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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

TRANSMIGRAÇÃO DAS ALMAS – PARTE 45





PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

– TRANSMIGRAÇÃO DAS ALMAS

(Questões: 189 a 196-a)

INTRODUÇÃO
No capítulo 3 da obra Evolução em Dois Mundos, tratando da evolução e do corpo espiritual, afirma André Luiz:

“[...] quando mal cessavam as convulsões telúricas pelas quais os ministros angélicos da Sabedoria divina, com a supervisão do Cristo de Deus, lançaram os fundamentos da vida no corpo ciclópico do planeta [...] a imensa fornalha atômica estava habilitada a receber as sementes da vida e, sob o impulso dos gênios construtores, que operavam no orbe nascituro, vemos o seio da Terra recoberto de mares mornos, invadido por gigantesca massa viscosa a espraiar-se no colo da paisagem primitiva. Dessa geleia cósmica, verte o princípio inteligente em suas primeiras manifestações...”.

Para termos ideia do processo recordemo-nos do grão de mostarda ou da bolota do carvalho. Assim, não nos é difícil, pois, compreender a ideia a seguir:

“[...] nós, os desencarnados, na esfera que nos é própria, estudamos, presentemente, a estrutura mental das células, de modo a iniciarmo-nos em aprendizado superior [...]”.[1]

Do mesmo modo ocorre com o ensino do Apóstolo que reproduzimos:

“Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há ‘também corpo espiritual”.  (Paulo, I Coríntios, 15:44)

O PROCESSO EVOLUTIVO
De sorte que ao desabrochar da inteligência o Espírito assemelha-se ao estado da infância corpórea, cuja existência é apenas instintiva. Possui apenas a consciência de si mesmo e seus atos. A seguir vem o desenvolvimento lento da inteligência (Questões 189 e 190 d’O LE).

Observação: é engano julgar o Espírito daqueles que se apresentam como selvagens com alma primitiva. As paixões demonstram desenvolvimento (o que não quer dizer perfeição) e indicam atividade e consciência própria. Por outro lado, as almas primitivas possuem inteligência e vida ainda em germes (Questões 191 e 191-a)[2].

Allan Kardec ensina que é possível comparar-se as fases da vida corpórea com as fases da vida que um espírito segue no seu conjunto. São períodos e ciclos que vão passando gradativamente. Todavia, é importante considerar uma diferença capital: o Espírito não experimenta, nestas fases, o declínio e a decrepitude. Sua vida, que tem começo, não terá fim.

Enquanto a vida corpórea se desenvolve em uma oportunidade, o Espírito leva um tempo imenso para passar da infância espiritual para um desenvolvimento completo.

É necessário progredir renascendo em diferentes esferas (mundos, orbes ou planetas), pois, a Vida do Espírito constitui-se de uma série de existências corporais. Desta forma, adquire maior experiência e instrução. Contudo, apesar de não retrogradar, o Espírito pode estacionar-se, isto é, por sua própria culpa, haverá existências infrutíferas em razão de não ter sabido conduzir-se adequadamente.

PERFEIÇÃO PARA DEUS E PERFEIÇÃO PARA OS SERES HUMANOS
O que o ser humano julga perfeito está longe da perfeição. O erro consiste em desconhecer qualidades que sequer poderia compreender. O indivíduo atinge a perfeição possível conforme sua natureza. Em uma só vida jamais atingiria a perfeição absoluta. Como na comparação anterior, uma criança precisa passar pela juventude para chegar à maturidade. Um doente deve passar pela convalescença antes de recuperar a saúde. O Espírito precisa progredir para evoluir (progresso como aquisição de conhecimentos e evolução como aquisição de sabedoria - virtudes morais)

O Espírito precisa adiantar-se em conhecimento e moralidade. O progresso ocorre paulatinamente: vez num sentido, ora noutro. Onde a Alma errar o caminho deverá recomeçar. Por outro lado, quanto mais se adianta na moral e no conhecimento em uma existência, menos longas e penosas serão as provas seguintes (Questões 192 e 192-a d’O LE).

A MARCHA DOS ESPÍRITOS É PROGRESSIVA
Quanto à evolução do espírito, o seu patrimônio moral e intelectual alcançado não lhe é retirado. Para fins de aprimorar-se um indivíduo, reencarnado, experimentará posições sociais distintas conforme o aprendizado o exija.

Deve-se evitar o pensamento de que existem “anjos caídos”. O Espírito tende à perfeição, a alma não degenera. Um “homem de bem” numa encarnação não se torna um celerado noutra. Mas, um perverso pode transformar-se em um homem de bem, desde que se arrependa dos seus maus atos. (Questões 193 e 194 d’O LE).

Segundo ensina Kardec: “[...] as posições entre os homens são frequentemente determinadas pelo inverso da elevação dos sentimentos morais. Herodes era rei, Jesus carpinteiro”. 

Um espírito imperfeito poderá pensar em ficar no mau caminho numa existência pensando-se em corrigir-se noutra baseando-se no dogma da reencarnação. Todavia, tal ocorrerá somente na sua vida corporal. Após a morte perceberá que calculou mal. Na nova existência trará um sentimento diferente. E é isso que demonstra haver indivíduos mais adiantados que outros na Terra, pois, assim efetiva-se o progresso (Questão 195).

A vida corporal nada mais é do que um depurador. Os Espíritos melhoram-se através das provas, evitando o mal e praticando o bem. O corpo em nada influi sobre o Espírito, pois, não passa de uma veste que apodrece (Questões 196 e 196-a).

CONCLUSÃO
O título deste item é TRANSMIGRAÇÃO PROGRESSIVA. Nele, os Espíritos Superiores buscaram apresentar a trajetória que a alma segue progredindo de uma existência à outra. Vimos que os Espíritos não “encarnam-se” em animais ou passam a habitar o vegetal ou o mineral. Tais fases perdem-se no início da existência onde só há o Princípio Inteligente (ver Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz).

Apreendemos, portanto, uma Lei divina: o Espírito evolui, invariavelmente, podendo estacionar-se, mas, nunca retrogradar-se.

Beto Ramos
Uberaba - MG

Fonte Bibliográfica:
[1] Xavier, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos. Por  André Luiz. Brasília: FEB, 2013. Pg. 28.
[2] Ver o texto de André Luiz na introdução acerca da geleia cósmica, de onde verte o princípio inteligente.

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