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domingo, 19 de maio de 2019

OS PACTOS– PARTE 82

– INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO – DOS PACTOS
– (Questões: 549 a 550) –

Paira em torno do Espiritismo uma pecha de sobrenatural. É bem verdade que aquele que não o estudou com seriedade dá asas a tal ideia. Notadamente, algo muito concreto e evidente na pesquisa de Allan Kardec é que nada há de sobrenatural no Espiritismo. A relação que se estabelece com os Espíritos de seres humanos que já morreram pertence ao campo das Leis Naturais. É natural comunicar-se com Espíritos.

Portanto, o modo em que se concebeu a ideia dos pactos, como algo entre forças demoníacas, não prospera na Doutrina Espírita, cujos ensinos repousam sobre a lógica e a razão. Vale lembrar a afirmativa feita pelo Codificador: fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade (folha de rosto do Evangelho Segundo o Espiritismo).

Os Espíritos Superiores, no entanto, explicam como ocorre o cometimento de ações más por aqueles que o desejam. Quem busca atormentar alguém chama Espíritos inferiores com os quais se sintoniza para servi-lo na empreitada (pensamento). Do mesmo modo, tais Espíritos esperam o concurso em contrapartida (um ajuste tácito).

Tal situação decorre da Lei de Atração. O desejo de alguém de cometer o mal atrai o auxílio de Espíritos inferiores que querem cometer o mal, mas precisam do encarnado para atingir o objetivo. Desta maneira é possível compreender o denominado “pacto”. Como explica Kardec: “O pacto, no sentido comum atribuído a essa palavra, é uma alegoria que figura uma natureza má simpatizando com Espíritos malfazejos”.

Quanto às estórias sobre “venda da alma a Satanás” em troca de favores, há mais um ensino no sentido moral do que verdade tomada ao pé da letra. Quem busca obter favores de Espíritos para fins puramente materiais e sem propósito no bem está se rebelando contra as Leis Divinas e sofrerá as consequências disso na vida futura. Contudo, não há condenação perpétua ao sofrimento. Após resgatar suas faltas o Espírito prossegue na jornada evolutiva.

Portanto, não existem pactos demoníacos, mas em razão do fato de que alguns se ligam à matéria e aos gozos terrenos, os quais não existem no mundo dos Espíritos, estabelece-se uma dependência entre encarnados e Espíritos impuros no regime de reciprocidade. Esse pacto tácito, que acontece em razão das simpatias, afinidades, semelhanças de gostos e paixões, é que conduz à perdição. Mas, sempre é possível romper esse laço com o auxílio dos Bons Espíritos. É necessário para o rompimento desse ajuste (ou ligação entre Espíritos inferiores) uma vontade firme. Desejo genuíno de renovação no bem.

Estude e Viva.

“Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade”. (Evangelho Segundo o Espiritismo).

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