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domingo, 30 de junho de 2019

OS TRÊS REINOS: MINEIRAIS, PLANTAS, ANIMAIS E HOMENS – PARTE 85

LIVRO SEGUNDO 
– CAPÍTULO XI – OS TRÊS REINOS [1]
I – OS MINERAIS E AS PLANTAS
II – OS ANIMAIS E O HOMEM
– (Questões: 585 a 610) –

No aspecto material, segundo sua natureza, os seres são classificados em orgânicos e inorgânicos. Quanto ao aspecto moral é possível classificá-los em 04 graus distintos:
     a) REINO MINERAL: matéria inerte (possui força mecânica).
     b) REINO VEGETAL; matéria inerte (possui força mecânica e vitalidade).
  c) REINO ANIMAL: matéria inerte (possui vitalidade e inteligência instintiva limitada). Há consciência da própria existência e individualidade.
  d) SER HUMANO: matéria inerte (possui força mecânica, vitalidade, inteligência especial indefinida). Há consciência do seu futuro, a percepção das coisas extramateriais e o conhecimento de Deus.

Consciência relaciona-se com pensamento. As plantas, apesar de receberem impressões físicas da ação sobre a matéria, não tem percepções (não há sensação, nem dor).

NA NATUREZA NADA É SEMELHANTE, mas, TUDO SE LIGA e TUDO É TRANSIÇÃO. Algumas plantas podem experimentar movimentos analógicos sem ter vontade. O ser humano experimenta esse tipo de movimento nas funções digestivas e circulatórias (a natureza é laboratório e lugar de estágio para o princípio inteligente).

Os humanos são seres à parte na Criação (em sentido especial do termo). Desse modo, em razão de seu livre-arbítrio, tanto podem descer abaixo dos animais quanto podem elevar-se muito alto (moralmente falando). Há entre os seres humanos e os animais as seguintes diferenças:
     1. Aos animais a natureza lhes deu, no físico, tudo que necessitam;
    2. Os seres humanos precisam usar a inteligência para prover suas necessidades;
   3. O corpo do homem se destrói como o dos animais, mas, SEU ESPÍRITO tem um DESTINO que só ele pode compreender (mas, os animais possuem alvos que devem atingir);
   4. Só o ESPÍRITO HUMANO é completamente livre; As almas dos animais são dirigidas. A DIFERENÇA FUNDAMENTAL ENTRE SERES HUMANOS E ANIMAIS ESTÁ NO PENSAMENTO DE DEUS;
   5. Os animais agem por instinto, mas, alguns também agem por uma VONTADE DETERMINADA (vontade de agir e atos combinados); Agem para satisfazer suas necessidades físicas e prover sua conservação; Não criam, não melhoram, nem  pioram (sempre farão a mesma coisa - no sentido de ajuda ao progresso);
   6. O ser humano conserva o aprendizado. O animal abandonado a si próprio não tardará a voltar aos limites traçados pela natureza, por mais adestrado que tenha sido;
    7. Há linguagem limitada entre os animais (sem palavras) pela qual se comunicam. Suas ideias também são limitadas às próprias necessidades. Todos possuem modos e meios de se prevenir e exprimir as sensações que experimentam. Trata-se de uma linguagem instintiva e limitada. O ser humano é perfectível e se presta a todas as concepções da sua inteligência.

Há nos animais uma inteligência que lhes dá certa LIBERDADE DE AÇÃO, pois, há neles um PRINCÍPIO INDEPENDENTE DA MATÉRIA e que sobrevive ao corpo. Esse PRINCÍPIO pode ser chamado ALMA. Mas, é, ainda, inferior à humana. Entre animais e seres humanos há uma distância comparável à distância entre a humanidade e Deus.

A ALMA DOS ANIMAIS NÃO POSSUI CONSCIÊNCIA DE SI MESMA. É uma vida inteligente em estado latente. Não tem livre-arbítrio. Após a destruição do corpo a ALMA DO ANIMAL fica em um ESTADO ERRANTE, mas, NÃO É UM ESPÍRITO ERRANTE. O principal atributo do Espírito é a consciência de si mesmo.

Desencarnado, a alma do animal já utilizada rapidamente, não dispondo de tempo para pôr-se em relação com outras criaturas. Os animais também estão submetidos à Lei de Progresso. Progridem pela força das coisas e não se sujeitam à expiação.

TUDO SE ENCADEIA NA NATUREZA. Os liames dessa cadeia não podem ser compreendidos pelos seres humanos no estado atual (grau evolutivo). O entendimento chegará quando se livrar do orgulho e da ignorância. É então que verá claramente e entenderá a obra de Deus. TUDO NA NATUREZA SE HARMONIZA PELAS LEIS GERAIS, QUE NÃO SE AFASTAM DA SABEDORIA DO CRIADOR.

O ser humano não tem duas almas. O corpo tem seus instintos, que resultam na sensação dos órgãos. Há, no entanto, DUPLA NATUREZA: animal e espiritual. Pelo corpo o ser humano participa da natureza dos animais e dos seus instintos; e, pela ALMA, da natureza dos ESPÍRITOS.

VAMOS DEIXAR BEM CLARO: A ALMA DO ANIMAL NÃO PODE HABITAR UM CORPO HUMANO E VICE-VERSA. O princípio inteligente que constitui as almas dos animais vem do ELEMENTO INTELIGENTE UNIVERSAL. 

A alma do ser humano, na origem, assemelha-se à infância da vida corpórea; sua inteligência desponta e ela ensaia para a vida; A PRIMEIRA FASE DO ESPÍRITO é cumprida numa SÉRIE DE EXISTÊNCIAS que PRECEDEM O PERÍODO que denominamos HUMANIDADE.

A ALMA HUMANA passou por uma elaboração que a eleva sobre a dos brutos (é preciso  compreender isto e e agir à altura), uma vez que FOI O PRINCÍPIO INTELIGENTE DOS SERES INFERIORES DA CRIAÇÃO. E é assim que TUDO SE ENCADEIA NA NATUREZA e tende à unidade. Nesses seres que o homem desconhece, o PRINCÍPIO INTELIGENTE SE ELABORA, SE INDIVIDUALIZA, pouco a pouco e ENSAIA para vida. Eis a figura desse processo: 
PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PRINCÍPIO INTELIGENTE
GERMINAÇÃO
PREPARAÇÃO
TRANSFORMAÇÃO

Tornando-se Espírito, o princípio inteligente está apto a iniciar-se no período chamado HUMANIDADE. Terá consciência do seu futuro, do mal e da responsabilidade de seus atos. Pode-se figurar o seu ciclo da seguinte forma:
CICLO DO PERÍODO MILENAR DO ESPÍRITO NA FASE DE HUMANIDADE
INFÂNCIA
ADOLESCÊNCIA
JUVENTUDE
MADUREZA

No período de humanidade do Espírito, a Terra não é o ponto de partida. Em geral o ciclo começa em mundos inferiores. Essa regra não é absoluta. Podem haver Espíritos cujo ponto de partida foi nesse orbe.

CONCLUSÃO: A distinção da RAÇA HUMANA em relação aos demais reinos é que se trata da ESPÉCIE ESCOLHIDA POR DEUS para conhecê-Lo. É por isto que passou, como princípio inteligente, por todos os estágios evolutivos nos reinos da natureza.

[1] Consultar a obra EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS, ditada por André Luiz a Waldo Vieira e a Francisco C. Xavier.

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