ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO - PARTE 76




CAP. IX – INTERVENÇÃO DOS

 ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO –

– IV CONVULSIONÁRIOS –


(Questões: 481 a 483) –



Após nossas considerações sobre incorporação em conformidade com o Livro dos Espíritos e com o Livro dos Médiuns, onde, segundo as palavras de Allan Kardec, o primeiro contém TODA a Doutrina Espírita e o segundo, seu complemento, contém a parte prática onde foi desenvolvida a Ciência, é importante esclarecer: conforme o Codificador, o Espiritismo como ciência estuda as relações que se podem estabelecer entre os Espíritos e como filosofia as consequências morais destas relações.

Portanto, ao tecermos considerações sobre a Doutrina Espírita, estamos balizando nosso raciocínio sobre as afirmações feitas pelo próprio Mestre de Lyon, sempre tendo em mente todas as instruções feitas pelo Espírito Erasto.

Hoje vamos observar o item destinado aos Convulsionários. Recordamos que este termo se refere àquele que tem ou simula convulsões, mas, também foi termo usado para designar os fanáticos franceses jansenistas do começo do séc. XVIII, aos quais a exaltação religiosa causava convulsões.

Conforme o Livro dos Espíritos os indivíduos chamados convulsionários produzem fenômenos, os quais os Espíritos desempenham papel muito importante, à semelhança do mesmo papel que desempenham no magnetismo, primeira fonte de tais fenômenos.

A informação importante que os Espíritos Codificadores revelam é que tais fenômenos sofrem a participação de Espíritos POUCO ELEVADOS, pois, os superiores não perdem tempo com essas coisas. Conclui-se que tais fenômenos são pouco elevados como o são os Espíritos.

Questão relevante para o período que atravessamos é a de número 482, a qual trata do chamado efeito simpático. Talvez poderíamos chamá-lo de “efeito manada”. No caso dos convulsionários e dos nervosos trata-se de sua súbita expansão a toda uma população.

Este fato acontece em razão de que os indivíduos em crise estão numa espécie de estado sonambúlico desperto, provocado pela influência que exercem uns sobre os outros. Eles são ao mesmo tempo, magnetizadores e magnetizados, SEM O SABER.

São numerosos os exemplos de comunicação entre os indivíduos, que ocorrem em razão de simpatia entre os mesmos. Na atualidade ocorre o mesmo. Espíritos simpáticos, encarnados e desencarnados, comunicam reciprocamente os pensamentos e agem da mesma forma, pois, estão sintonizados na mesma freqüência vibratória. É assim que condutas praticadas por Espíritos inferiores produzem os escândalos em situações semelhantes e em sequência. São efeitos simpáticos.

Finalmente, a insensibilidade física. Para alguns é um efeito magnético sobre o sistema nervoso como ocorre quando são ministradas no organismo certas substâncias. Noutros se trata da exaltação do pensamento que enfraquece ou retira a sensibilidade do corpo, caso em que o Espírito que está fortemente preocupado com uma coisa e o corpo não sente, não ouve e não vê.

Em o Livro dos Médiuns encontram-se informações sobre convulsionários, assim como na própria Revista Espírita.

Até nosso próprio encontro!

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