se soltam e não se rompem”.



O QUE SABEMOS DEPOIS DE KARDEC?
 - O que liga o corpo físico ao Espírito é o perispírito.
- A morte é a destruição do corpo, mas, o perispírito fica intacto.
- Cessada a vida orgânica o corpo separa-se do perispírito.
- Quando o corpo morre o Espírito não se desprende subitamente. A separação é gradual, cuja lentidão é variável, conforme cada indivíduo.
- A demora ocorre para aqueles cuja vida foi toda material e sensual (pode ocorrer em dias, meses ou anos).
- A demora em desligar-se não quer dizer que exista vitalidade ou possibilidade de retorno à vida, mas, somente afinidade em razão à preponderância do Espírito sobre a matéria.
- Atividade intelectual e moral, a elevação de pensamentos é um começo de desprendimento e pode ocorrer mesmo durante a vida corpórea, quando chega a morte o desligamento é quase instantâneo.
- É em razão da afinidade com a matéria que o Espírito experimenta o horror da decomposição.

Aqueles que refutam a Lei da Reencarnação trazem a lume a passagem evangélica que diz: Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo...”. (Hebreus, 9:27).

Os Espíritos Superiores mostram A VERDADE CONTIDA NESTA Carta. Sendo o corpo humano uma veste, uma personalidade única, onde o Espírito “está”, posto que ainda não “é”. Isto é, nesta encarnação “estou” médico (a), engenheiro (a), advogado (a), ou qualquer outra função, mas, também, ESTOU INVESTIDO NA PERSONALIDADE ENCARNADA (hoje sou o Beto, depois que desencarnar eu descobrirei quem sou realmente).

Dizem os Espíritos: “[...] O corpo é uma máquina que o coração põe em movimento. Ele se mantém enquanto o coração lhe fizer circular o sangue pelas veias e para isso não necessita da alma”.

O Estudo sério de O Livro dos Espíritos nos esclarece que os Espíritos que desencarnam tem prazer em voltar ao estado em que é só Espírito, mas, também informa que essa sensação de prazer não é pertinente a todo e qualquer Espírito que desencarna, pois, aqueles que fizeram o mal com o desejo de fazê-lo estarão envergonhados do que fizeram. Para o justo é diferente. Ele sente-se aliviado de um grande peso porque não receia nenhum olhar reprovador.

É com o mesmo critério que se deve entender a afirmação de que o Espírito que retorna ao plano espiritual encontra aqueles com os quais se afeiçoa (os bons sintonizam-se com os bons e os maus sintonizam-se com os maus).

Os Espírito vê muitos que havia perdido o contato, os que estão na erraticidade e os encarnados que vai visitar, e, por fim, nas mortes violentas o desprendimento é mais lento.

Chegamos à conclusão que perdermos o hábito de velar os mortos e os enterrarmos imediatamente após o desenlace, pode perturbá-los, tendo em vista que a grande maioria de nós estamos, de certo modo, com mais afinidade com a matéria do que com o Espírito.

Na Obra “Lições de Sabedoria”, Capítulo 4, que tem o título: Corpo na Transição, suicídio e reencarnação, Marlene Nobre perguntou a Chico Xavier se o espírito sente os efeitos da cremação do corpo físico e quantas horas devemos esperar para efetuar a cremação, cuja resposta foi a seguinte:

“O abnegado benfeitor Emmanuel, em outra ocasião, questionado sobre o assunto, afirmou que o tempo ideal para a cremação do corpo, desocupado pelo inquilino ou pelo espírito que o habitava é de 72 horas, de vez que, além da chamada morte clínica, o espírito liberado, em muitos casos, ainda está em processo de mudança, retirando aos poucos os remanescentes da sua própria desencarnação”.

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