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quarta-feira, 8 de maio de 2019

AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE OS FENÔMENOS DA NATUREZA– PARTE 80

– INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO – AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE OS FENÔMENOS DA NATUREZA – (Questões: 536 a 540) –

Segundo o ensinamento dos Espíritos não há acaso. Nada acontece sem a permissão de Deus. Isto quer dizer que todos os grandes fenômenos da Natureza estão vinculados à imutabilidade das Leis Divinas. É assim que podemos compreender que o objetivo dos fenômenos naturais é, freqüentemente, RESTABELECER O EQUILÍBRIO DAS FORÇAS FÍSICAS DA NATUREZA.

Nesse contexto evidencia-se que os Espíritos exercem influência sobre os elementos para agitá-los, acalmar ou dirigir. Portanto, o controle de tudo é a Vontade Divina, mas, Deus não atua por ação direta. Em todos os graus de escala dos mundos possui seus agentes.

Na obra O Consolador, ditada por Emmanuel a Francisco C. Xavier, na questão de número 3, o benfeitor Espiritual esclarece que os prepostos de Jesus espalham-se por todos os setores do trabalho humano e, em todos os tempos, cooperam com o homem no seu esforço de aperfeiçoamento;

Apesar de estar longe da verdade, há fundamento na Mitologia dos antigos sobre os “deuses” (Espíritos) estarem encarregados dos ventos, raios, vegetação, etc. Tais Espíritos não habitam precisamente a Terra. Todavia, tempo chegará e será lícito compreendermos melhor a explicação desses fenômenos.

Estando distribuídos entre os diversos graus da evolução espiritual, os Espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza são seres que foram encarnados ou ainda o serão. Esse grau evolutivo relaciona-se com o papel a ser exercido. Se mais ou menos material ou inteligente. Os Espíritos que executam as coisas materiais são sempre de uma ordem inferior (entre os Espíritos como entre os encarnados). Alguns atuam com conhecimento de causa e outros não. Alguns agem em razão de seu livre-arbítrio e outros por impulso instintivo e irrefletido.

O fenômeno da tempestade, por exemplo, tem na sua produção a participação de massas inumeráveis de Espíritos. A atuação de cada ser possui um objetivo providencial para a harmonia geral da Criação. Os Espíritos mais atrasados são úteis ao conjunto.

No encadeamento das coisas os Espíritos mais atrasados, enquanto agem ensaiando para a vida, antes de terem plena consciência de seus atos e de seu livre arbítrio, agem sobre certos fenômenos na condição de agentes sem o saberem. Quando desenvolvem a inteligência comandam e dirigem as coisas do mundo material. Evoluindo, mais tarde, poderão dirigir as coisas do mundo moral.

É assim que tudo serve, tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele mesmo começou pelo átomo. Admirável LEI DE HARMONIA, de que NOSSO ESPÍRITO LIMITADO NÃO PODE ABRANGER O CONJUNTO.

Da Obra “A Caminho da Luz”, ditada por Emmanuel a Francisco C. Xavier, gostaríamos de citar a introdução do Capítulo 1 que trata da Comunidade de Espíritos Puros que dirigem o nosso Sistema Solar:
“Rezam as tradições do mundo espiritual que n direção de todos os fenômenos do nosso sistema, existe uma comunidade de Espíritos puros e eleitos pelo Senhor supremo do universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias”.

O Planeta Terra, em seus primeiros dias, é exemplo da atuação dos Espíritos nos fenômenos da Natureza, uma vez que na obra mencionada indaga Emmanuel:
“Que força sobre-humana pôde manter o equilíbrio da nebulosa terrestre, destacada do núcleo central do sistema, conferindo-lhe um conjunto de leis matemáticas, dentro das quais se iam manifestar todos os fenômenos inteligentes e harmônicos de sua vida, por milênios e milênios?”

Sobre esse grande laboratório planetário diz o benfeitor:
“Laboratório de matérias ignescentes, o conflito das forças telúricas e das energias físico-químicas opera as grandiosas construções do teatro da vida, no imenso cadinho onde a temperatura se eleva, por vezes, a 2000 graus de calo, como se a matéria colocada num forno, incandescente, estivesse sendo submetida aos mais diversos ensaios, para examinar-se a sua qualidade e possibilidades na edificação da nova escola dos seres. As descargas elétricas, em proporções jamais vistas da humanidade, despertam estranhas comoções no grande organismo planetário, cuja formação se processa nas oficinas do Infinito”.

Ao final desse capítulo, na mesma obra, Emmanuel fala sobre o Divino Escultor – o Verbo na criação terrestre:
“[...] com suas legiões de trabalhadores divinos, lançou o escopo de sua Misericórdia sobre o bloco de matéria informe, que a sabedoria do Pai deslocara do Sol para as suas mãos augustas e compassivas. [...] Com os seus exércitos de trabalhadores devotados, estatuiu os regulamentos dos fenômenos físicos da Terra, organizando-lhes o equilíbrio futuro na base dos corpos simples de matéria, cuja unidade substancial os espectroscópios terrenos puderam identificar por toda a parte no universo galáxico. [...] Fez a pressão atmosférica adequada ao homem, antecipando-se ao seu nascimento no mundo, no curso dos milênios; estabeleceu os grandes centros de força da ionosfera e da estratosfera onde se harmonizam os fenômenos elétricos da existência planetária, e edificou as usinas de ozone a 40 e 60 quilômetros de altitude, para que filtrassem convenientemente os raios solares, manipulando-lhes a composição precisa à manutenção da vida organizada do orbe. Definiu todas as linhas de progresso da humanidade futuro, engendrando a harmonia de todas as forças físicas que presidem ao ciclo das atividades planetárias”.

Vê-se, deste modo, que existem Leis e que não há um controle místico ou extraordinário de fenômenos naturais. Todos obedecem à harmonia das Leis Divinas. O equilíbrio respeita leis matemáticas dentro das quais se manifestam os fenômenos inteligentes e harmônicos da vida. Portanto, TODOS NA CRIAÇÃO SÃO UTEIS AO CONJUNTO (LE – Q-540).

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