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quinta-feira, 6 de junho de 2019

PODER OCULTO, TALISMÃS, FEITICEIROS, BENÇÃOS E MALDIÇÕES – PARTE 83


– INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO – PODER OCULTO, TALISMÃS, FEITICEIROS – BENÇÃO E MALDIÇÃO – 
– (Questões: 551 a 557) –

Deus NÃO permite que um indivíduo MAU com o AUXÍLIO de um MAU ESPÍRITO faça MAL ao seu próximo. Há pessoas dotadas de grande poder magnético e dele podem fazer mau uso quando o seu próprio Espírito é mau. Em razão da sintonia e preferência atraem maus Espíritos. Mas, o pretenso poder mágico só existe na imaginação de pessoas supersticiosas, ignorantes das verdadeiras leis da Natureza.

O único efeito de fórmulas e práticas com que certas pessoas pensam controlar os Espíritos é o de se tornarem ridículas. Todas as fórmulas ditas mágicas não passam de CHARLATANICES.

NÃO HÁ NENHUMA PALAVRA SACRAMENTAL, SIGNO CABALÍSTICO OU TALISMÃ QUE TENHA QUALQUER AÇÃO SOBRE OS ESPÍRITOS. Estes só são atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais (“para os Espíritos o pensamento é tudo”, cf. Q-100 do LE, in Observações Preliminares).

As denominadas conjurações feitas conforme signos, palavras bizarras ou por certos atos indicados por alguns Espíritos são feitas como forma de zombaria e de abuso da credulidade dos que se prestam à aplicar tais “fórmulas”.

Objetos podem ajudar a dar direção ao pensamento daquele que deseja atrair um Espírito. Todavia, é necessário observar a NATUREZA do Espírito atraído por esse “talismã”. Quem é crédulo o bastante para crer na “virtude” de um “talismã” possui um objetivo mais material que moral. Porém, tanto no objetivo material quanto no moral, trata-se de uma prova da ESTREITEZA E FRAQUEZA DE IDEIAS do indivíduo crédulo e, portanto, serão atraídos para sua companhia os Espíritos imperfeitos e zombadores.

Certas pessoas que tenham desenvolvido o PODER MAGNÉTICO, quando possuem sentimento puro e o ardente desejo de fazer o bem, poderão chegar ao nível do DOM DE CURAR pelo SIMPLES CONTATO. Apesar desta verdade, é sempre necessário desconfiar de estórias cobertas de fantasias e entusiasmo contadas por pessoas crédulas que em tudo vêem o maravilhoso. Muitos relatos são efetuados por interesseiros que exploram o crédulo em benefício próprio. É necessário julgar sempre a intenção daquele que se julga possuir o dom de curar.

Quanto às bênçãos e maldições é necessário compreender de uma vez por todas que DEUS NÃO ESCUTA UMA MALDIÇÃO INJUSTA, sendo sempre culpável aos “olhos de Deus” aquele que a pronuncia. No processo evolutivo apresentamos as tendências opostas do bem e do mal. Assim, momentaneamente é possível haver influência sobre a matéria. Em todo caso nada ocorre sem a permissão de Deus.

Portanto, se alguma ocorrência tenha semelhança daquilo que se compreenda por "maldição", é, na verdade, acréscimo a uma prova que o indivíduo tenha de sofrer. Nem as bênçãos e nem as maldições podem desviar a Providência do caminho da Justiça. A JUSTIÇA DIVINA NÃO FERE O AMALDIÇOADO SE ELE NÃO FOR MAU E SUA PROTEÇÃO NÃO COBRE QUEM NÃO A MEREÇA.

No próximo encontro estudaremos o Capítulo X de O Livro dos Espíritos: OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS.

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