ALLAN KARDEC – SEM PRECONCEITO!

Com a reencarnação, desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. De todos os argumentos invocados contra a injustiça da servidão e da escravidão, contra a sujeição da mulher à lei do mais forte, nenhum há que prime, em lógica, ao fato material da reencarnação. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da Natureza o princípio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade”. (A Gênese, cap. I, item 36, p. 42-43. Vide também Revista Espírita, 1867, p. 373.).

Recentemente li uma crítica a Allan Kardec em relação a um suposto artigo de sua lavra onde, o “estudioso” compreendeu que o Codificador é racista. Todavia, melhor sorte não restará ao indivíduo, eis que lhe faltou o cuidado de analisar o objetivo do referido artigo. Refiro-me àquele que foi subintitulado por PERFECTIBILIDADE DA RAÇA NEGRA.

Na Revista Espírita de Abril de 1862, Allan Kardec começou sua proposta com as seguintes frases:

“A raça negra é perfectível? Segundo algumas pessoas, esta questão é julgada e resolvida negativamente. Se assim é, e se esta raça é votada por Deus a uma eterna inferioridade, segue-se que é inútil nos preocuparmos com ela e que devemos nos limitar a fazer do negro uma espécie de animal doméstico, preparado para a cultura do açúcar e do algodão. Entretanto a Humanidade, tanto quanto o interesse social, requer um exame mais cuidadoso. É o que tentaremos fazer. Mas como uma conclusão desta gravidade, num ou noutro sentido, não pode ser tomada levianamente e deve apoiar-se em raciocínio sério, pedimos permissão para desenvolver algumas considerações preliminares, que nos servirão para mostrar, mais uma vez, que o Espiritismo é a única chave possível de uma multidão de problemas, insolúveis com o auxílio dos dados atuais da Ciência”.

A introdução demonstra claramente que, de imediato, Allan Kardec DEMONSTRA que pensar que essa ou aquela raça não é perfectível fere os postulados básicos do Espiritismo o qual é a única chave possível para uma multidão de problemas insolúveis. Por outro lado, declara, textualmente, que desenvolverá considerações preliminares. Seu objetivo é demonstrar que a resposta para indagações da humanidade estão contidas no Espiritismo. PRINCIPALMENTE AQUELES QUE OS DADOS ATUAIS DA CIÊNCIA NÃO PERMITEM SOLUCIONAR.

Kardec declara que usará a frenologia para servir de PONTO DE PARTIDA. Ponto de partida para trazer ideias e posições sobre as quais o Espiritismo irá se debruçar e criticar.

Dito isto, é bom que se lembre: o ano do artigo é 1862 e o pensamento difundido era o da frenologia.

Do ponto de vista Espírita, É IMPORTANTE QUE SE SAIBA O QUE SE DEPREENDE POR PERFECTIBILIDADE, vejamos:

Livro dos Espíritos, Questão 132 (Encarnação dos Espíritos; Finalidade da Encarnação).

Questionou-se aos Espíritos Superiores qual é a finalidade da encarnação dos Espíritos, os quais responderam: Deus a impõe com o fim de lavá-los à perfeição: para uns é uma expiação; para outros, uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea: nisto é que está a expiação. A encarnação tem ainda outra finalidade, que é a de pôr o Espírito em condições de enfrentar a sua parte na obra da Criação. É para executá-la que ele TOMA UM APARELHO EM CADA MUNDO, em harmonia com a matéria essencial do mesmo, a fim de nele cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. E dessa maneira, concorrendo para a obra geral também progredir.

Se bem compreendemos o que os Espíritos responderam, O ESPÍRITO TOMA UM APARELHO (corpo físico) e cumpre com tal aparelho as ordens de Deus. É necessário tomar um corpo físico para sofrer todo tipo de problema da existência corpórea e ficar em condições, durante a evolução, de se tornar um auxiliar de Deus.

Parece que não há menção que somente o aparelho dessa ou daquela cor que possibilita ao Espírito evoluir com o fito de chegar à perfeição.

Contudo, esses “estudantes” atrapalhados que não buscam auxiliar no progresso geral, mas, pelo contrário, só fazem demonstrar realmente qual é o grau que ocupam na escala espírita, deveriam se ater à verdade e à razão. É que uma leitura rápida da questão 133 da mesma obra já demonstraria o absurdo que é dizer que o Codificador era racista. Os Espíritos Superiores revelam que todos os Espíritos, foram criados SIMPLES E IGNORANTES e se instruem através das lutas e atribulações da vida corporal. DEUS QUE É JUSTO, NÃO PODIA FAZER FELIZ UNS, SEM PENAS E SEM TRABALHOS, E POR CONSEGUINTE MÉRITO.

Ficaremos por aqui com as explicações sobre a perfectibilidade. Não há ofensa a esta ou aquela pessoa. A PERFECTIBILIDADE É UM PRINCÍPIO ESPÍRITA. Nós, sem exceção, encarnamos (tomamos um aparelho em cada mundo) para evoluir e chegar à PERFECTIBILIDADE. É leviano qualquer comentário contrário ao que postula a própria Doutrina. Querer que o seu Codificador “diga” algo diferente, fruto de ilações dos pseudossábios, que não tem a honorabilidade necessária para tratar de assunto tão sério é antifraternos e descaridoso. São religiosos sem religiosidade. Para estes pouco importa se vão iniciar uma luta entre irmãos.

Fazendo suas considerações sobre a frenologia o Codificador escreve:

Das saliências do crânio a frenologia conclui o volume do órgão, e do volume do órgão conclui o desenvolvimento da faculdade. Tal é, em breves palavras, o princípio da ciência frenológica. Embora o nosso objetivo não seja desenvolvê-la aqui, ainda são necessárias algumas palavras quanto ao modo de apreciação. Enganar-se-ia redondamente quem acreditasse poder deduzir o caráter absoluto de uma pessoa pela simples inspeção das saliências do crânio”.

Este texto onde o Professor fala sobre os princípios frenológicos não demonstra que o mesmo se opõe a tal princípio? Allan Kardec declara que não se pode deduzir o caráter absoluto por característica externa. Ao menos, em nossa análise textual é o que quer dizer.

Sobre isto sua posição é clara: “As faculdades se contrabalançam reciprocamente, se equilibram, se corroboram ou se atenuam umas às outras, de tal sorte que, para julgar um indivíduo, é preciso levar em conta o grau de influência de cada uma, em razão do seu desenvolvimento, depois pesar na balança o temperamento, o meio, os hábitos e a educação”.

Mas, se não bastasse compreender o pensamento filosófico acima antecipado, bem como objetivo do artigo que é demonstrar que o Espiritismo considera TODOS IRMÃOS, IGUAIS E SEM DIFERENÇA PERANTE DEUS, o Codificador escreve: Basta isto para mostrar que as observações frenológicas práticas apresentam grande dificuldade e repousam sobre considerações filosóficas, que não estão ao alcance de todos”.

Após a observação supra sobre as dificuldades apresentadas pela dita ciência, cujos postulados Kardec discordara pontualmente, em seguida a questão é analisada sobre outro ponto de vista. É que havia divisão entre os próprios frenologistas (materialistas e espiritualistas). Os primeiros consideravam o corpo como uma máquina da qual o pensamento era secretado como as glândulas salivares secretam a saliva. Esta teoria Kardec chamou de monstruosidade. Os últimos, cuja doutrina declarara que o pensamento á atributo da alma e não do cérebro, postulam que as aptidões desenvolvem os órgãos necessários para externar a faculdade. E, então, é que Allan Kardec esclarece: TRATA-SE DE UMA IDEIA INCOMPLETA. Enquanto dizem que o indivíduo, por exemplo, tem o órgão da poesia por que é poeta, não esclarece por que outro indivíduo educado nas mesmas condições não se tornou poeta (o que serve para todas as demais aptidões). Ou seja, a questão central é: POR QUE É POETA? E é aí que entra a chave encontrada somente no Espiritismo.

Apesar de extenso, pedimos vênia para citar a explicação de Kardec de modo mais abrangente, vejamos:

“Com efeito, se a alma fosse criada ao mesmo tempo que o corpo, a do sábio do Instituto seria tão nova quanto a do selvagem. Então, por que há na Terra selvagens e membros do Instituto? Direis que depende do meio em que vivem. Seja. Dizei, então, por que homens nascidos nos meios mais ingratos e mais refratários tornam-se gênios, ao passo que outros, que recebem a Ciência desde a infância, são imbecis? Os fatos não provam à evidência que há homens instintivamente bons ou maus, inteligentes ou estúpidos? É preciso, pois, que haja na alma um germe. De onde vem ele? Pode dizer-se razoavelmente que Deus os fez de todos os tipos, uns chegando sem esforço e outros nem sequer com um trabalho obstinado? Seria isso justiça e bondade? Evidentemente, não. Uma única solução é possível: a preexistência da alma, sua anterioridade ao nascimento do corpo, o desenvolvimento adquirido conforme o tempo vivido e as várias migrações percorridas. Unindo-se ao corpo, a alma traz, pois, o que adquiriu, suas qualidades boas ou más. Daí as predisposições instintivas, de onde se pode dizer com certeza que aquele que nasceu poeta já cultivou a poesia; que o que nasceu músico cultivou a música; o que nasceu celerado, já foi mais celerado. Tal é a fonte das faculdades inatas que produzem, nos órgãos afetados à sua manifestação, um trabalho interior, molecular, que provoca o seu desenvolvimento”.

Rogamos que cada leitor possa buscar na Revista Espírita em comento e buscar retirar da mesma as próprias conclusões. Assim, seria inviável apenas copiar e colar todos os argumentos tecidos por Allan Kardec que não mostrou em momento algum que essa ou aquela raça é, A SEU VER, inferior. Todavia, o Codificador QUESTIONOU O PENSAMENTO DIVERSO QUE ERA VIGENTE À SUA ÉPOCA. Vale dizer, Allan Kardec buscava modificar o pensamento vigente acerca das raças. Trata-se de um excerto de 1862. Lembremos que no Brasil a escravidão foi abolida aos 13.05.1888.

Colacionamos o que Kardec disse acerca de nossos irmãos:

Diz-se a respeito dos negros escravos: “São seres tão brutos, tão pouco inteligentes, que seria trabalho perdido querer instrui-los. É uma raça inferior, incorrigível e profundamente incapaz”. A teoria que acabamos de dar permite encará-los sob outra luz. Na questão do aperfeiçoamento das raças, deve-se sempre levar em conta dois elementos constitutivos do homem: o elemento espiritual e o elemento corporal. É preciso conhecer um e outro, e só o Espiritismo nos pode esclarecer sobre a natureza do elemento espiritual, o mais importante, por ser o que pensa e que sobrevive, enquanto o elemento corporal se destrói”.

Não se pode declarar que se trata da opinião de Kardec o que se dizia dos negros naquela época. Por outro lado, o Espiritismo, conforme escreve o Codificador, encara a questão sobre outra luz. Isto é, à luz da questão 132 e 133 de O Livro dos Espíritos, pois, somente alguém que desconhece os postulados espíritas poderia ser tão leviano de dizer que o Mestre de Lyon seria um escravagista. O que está expresso é que é preciso conhecer os dois elementos constitutivos do homem (espiritual e corporal), pois, o espírito é o mais importante, POIS O ELEMENTO CORPORAL SE DESTRÓI. Para quem sabe ler... Allan Kardec disse em pleno ano de 1862: POUCO IMPORTA A COR DO CORPO. Esse elemento corporal se destrói.

Do ponto de vista histórico, a opinião de Allan Kardec expressara cultura e pensamento vigente. Do ponto de vista científico, como vimos, é o mesmo Kardec quem dirá que não há elementos positivos para considerar a opinião dos frenólogos da época, seja materialista ou espiritualista.

Alguém certamente dirá, mas, ao final de seu artigo na Revista de 1862, ora citado, o Codificador expressa uma opinião que o coloca em situação de descrédito. Todavia, é o mesmo Allan Kardec que, deixando para nós o referido artigo, escreverá em 1868:

“Hoje creem e sua fé é inabalável, porque assentada na evidência e na demonstração, e porque satisfaz à razão. [...] Tal é a fé dos espíritas, e a prova de sua força é que se esforçam por se tornarem melhores, domarem suas inclinações más e porem em prática as máximas do Cristo, OLHANDO TODOS OS HOMENS COMO IRMÃOS, SEM ACEPÇÃO DE RAÇAS, DE CASTAS, NEM DE SEITAS, perdoando aos seus inimigos, retribuindo o mal com o bem, a exemplo do divino modelo”. (KARDEC, Allan. Revista Espírita de 1868. 1ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. p. 28, janeiro de 1868.).

Esse mesmo homem disse também:

“Nós trabalhamos para dar a fé aos que em nada creem; para espalhar uma crença que os torna melhores uns para os outros, que lhes ensina a perdoar aos inimigos, a se olharem como irmãos, sem distinção de raça, casta, seita, cor, opinião política ou religiosa; numa palavra, uma crença que faz nascer o verdadeiro sentimento de caridade, de fraternidade e deveres sociais”. (KARDEC, Allan. Revista Espírita de 1863 – 1. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. – janeiro de 1863.).

“O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus”. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 3, p. 348.).

Em Nota ao capítulo XI, item 43, do livro A Gênese, o Codificador explica QUAL ER A METODOLOGIA nas exposições pessoais que fazia acerca dos diversos pontos controversos vigentes naquela sociedade europeia de então, podendo de tal explicação deduzir-se o que procurou fazer com o tema ora em debate:

“Quando, na Revista Espírita de janeiro de 1862, publicamos um artigo sobre a “interpretação da doutrina dos anjos decaídos”, APRESENTAMOS ESSA TEORIA COMO SIMPLES HIPÓTESE, SEM OUTRA AUTORIDADE AFORA A DE UMA OPINIÃO PESSOAL CONTROVERSÍVEL, porque nos faltavam então elementos bastantes para uma afirmação peremptória. Expusemo-la a título de ensaio, tendo em vista provocar o exame da questão, decidido, porém, a abandoná-la ou modificá-la, se fosse preciso. Presentemente, essa teoria já passou pela prova do controle universal. Não só foi bem aceita pela maioria dos espíritas, como a mais racional e a mais concorde com a soberana justiça de Deus, mas também foi confirmada pela generalidade das instruções que os Espíritos deram sobre o assunto. O mesmo se verificou com a que concerne à origem da raça adâmica”. (A Gênese, cap. XI, item 43, Nota, p. 292.).

Buscando uma exegese, vemos que Allan Kardec não precisou que sua teoria acerca das raças tivesse passado pelo crivo do controle universal, valendo dizer: concordância com o ensino dos Espíritos. Quanto ao mais, o estudioso sério não poderá declarar que o Codificador concordava com diversos aspectos apresentados pelas chamadas ciências.

Lado outro, avaliava as conclusões desses eminentes pesquisadores à luz da revelação dos Espíritos, onde encontrou explicações que apontam para leis sábias e supremas, razão pela qual afirmou que o Espiritismo permite “resolver os milhares de problemas históricos, arqueológicos, antropológicos, teológicos, psicológicos, morais, sociais, etc.” (Revista Espírita, 1862, p. 401).

As leis universais do amor, da caridade, da imortalidade da alma, da reencarnação, da evolução constituindo novos parâmetros para a compreensão do desenvolvimento dos grupos humanos por todo o planeta possibilitou concluir-se que “o corpo deriva do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito. Entre os descendentes das raças apenas há consanguinidade”. (O Livro dos Espíritos, item 207, p. 176.).

O Mestre e Lyon ainda escreveu na (Revista Espírita, 1861, p. 432.) que “[...] o Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na Criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, faz com que desapareçam, naturalmente, todas as distinções estabelecidas entre os homens, conforme as vantagens corporais e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitos de cor”.

Pensamos que tudo que Allan Kardec escreveu durante seu ministério à frente da Codificação tem profundo cunho pedagógico. Ao contrário de muitos que não aprendem com os próprios erros, com os erros dos outros e não se permitem evoluir ideias, pensamentos e teorias, que ficam presos a “pontos de vista eternos”, aqueles que afirmam: ninguém muda a MINHA opinião; Allan Kardec se esmerou na lição. Vejamos o que ele escreveu acerca do mesmo tema no ano de 1867 (cinco anos depois):

“Os privilégios de raças têm sua origem na abstração que os homens geralmente fazem do princípio espiritual, para considerar apenas o ser material exterior. Da força ou da fraqueza constitucional de uns, de uma diferença de cor em outros, do nascimento na opulência ou na miséria, da filiação consanguínea nobre ou plebeia, concluíram por uma superioridade ou uma inferioridade natural. Foi sobre este dado que estabeleceram suas leis sociais e os privilégios de raças. Deste ponto de vista circunscrito, são consequentes consigo mesmos, porquanto, não considerando senão a vida material, certas classes parecem pertencer, e realmente pertencem, a raças diferentes. Mas se se tomar seu ponto de vista do ser espiritual, do ser essencial e progressivo, numa palavra, do Espírito, preexistente e sobrevivente a tudo cujo corpo não passa de um invólucro temporário, variando, como a roupa, de forma e de cor; se, além disso, do estudo dos seres espirituais ressalta a prova de que esses seres são de natureza e de origem idênticas, que seu destino é o mesmo, que todos partem do mesmo ponto e tendem para o mesmo objetivo; QUE A VIDA CORPORAL NÃO PASSA DE UM INCIDENTE, UMA DAS FASES DA VIDA DO ESPÍRITO, NECESSÁRIA AO SEU ADIANTAMENTO INTELECTUAL E MORAL; que em vista desse avanço o Espírito pode sucessivamente revestir envoltórios diversos, nascer em posições diferentes, chega-se à consequência capital da igualdade de natureza e, a partir daí, à igualdade dos direitos sociais de todas as criaturas humanas E À ABOLIÇÃO DOS PRIVILÉGIOS DE RAÇAS. Eis o que ensina o Espiritismo. Vós que negais a existência do Espírito para considerar apenas o homem corporal, a perpetuidade do ser inteligente para só encarar a vida presente, repudiais o único princípio sobre o qual é fundada, com razão, a igualdade de direitos que reclamais para vós mesmos e para os vossos semelhantes”. (Revista Espírita, 1867, p. 231.)

Não perca a oportunidade de aprender com quem tem a competência de ensinar:

Com a reencarnação, desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. De todos os argumentos invocados contra a injustiça da servidão e da escravidão, contra a sujeição da mulher à lei do mais forte, nenhum há que prime, em lógica, ao fato material da reencarnação. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da Natureza o princípio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade”. (A Gênese, cap. I, item 36, p. 42-43. Vide também Revista Espírita, 1867, p. 373.).

É importante não esquecer, o que, aliás, NENHUM ESPÍRITA PODE PENSAR EM CONTRÁRIO: Allan Kardec não era santo, deus ou infalível. O Professor Rivail ERA UM HOMEM ENCARNADO NA TERRA e sujeito a muitas vicissitudes. Neste sentido, importa esclarecer que ele sabia apenas o que vários autores contavam a respeito dos africanos, reduzidos ao embrutecimento e escravizados impiedosamente. E, com base nos informes dos pesquisadores Europeus que descreviam a África negra é Allan Kardec buscou o debate acerca da questão. Muito bem evoluída como acima mostrada (um pensamento pouco equivocado que concluiu ao se completar pela total e ampla igualdade das raças, pois, são os mesmos Espíritos que encarnam brancos ou negros).

Destarte, aprendemos com Kardec em todo o conjunto da Codificação Espírita o mais absoluto respeito à diversidade humana. O Espírita sincero, verdadeiro Cristão, não possui preconceitos dede cor, etnia, sexo, crença, condição econômica, social ou moral.

Estude Kardec, estude o Espiritismo, espalhe o bem e a paz na Terra. Extrair “conceitos” equivocados sem a observação do conjunto é leviano, desrespeitoso e antifraternos. Sem dúvida, NÃO É ATITUDE DE UM CRISTÃO!

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