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sábado, 15 de fevereiro de 2020

ADORAÇÃO - PARTE 93

O LIVRO DOS ESPÍRITOS
LIVRO TERCEIRO - CAPÍTULO II
LEI DE ADORAÇÃO
II - ADORAÇÃO EXTERIOR
(Questões 653 a 656)

Em nosso encontro de hoje vamos estudar com os Espíritos Superiores o tema adoração exterior. Vamos recordar que a adoração é a elevação do pensamento a Deus.  Um ato de adoração é a prece.

Sabendo disto a elevação do pensamento a Deus precisa de manifestações exteriores? Refletindo sobre o significado de manifestar lembramos que se trata de publicar, divulgar ou declarar alguma coisa. Do mesmo modo, é preciso ter em mente o significado de exterior, que nada mais é que revelar ou externar ideias, opiniões ou sentimentos.

Faz todo o sentido o Codificador questionar os Espíritos reunindo as duas palavras, uma vez que ao elevar o pensamento a Deus em um ato de adoração, estamos declarando o nosso desejo de aproximar nossa alma D'Ele.

No caso, tratando-se o pensamento de faculdade íntima, perceptível por Deus e Espíritos, pois, é pelo pensamento que se comunicam, a exteriorização da adoração a Deus busca divulgar o ato entre os semelhantes, ou seja, entre encarnados.

A verdadeira adoração é a do coração, ou, conforme Jesus "os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que o adorem em espírito e em verdade" (João, 4:23-24).

Não obstante, há utilidade em adorar sem simulação ou fraude, a fim de dar um bom exemplo. Todavia, a conduta do indivíduo demonstra sua verdadeira face. Aqueles que usam o nome de Deus em vão, isto é, aparentado adorá-lo quando, por outro lado, o fazem por mera afetação e amor-próprio, sem a piedade verdadeira, dão mau exemplo e praticam um mal maior do que supõem.

De acordo com os Espíritos Codificadores, fundados no ensino de Jesus, o ato de adoração deve ser sincero, seguido do bem proceder evitando o mal. Nenhuma cerimônia terá o condão de ocupar o lugar de uma boa ação e da verdadeira caridade. Deus, que é Espírito, busca aqueles que o adoram em Espírito e em Verdade, isto é, sendo benevolente para com todos, indulgente com as imperfeições alheias e perdoando as ofensas, buscando tornar-se, a cada dia, melhor para seus semelhantes.

Não importa para Deus a religião, o culto exterior, a verbalização ou quaisque atos que não estejam fundados no amor ao próximo, pois, todos os seres sendo irmãos e filhos do mesmo Pai, importa que cumpram suas Leis e não a forma como exprimem.

É sempre importante lembrar que Jesus assinalou firmemente de que lado estava no grupo social: dos que não eram hipócritas. De que adianta se cobrir de cinzas, jejuar para exteriorizar sofrimento ou gritar se trata-se de um coração invejoso, orgulhoso ou ciumento. Essa contradição é sempre sinônimo de mau exemplo.

Advertem os Espíritos que importa ter religião no coração, não nos lábios. Os duros, implacáveis e ambiciosos dos bens mundanos, mas, que conhecem a verdade, são muitas vezes mais culpados do que os que pertencem ao grupo dos ignorantes. Cada um, segundo sua obra, atrai para si as consequências dos seus atos.

É de se concluir que, houvesse adoração mais ou menos conveniente a Deus, deveria se indagar em que língua ocorreria esse ato íntimo e individual. No que respeita à questão religiosa é preciso refletir se há crença verdadeira ou se há interesse ou ambição. Deus não se agrada com o que demonstra humildade perante Ele buscando a aprovação humana.

Sendo a adoração a elevação do pensamento a Deus, cada um pode adorá-lo individualmente. A comunhão de corações no ato de adoração terá mais força na atração dos bons Espíritos, desde que os pensamentos e sentimentos estejam sintonizados no bem. O que nos leva a recordar o anúncio de Jesus nesse sentido, pois, uma reunião de duas ou mais pessoas "em seu Nome", isto é, mirando-O como modelo e guia, praticando Seus ensinos, certamente O atrairá para tal reunião.

Em nosso próximo encontro vamos estudar o item III desse capítulo: VIDA CONTEMPLATIVA.

Até lá!

Uberaba - MG, 15 de fevereiro de 2020
Beto Ramos

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