Seguidores

domingo, 16 de junho de 2019

OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS – PARTE 84

LIVRO SEGUNDO – CAPÍTULO X – OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS – (Questões: 558 a 584-a) –

As missões de que podem ser encarregados os Espíritos errantes são tão variadas que seria impossível descrevê-las, uma vez que existem aquelas que o encarnado não pode compreender. Os Espíritos executam a vontade de Deus e não é possível penetrar os seus desígnios.

Os Espíritos Superiores trabalham para a harmonia do Universo, executando a vontade de Deus, do qual são os ministros. Aqui é importante compreender que estamos falando de Espíritos Puros. É uma ocupação contínua (“meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também”- João 5:17), mas não é penosa, uma vez que não estão sujeitos à fadiga corpórea nem às angústias da necessidade. Espíritos Superiores não falham nas suas missões. Os Espíritos Inferiores também tem deveres a cumprir e desempenham papel útil no Universo, pois, a importância das missões está relacionada com a capacidade e a elevação do Espírito, todavia, podendo falir, caso isto ocorra deverá reiniciar a tarefa e somente depois do êxito é que sofrerá as consequências do mal que causou.

O conhecimento do Espírito é adquirido pela experiência. Todos devem habitar em toda parte e adquirir o conhecimento de todas as coisas. Todos os planos do Universo devem ser percorridos por todos os Espíritos onde desempenharão todas as funções a estes inerentes. Há um tempo para cada coisa (Eclesiastes), portanto, há os que cumprem hoje o seu destino neste mundo, assim como outros já o cumpriram noutras eras, seja sobre a Terra, na água ou no ar, etc. Cada Espírito percorre os diferentes degraus da escala evolutiva a fim de se aperfeiçoar. Deus não deu o conhecimento a NENHUM Espírito sem que este houvesse trabalhado em detrimento de outros que só o adquirem laborando. DEUS É BOM, MAS, É JUSTO. Trata-se do que se pode chamar de DIVINO EQUILÍBRIO.

Os Espíritos puros não se entregam à ociosidade perpétua. Não há aposentadoria no plano espiritual. Ocupam-se, ao contrário, de receber as ordens de Deus e transmiti-las por todo o Universo, velando pela sua execução. Já aprendemos que para os Espíritos o pensamento é tudo (conforme item XIII da Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita de O Livro dos Espíritos), pois eles vivem pelo pensamento. Suas ocupações são incessantes, porém, totalmente diferentes das ocupações materiais dos encarnados. Essa atividade contínua é para eles uma satisfação ou prazer moral.

Segundo Allan Kardec, “as missões dos Espíritos tem sempre o bem por objeto. Seja como Espírito, seja como homens, são encarregados de ajudar o progresso da humanidade, dos povos, ou dos indivíduos num círculo de ideias mais ou menos largo, mais ou menos especial, de preparar as vias para certos acontecimentos, de velar pela realização de certas coisas. Alguns tem missões mais restritas e de certa maneira pessoais ou inteiramente locais, como de assistir os doentes, os agonizantes, os aflitos, de velar pelos que estão sob a sua proteção de guias, de dirigi-los pelos seus conselhos ou pelos bons pensamentos que lhes sugerem. Pode-se dizer que há tantos gêneros de missões quantas as espécies de interesses a resguardar, seja no mundo físico ou no mundo moral. O Espírito se adianta segundo a maneira porque desempenha a sua tarefa”.

Os Espíritos encarnados têm ocupações inerentes à sua existência corporal. No estado errante ou de desmaterialização, suas ocupações são proporcionais ao seu grau de adiantamento. Uns percorrem os mundos, instruindo-se e preparando-se para uma nova encarnação[1]. Outros, mais avançados, ocupam-se do progresso dirigindo os acontecimentos e sugerindo pensamentos favoráveis; assistem aos homens de gênio que concorrem para o adiantamento da Humanidade. Outros se encarnam com uma missão de progresso. Outros tomam à sua tutela indivíduos, famílias, aglomerações humanas, cidades e povos dos quais se tornam anjos da guarda, gênios protetores e Espíritos familiares. Outros, enfim, presidem aos fenômenos da Natureza, dos quais são os agentes diretos. Os Espíritos comuns se imiscuem nas ocupações e divertimentos dos homens. Os Espíritos impuros ou imperfeitos esperam, em sofrimentos e angústias, o momento em que praza a Deus conceder-lhes os meios de se adiantarem. Se fazem o mal é pelo despeito de ainda não poderem gozar do bem”.

Em matéria de tarefas e missões, os Espíritos são recompensados segundo suas obras, o bem que desejou fazer e a orientação de suas intuições.

Quando nos referimos a esse assunto, é mister reconhecer que muitos encarnados arvoram-se em pseudo-detentores de “tarefas missionárias”, colocando-se não só acima da lei, mas, como se estas fossem material descartável imprestáveis à reciclagem. É oportuna a lição de Emmanuel[2] que vaticinou: “Podem surgir criminosos de todas as procedências, gerando reações populares pelos delitos em que estejam incursos, mas enquanto existirem juízes compreensivos e humanos, destacar-se-á o instituto correcional por cidadela do bem, onde as vítimas da sombra retornem de novo à luz”.

Nunca será demais registrar: “A prova antecipa o resgate, a luta anuncia a vitória e a dificuldade encerra a lição”. (Emmanuel, obra citada).




[1] Você encontrará vários exemplos de como decorre o processo de instrução do Espírito André Luiz em uma diversidade de lugares onde colhe o aprendizado e o condensa em informações, as quais produzem a coleção Vida no Mundo Espiritual, começando pela Obra Nosso Lar (dentre outras).
[2] Religião dos Espíritos. Capítulo 62 – Ao sol do amor, pg. 171-173. Ditado ao médium Francisco C. Xavier.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente. Debatemos sem disputar.

DESTAQUE DA SEMANA

OBJETO E CONTEÚDO DA OBRA O CÉU E O INFERNO DE ALLAN KARDEC

Segundo Allan Kardec, o leitor da obra O Céu e Inferno irá encontrar no seu título o objeto que será estudado. Apelidamos o livro de O céu e...

MAIS VISITADAS