ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS – PARTE 64




CAPÍTULO VII – RETORNO À VIDA CORPORAL

VI – INFÂNCIA


(Questões: 379 a 385)



No estudo de hoje vamos refletir com Allan Kardec e os Espíritos Superiores acerca do Espírito que retorna à vida corporal no período da infância. O Codificador pergunta se o Espírito que anima o corpo de uma criança é tão desenvolvido quanto o de um adulto. Os Espíritos respondem: "pode até ser mais, SE MAIS PROGREDIU".

Tratando-se de variáveis, pensemos juntos: pode até ser menos, SE MENOS PROGREDIU. Vemos no cotidiano os dois lados da moeda. Percebemos diferenças no hábito alimentar, na economia dos bens duráveis, e na manifestação da personalidade, inclusive quanto ao conhecimento das verdades espirituais.

Todavia, toda encarnação precede um período de perturbação que o Espírito só gradualmente o dissipa. O Espírito tem a inteligência limitada enquanto a idade não amadurece a razão. Os órgãos da inteligência desenvolvem-se gradualmente até chegar ao ponto de dar a intuição própria de um adulto ao Espírito que o anima.

Chamamos atenção para a questão 381 desta obra estudada. Muitos apressados a leem e buscam refutar obras sérias que atestam a existência de infância espiritual. Pedimos aos amigos observar que os Espíritos respondem que:

1. É desejável (assim tem que ser não significa: assim é) que o Espírito retome seu vigor, pois, o que o aprisiona é o invólucro corporal;

2. O Espírito NÃO READQUIRE LUCIDEZ ENQUANTO NÃO SE COMPLETA A SEPARAÇÃO DESSE ENVOLTÓRIO, isto é, enquanto não seja rompido o laço entre eles.

Pedimos vênia para a nossa contribuição com o tema. A separação do envoltório e o rompimento do laço que une Espírito e Corpo somente acontece quando o Espírito não mais é atraído pelas PAIXÕES MATERIAIS. Precisa ter progredido (Q-379).

A ligação com a matéria se rompe quando evoluímos moralmente. A ausência de lucidez (falta de conhecimento, inexistência de sabedoria, perturbação após a morte) provocará no Espírito a incompreensão de seu desencarne, bem como sua condição de Espírito, e, certamente, continuará pensando que é uma criança.

Lado outro, encontramos em breves pesquisas na rede de computadores diversas afirmações de que Allan Kardec nunca evocou Espirito de crianças e que não há evocação de crianças na evocação.

Pensamos, todavia, que a Codificação começa nas Revistas Espíritas. Assim, indicamos o estudo da Revista Espírita de Janeiro de 1859, onde Allan Kardec reproduz testemunho acerca do Louquinho de Bayonne.

Para os que afirmam o contrário, o Espírito da criança foi evocado e a ele feitas 11 perguntas. Presente na reunião o médium Sr. Adrien que descreveu o Espírito: “[...] aspecto de um menino de dez a doze anos: bela cabeça, cabelos negros e ondulados, olhos negros e vivos, tez pálida, boca zombeteira, caráter leviano, mas bondoso. O Espírito disse não ser muito bem por que o evocavam”. Presente na reunião o correspondente disse que eram exatamente os mesmos traços que sua irmã que o viu em várias circunstâncias (como Espírito) o descreveu.

Ora, o que depreender dessa evocação de Allan Kardec ao Espírito de uma criança (RE Jan/1859)?

Que tudo depende do progresso moral. Veja que a criança evocada tem boca zombeteira e caráter leviano. Em uma das perguntas o Espírito-Criança responde que desencarnou com 04 anos de idade.

Estude a Revista Espírita! Esse acervo faz parte da Codificação. Evitaria muita contenda desnecessária.

Sobre o Espírito na infância corporal podemos depreender que:
a) O Espírito não se sente constrangido no corpo de criança, pois, é um processo natural, conforme a Lei Divina. Trata-se de um período em que o Espírito repousa;

b) A infância corporal torna o Espírito dócil aos ensinamentos daqueles que vão lhe auxiliar no seu adiantamento contribuindo com seu processo educativo;

c) Na adolescência as mudanças que se operam indicam que o Espírito está retomando a natureza que lhe é própria; Finalmente, uma importante utilidade verifica-se na infância: "Os Espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem, para se melhorarem. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devam fazê-los progredir. Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores".

Estude o Livro dos Espíritos e veja mais informações trazidas nesse capítulo.

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