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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

A MISSÃO DE ALLAN KARDEC

ALLAN KARDEC E O CONSOLADOR 
Falar sobre o Codificador do Espiritismo e sua missão não é tarefa fácil. Implica trazer muita informação. O espaço exíguo e o tempo do leitor, cada vez mais escasso, não favorecem a importância do relato. Apesar disso, buscaremos ser fiel à grandeza e à superioridade desse Espírito.

Pode-se pensar que basta restringir o relato a dados biográficos de Allan Kardec, algo dizer sobre o Consolador, citar algumas obras que falam sobre sua missão e, em tese, concluir. Porém, há nuances que precisam do devido destaque.

Esse é nosso objetivo.


CONTEXTO DA MISSÃO NA HISTÓRIA
A análise da história das nações permite entrever os laços eternos que ligam todas as gerações nos surtos evolutivos do planeta (A Caminho da Luz, Cap. 25). Modificou-se o palco das civilizações com profundas renovações de seus cenários, mas, os atores são os mesmos. Os encontros são atos da grande peça que se traduz nas lutas purificadoras marchando rumo à perfeição do modelo e guia da humanidade.

Depois dos primórdios da humanidade chegou o tempo em que a maioridade espiritual foi proclamada pela sabedoria da Grécia e pelas organizações romanas. A vinda do Cristo era aguardada. Seu Evangelho seria a eterna mensagem do Céu suficiente para ligar o homem a Deus. Era chegada a hora da assimilação do homem espiritual, no que se refere aos ensinamentos divinos.

Em meio ao progresso na cultura, artes e ciências, desce à Terra o Governador Espiritual do Planeta deixando sua mensagem imorredoura. Depois da passagem do Cristo na personalidade de Jesus e do regresso ao plano invisível de seus auxiliares, que reencarnaram para glorificar os tempos apostólicos, o assédio das trevas avassalou o coração dos homens. Três séculos se passam desde a santa lição e surgem a falsidade e a má-fé desvirtuando seus princípios, adaptando-a as conveniências dos poderes políticos do mundo, favorecendo doutrinas de violência oficializada.

Neste cenário Jesus envia novamente emissários para reencarnação no orbe. E como aconteceu no período dos Profetas que advertiam quanto aos desvios da lei, os discípulos mais queridos do Cristo também são trucidados pelas multidões delinqüentes, pelos carrascos e infelizmente capitulam diante da ignorância, sendo obrigados a aguardar o distante porvir.

A mensagem evangélica dilatava a esfera da liberdade humana em virtude de sua maturidade para entendimento das verdades da existência. Mas, o ser humano preferiu estacionar seu espírito nos surtos de progresso. Foi assim que Espírito e Matéria marcharam juntos pela horizontalidade do conhecimento sem verticalizarem-se para a Sabedoria Divina.

Enquanto o Alto espera solidariedade e fraternidade entre todos os continentes, motivo pelo qual permite o surto tecnológico e o avanço das ciências ampliando o conceito de civilização, os homens criam doutrinas de isolamento e se preparam para extermínio e destruição, não sobrando nenhum dos séculos conhecidos sem guerras fratricidas. Em nome do Evangelho todo tipo de barbárie e absurdos foram praticados nos países ditos cristãos. O ocidente, na realidade, não se cristianizou como ensina Emmanuel em A Caminho da Luz.

Todavia, conforme a Lei Divina, todo ciclo tem seu final e sempre chega o tempo do reajustamento dos valores humanos. Dolorosas expiações coletivas são o prelúdio da época dos últimos “ais” do Apocalipse.

Não há um caminho para o bem.
O bem é o único caminho para toda a humanidade.

O CONSOLADOR PROMETIDO E O AMBIENTE PARA SUA CHEGADA
O Evangelho de João, que apresenta o Cristo na sua feição espiritual e a missão de Consolador do Seu Evangelho, no Capítulo 14, versículos 15 a 17 e 26, contém valiosas informações, principalmente predições de Jesus sobre a deturpação dos Seus ensinamentos, ocasião em que se compromete a pedir ao Pai que envie outro Consolador, o qual ficaria eternamente entre a humanidade (não falava de pessoas senão de uma Doutrina).

Sabendo dos laços eternos que unem as gerações em seus surtos de progresso, Jesus esclareceu que muito mais havia para se aprender, sendo a missão do novo Consolador ensinar todas as coisas e, também, lembrar os Seus ensinos.

E eis que como ocorreu no século do Imperador Augusto, conhecido como protetor das artes e das letras, preparando mentes e corações para a chegada do Evangelho de Jesus no mundo, com o Espiritismo não foi diferente. Antes do efetivo trabalho do Codificador, o mundo experimentaria uma renovação do ambiente para sua chegada. Esse período conhecido como ILUMINISMO observou:
- Verdadeira revolução científica e cultural
- Renovação de concepções sociais (Deus, alma, homem, moral, ética e razão foram objetos de estudos das cadeiras universitárias)
- Abolição da escravatura
- Reprovação do tráfico de homens livres
- Debates sobre capital e trabalho pelas ciências sociais.
- Revolução industrial.

Contudo, nesse ambiente psicológico que era preparado, uma lacuna era bastante aparente: não havia forças morais capazes de solucionar e elucidar o espírito humano cansado de palavras e carente de valores.

O Espiritismo, explicando o absurdo das teorias igualitárias absolutas, cooperaria na restauração do verdadeiro progresso humano enquadrando o socialismo nos postulados cristãos, concluindo que a única renovação apreciável é a interior. O Espiritismo representa esse valor moral, preenchendo a lacuna aberta pelas igrejas.

Sem dar qualquer salto, lentamente, o Espiritismo transforma, esclarece corações, renova a perspectiva espiritual e prepara as criaturas para o futuro. Sua tarefa assenta-se em dois pilares:
      a)    Levantar o véu sobre os mistérios que envolvem o problema do ser e do destino; e,
     b)   Atribuir causa justa e fim útil a todos as dores;

Por isto, o Espiritismo vem realizar o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba de onde vem, para onde vai e por que está na Terra, atraindo-o para os verdadeiros princípios da lei de Deus, consolando pela fé e pela esperança.

O HOMEM: PROFESSOR RIVAIL
O Codificador do Espiritismo nasceu em Lyon, França, no dia 03.10.1804, com o nome de Hipolyte Léon Denizard Rivail (mas, há controvérsia sobre a ordem dos nomes). Era de família Católica e seu pai foi Magistrado. Estudou Ciências e Filosofia. Seus estudos foram realizados na escola de Pestalozzi (Castelo de Yverdon, Suíça). Rivail foi ativo propagador da pedagogia (método de ensino) de Pestalozzi assumindo papel de destaque, pois, influenciou o ensino na França e na Alemanha.

Com 14 anos de idade ensinava colegas criando cursos gratuitos. Bacharelou-se aos 18 anos em Ciências e Letras. Foi excelente tradutor de obras de educação e moral para a língua alemã com destaque para o autor François Fénelon, pelas quais era mais atraído. Conhecia muito bem os idiomas: francês, alemão, inglês, neerlandês, italiano e espanhol.

Participou de várias sociedades acadêmicas. Como pedagogo lutou pela democratização do ensino público. De 1835 a 1840, matinha cursos de: química, física, anatomia, astronomia, entre outros. Como pedagogo, foi professor das seguintes matérias: química, matemática, astronomia, física, fisiologia, retórica, anatomia e francês. Teve um manual de aritmética e um quadro que contava a história da frança através de imagens, ambos de sua autoria, adotados por décadas pelas escolas francesas.

Foi casado com Amélie Gabrielle Boudet desde 06.02.1832. Faleceu em Paris, França, no dia 31.03.1869. Essa foi uma parte da trajetória do Espírito que se encarnou na Terra como o Professor Rivail, mestre de Lyon. Mas, ele também foi o Codificador do Espiritismo. E é essa parte de sua vida que nos interessará sobremaneira. Mas, sempre haverá um Espírito por detrás das qualidades e missão humanas.

O ESPÍRITO MISSIONÁRIO
Conforme o relato do capítulo 28 da obra “Cartas e Crônicas”, ditada pelo Espírito “Irmão X” ao médium Francisco Cândido Xavier, aconteceu no dia 31.12.1799 no plano espiritual uma grande assembléia que reuniu Espíritos sábios e benevolentes em torno de um grande conclave (nome que se dá a reunião em que se escolhe o novo pontífice – chefe de colégio apostólico).

Antigas personalidades da Roma Imperial com a igreja e o exército trazendo seus representantes. Múltiplos representantes das Américas, Grécia, Israel, Inglaterra, Alemanha, China e Índia. Filósofos hindus, teólogos budistas, sacrificadores dos templos olímpicos, continuadores de Maomé. Também foram convocadas forças da ciência e da cultura.

Na reunião deliberou-se que Espíritos de velhos batalhadores do progresso reencarnariam. Outros tantos atuariam no projeto a partir do plano espiritual apoiando e guiando os reencarnados. Muitas presenças de destaque como: Sócrates, Platão, Aristóteles, Apolônio de Tiana, Orígenes, Hipócrates, Agostinho, Fénelon, Giordano Bruno, Thomás de Aquino, São Luís de França, Vicente de Paulo, Joana D’arc, Teresa D’ávila, Catarina de Siena, Bossuet, Spinoza, Erasmo, Milton, Cristovão Colombo, Guttemberg, Galileu, Pascal, Swedemborg e Dante Alighieri.

Além de vários anônimos, a assembléia também congregou Espíritos de ordem inferior, dentre eles, Voltaire e Rousseau. Em desdobramento espiritual participa desse conclave, com o amparo de esclarecidos mensageiros, a figura de Napoleão. Em sua comitiva estavam: Beethoven, Ampére, Fulton, Faraday, Goethe, Dalton, Pestalozzi e Pio VII.

Segundo descreve o Espírito “Irmão X”, aquele que se encarnaria como Allan Kardec chega por uma estrada de luz vinda dos planos superiores, parecendo abrir uma ponte levadiça, em meio a inúmeras Estrelas Resplendentes que somente ao tocar o solo do local da assembléia é que forma imagens humanas, nimbados de claridade celestial.

Com um olhar magnânimo esse Espírito exercia atração sobre os demais, emanando imensa doçura leva Napoleão às lágrimas, que em sua presença joga-se aos seus pés, sendo imediatamente erguido (há ligação espiritual entre essas duas figuras). Após a chegada deste Espírito Superior todos ouvem UMA VOZ que fala com energia e doçura, ao mesmo tempo forte e veludosa. A Voz dirige-se a Napoleão e diz: ouve a VERDADE que te fala em meu Espírito!

Chamando aquele Espírito Superior que chegava dos planos ainda mais superiores por mensageiro (designação dada pelos hebreus para os anjos), a Voz o denomina “Apóstolo da Fé” e “Pontífice da Luz”. Essa mensagem revela que Napoleão é a reencarnação de Júlio César, que foi Imperador romano, com uma nova oportunidade de compromisso perante o Evangelho. Sua missão: garantir paz e segurança para o Codificador do Espiritismo.

Conforme esclarece aquela Voz o Espiritismo tem a tarefa de preparar o 3º milênio do Cristianismo na Terra e inaugurar a ERA ESPÍRITA CRISTÃ. Antes de prosseguir é importante informar ao leitor qual a ligação histórica entre Napoleão e o Espírito que mais tarde reencarnaria na personalidade de Rivail (Allan Kardec).

Recordaremos que depois de encarnado para cumprir sua missão, conforme seu próprio relato, certa noite Rivail comparece a uma reunião a convite do Sr. Baudin que o conheceu na casa da Sra. Planemaison. Na ocasião o espírito guia dos Baudin saúda o professor dizendo: Salve, caro pontífice, três vezes salve!

O Sr. Baudin, envergonhado, explica a Rivail que Zéfiro (nome do Guia) era muito espirituoso e tinha costume de brincar com os visitantes. Então cordialmente, Rivail responde: Minha bênção apostólica, prezado filho! No entanto, Zéfiro, esclarece que sua saudação era respeitosa e feita a um verdadeiro pontífice, revelando que Professor havia sido um grande chefe druida no tempo da invasão da Gália pelo Imperador Júlio César. Os druidas eram sacerdotes do povo celta, etnia que habitava na antiga Europa.

Registram os livros de história que o Imperador Júlio César invadiu a Gália (atual França) no Século 58 a.C. e denominou os celtas locais de gauleses. Segundo Zéfiro, nessa época, ele e Rivail estavam ali reencarnados como druidas. Júlio César perseguiu duramente o seu povo porque insuflavam a resistência ao domínio romano. Segundo relato do próprio Imperador, foi na Gália que ele viveu a mais árdua de suas campanhas.

Os celtas eram um povo muito avançado. Acreditavam numa Divindade única, não admitiam templos, suas cerimônias eram ao ar livre, criam na imortalidade da alma, na reencarnação, no livre-arbítrio, na lei de causa e efeito, na evolução espiritual, na inexistência de penas eternas, nas esferas espirituais, etc., e na proteção dos Espíritos superiores. Para sua cultura um celta não morria. A morte era apenas um ponto no meio da estrada.

No final do Século I a.C. quase todos os domínios celtas estavam submetidos a Roma. O nascente Catolicismo romano perseguiu os sacerdotes celtas fazendo-os desaparecer. Roma teria vencido caso não existisse a reencarnação, mas, Allan Kardec retorna no Século XIX para continuar seu trabalho no campo científico, filosófico e, porque não dizer, no religioso. Assim, se explica a superioridade hierárquica espiritual de Kardec sobre Napoleão (Júlio César), a relação existente e a emoção diante do Pontífice da Luz, como o designou o Espírito da Verdade (Cartas e Crônicas).

MISSÃO DO CODIFICADOR – DIFÍCIL E COMPLEXA
A história francesa, sobretudo quanto à Revolução (1789), mostra que a França atraiu para si dolorosas provações coletivas. Muitos Espíritos desencarnados nesse período foram conduzidos ao Brasil pelo Espírito Joana D’arc, cumprindo determinações do Governador Espiritual do Orbe (ver A Caminho da Luz).

A misericórdia divina é presença constante por meio do esclarecimento. Sempre é bom lembrar a milenar advertência: ter ouvidos de ouvir e olhos de ver. Mas, a natureza humana em sua sabedoria, como alertou-nos o Apóstolo Paulo, é loucura para Deus.

E, como é possível observar, o contexto que antecede a chegada d’O Consolador no Orbe remonta à própria história do Cristianismo primitivo. Jesus Cristo prediz que Sua mensagem seria deturpada e, por isso, compromete-se a promover a restauração da mensagem original (Evangelho de João).

Conta-nos o Espírito Emmanuel na Obra A Caminho da Luz que a “ação de Bonaparte, invadindo as searas alheias com o seu movimento de transformação e conquistas, fugindo à finalidade de missionário da reorganização do povo francês, compeliu o mundo espiritual a tomar enérgicas providências contra o seu despotismo e vaidade orgulhosa”.

“Aproximavam-se os tempos em que Jesus deveria enviar ao mundo o Consolador, de acordo com as suas auspiciosas promessas. Apelos ardentes são dirigidos ao Divino Mestre, pelos gênios tutelares dos povos terrestres. Assembléias numerosas se reúnem e confraternizam nos espaços, nas esferas mais próximas da Terra".

“Um dos mais lúcidos discípulos do Cristo baixa ao planeta, compenetrado de sua missão consoladora, e, dois meses antes de Napoleão Bonaparte sagrar-se imperador, obrigando o papa Pio VII a coroá-lo na igreja de Notre Dame, em Paris, nascia Allan Kardec, aos 3 de outubro de 1804, com a sagrada missão de abrir caminho ao Espiritismo, a grande voz do Consolador prometido ao mundo pela misericórdia de Jesus-Cristo”.

Em sua missão de esclarecimento e consolação, o Codificador foi acompanhado de vários companheiros e colaboradores, cuja ação regeneradora manifestou-se em todos os departamentos da atividade intelectual do século XIX. O progresso da tipografia interessou todos os núcleos de trabalho humano, nascendo bibliotecas circulantes, revistas e numerosos jornais. As comunicações com o telégrafo e as vias férreas estabelecem intercâmbio direto entre os povos. O avanço da literatura e da ciência (afastada da religião) intensifica as comodidades da civilização.

Diante de todo o ambiente preparado para as Luzes do Consolador, seria necessário alguém com espírito de método, organização e pujante inteligência para concentrar tantos materiais diferentes e transformá-los, para, em seguida espalhar sobre as almas desejosas de conhecer e de amar. O Espírito detentor dessas qualidades foi Allan Kardec. Incisivo, conciso, profundo, que sabia agradar e fazer-se compreender trazendo a mensagem consoladora em linguagem simples e elevada ao mesmo tempo, de um lado distanciada do estilo familiar e de outro das obscuridades da metafísica.

Registre-se que o trabalho de Rivail não é cego. Em 30 de abril de 1856, em casa do Sr. Roustan, pela médium Mlle. Japhet, Allan Kardec recebe a primeira revelação da missão a desempenhar. E, em 12 de abril de 1860, na casa do Sr. Dehan, sendo médium o Sr. Croset, a missão foi novamente confirmada em uma comunicação espontânea, obtida na sua ausência.

Sua tarefa cresceria sempre em trabalho e responsabilidades. Lutas incessantes contra obstáculos, emboscadas e perigos de toda sorte. A cada passo esse enérgico trabalhador se elevava à altura dos acontecimentos, que nunca o surpreenderam. Durante onze anos, na Revista Espírita ele afrontou todas as tempestades, todos os ciúmes que não lhe foram poupados.

Os Espíritos Superiores afirmaram-lhe que a missão dos reformadores é cheia de obstáculos e perigos. A missão de Allan Kardec seria a mais rude de todas, pois, deveria agitar e transformar o mundo inteiro. Sua missão não seria somente publicar um livro, dois livros, dez livros, e ficar tranqüilo em casa; Seria preciso se mostrar em meio ao conflito. Por isso o Codificador foi objeto de terríveis ódios, implacáveis inimigos, calúnias, traição dos mais dedicados, fadiga, impugnação e desnaturação das suas melhores instruções.

Em luta constante, sustentada com o sacrifício do próprio repouso, da tranqüilidade, da saúde e da vida, Allan Kardec enfrentou espinhos, agudas pedras e serpentes. Essa seria a principal tarefa do Codificador do Espiritismo. E, para tais missões não seria bastante somente inteligência, mas, antes de tudo, humildade, modéstia e desinteresse, únicas armas que abatem os orgulhosos e os presunçosos.

Para lutar contra os homens, é necessária coragem, perseverança e firmeza inquebrantáveis, prudência e tato para conduzir as coisas a propósito e não lhes comprometer o sucesso por medidas ou palavras intempestivas. Um missionário tem devotamento e abnegação, além de estar sempre pronto a todos os sacrifícios.

A TAREFA DO GRANDE MISSIONÁRIO 
SÓ DEPENDE DELE MESMO!

A missão de Kardec seria dar voz aos espíritos que se manifestariam por todo o Globo. Ministros de Deus e os agentes de Sua vontade vinham instruir e esclarecer os homens, abrindo a nova era para a regeneração da Humanidade. O Livro dos Espíritos foi o primeiro passo. Foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores, que estabeleceram os fundamentos de uma filosofia racional, isenta dos preconceitos do espírito de sistema. Todo seu conteúdo é expressão do pensamento deles e tudo foi por eles examinado. Competiu a Allan Kardec ordenar e distribuir metodicamente as matérias, elaborar as notas, a forma de algumas partes da redação e publicá-los.

Caso prosseguisse em sua carreira pedagógica, o Codificador poderia viver feliz, honrado e tranqüilo, com fortuna reconstruída por seu trabalho perseverante e pelo brilhante êxito que lhe havia coroado seus esforços. Mas sua missão o chamava a uma tarefa mais onerosa, a uma obra maior, que ele sempre se mostrou à altura da missão gloriosa que lhe estava reservada. Advertido por amigos da Espiritualidade de que a ele se atribuía, em nome do Senhor, a elevada missão de codificar os princípios espíritas, destinados a mais ampla reforma religiosa, pusera mãos ao trabalho, sem cogitar de sacrifícios. E adotando o sistema de perguntas e respostas, conseguiria vasta colheita de esclarecimento e de luz.

Apesar da elevada hierarquia moral e espiritual, que reconhecemos neste trabalho, o Codificador não estava isento de falhas. Deus não viola consciência. Como lhe afirmaram os próprios Espíritos Superiores, Allan Kardec esteve sujeito ao êxito na missão, adquirindo o reconhecimento da posteridade, escalando horizontes mais altos da vida, quanto poderia se perder, sujeitando-o a sombrias aflições.

CONCLUSÃO:
Buscamos trazer aqui apenas um pouco do que foi possível colher sobre o exemplo desse Grande Espírito Missionário, cujo compromisso com Deus foi executado com fidelidade, caminho do qual não se desviou, renunciando-se a si mesmo, para que a mensagem do Consolador prometido por Jesus restaura-se o ensino do Divino Mestre, trazendo outros e novos ensinamentos para esclarecimento daqueles que buscam a reforma interior. Destacamos que Allan Kardec seguiu o exemplo daquele mais puro Espírito que já se encarnou no plano terrestre, que, segundo Emmanuel (O Consolador), evolui direto a Deus.

Uberaba – MG, 23 de Outubro de 2019

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

CARACTERES DA LEI NATURAL - PARTE 88


– O LIVRO DOS ESPÍRITOS – 
– LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS – 
– CAPÍTULO I – A LEI DIVINA OU NATURAL –
 I  CARACTERES DA LEI NATURAL
– (Questões 614 a 618 – continuação...) –

Segundo o ensino dos Espíritos Superiores o único caminho que conduz à felicidade humana é fazer ou não fazer conforme a Lei Natural. Toda infelicidade ocorre em vista do afastamento humano desta Lei. Não há o como confundir: a Lei Natural É a Lei Divina. Como o próprio Deus a Lei Divina é eterna e imutável. O ser humano está em constante mutação. Conforme ensina o Apóstolo Paulo há identidade de origem e natureza divina para todas as Leis do Universo. É importante afirmar que não há confusão quando se reafirma esse princípio, pois, AS LEIS DE DEUS SÃO UMA COISA E DEUS MESMO É OUTRA. Não devemos confundir DEUS COM A PRÓPRIA NATUREZA.

As Leis de Deus são perfeitas, pois, são elas que conferem a harmonia que regula o Universo material e o Universo moral. As Leis de Deus são, desde sempre, para toda a eternidade. Sendo DEUS O AUTOR DE TODAS AS COISAS, TODAS AS LEIS DA NATUREZA SÃO LEIS DIVINAS. Tanto as Leis da Matéria quanto as Leis da Alma. O sábio estuda as primeiras e o homem de bem as segundas (E AS SEGUE).

Para conhecer, aprofundar e compreender TODAS as Leis Morais e Materiais o Espírito precisa encarnar várias vezes. Segundo os Espíritos Superiores, sem fechar questão, mas, respondendo com base na razão, as Leis Divinas devem ser apropriadas à natureza de cada mundo e proporcionais ao grau de adiantamento dos seres que os habitam.

Finalmente, a título de exemplo, entre as Leis Divinas encontramos aquelas que regulam as relações da matéria bruta: são as leis físicas; e seu estudo pertence ao domínio da Ciência; outras concernem ao ser e às suas relações com Deus e com seus semelhantes. Compreendem as regras da vida do corpo e as da vida da alma: são as leis morais.

Estude e Viva!
Beto Ramos. Uberaba - MG, 07 de Outubro de 2019.

DESTAQUE DA SEMANA

ENTENDA OS SINAIS DOS TEMPOS E O PROCESSO DE MIGRAÇÃO E EMIGRAÇÃO DOS ESPÍRITOS EM CURSO

  INTRODUÇÃO 1. Qual o objetivo do processo de migração e emigração dos Espíritos? 2. Quais são os sinais de que esse tempo é chegado? 3. Co...

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