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terça-feira, 2 de junho de 2020

SUCESSÃO E APERFEIÇOAMENTO DAS RAÇAS - PARTE 100



- O LIVRO DOS ESPÍRITOS –
- LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS –
- CAPÍTULO IV – LEI DE REPRODUÇÃO –
- II SUCESSÃO E APERFEIÇOAMENTO DAS RAÇAS –
(Questões 688 a 692-a)

Em nossa publicação anterior comentamos sobre os seres vivos e a reprodução como lei natural. Antes de adentrarmos ao próximo tema é preciso definir o termo raça para o presente estudo. Usado em primeiro lugar para se referir a indivíduos falantes de um idioma comum, posteriormente foi usado para denotar filiações nacionais. 

No século XVII, iniciou-se o uso do termo para relacionar os traços físicos observáveis das pessoas. As concepções sociais e agrupamentos de raças variaram ao longo do tempo, envolvendo descrições, identificações e classificações populares definindo tipos essenciais de indivíduos com base em traços observáveis. 

Na atualidade cientistas consideram o essencialismo biológico obsoleto e desencorajam explicações raciais para diferenciações coletivas em relação a traços físicos e/ou comportamentais. Há amplo consenso científico de que conceituações essencialistas e tipológicas de raça em humanos sejam insustentáveis. A comunidade científica sugere que a ideia de raça é usada de maneira ingênua ou simplista e argumentam que entre os seres humanos não tem importância. Apontam, assim, que todos os humanos vivos pertencem à mesma espécie (Homo sapiens) e subespécie (Homo sapiens sapiens). 

De posse dessas informações o leitor amigo compreenderá que os Espíritos Superiores, usando a palavra RAÇA no capítulo estudado, referem-se UNICAMENTE ao CONJUNTO POPULACIONAL DOS SERES HUMANOS ENCARNADOS NO PLANETA TERRA. Qualquer ilação em contrário ou que venha dar outra ideia É ERRO ou má fé.

Segundo Wagner de Cerqueira e Francisco, Graduado em Geografia, da Equipe Brasil Escola [1]“Somente no final do século XVII e início do século XVIII, o crescimento populacional no mundo se intensificou, visto que antes desse período a expectativa de vida era muito baixa, fato que elevava as taxas de mortalidade. Em 1930, a Terra era habitada por cerca de 2 bilhões de pessoas e, em 1960, esse número atingiu a marca de 3 bilhões, com média de crescimento populacional de 2% ao ano. Durante a década de 1980, a população mundial ultrapassou a marca de 5 bilhões de pessoas”. 

Emmanuel, na obra Roteiro, de 1952 (FEB), dita a Chico Xavier o capítulo 9 cujo título é O Grande Educandário. Descreve o planeta Terra como uma universidade sublime, funcionando, em vários cursos e disciplinas, com dois bilhões de alunos, aproximadamente, matriculados nas várias raças e nações. O estudante deve saber qual o período que ocupa na história, portanto, a compreensão dos termos deve-se ater ao período em que as obras foram escritas. Tanto na Codificação quanto na obra mediúnica os termos foram usados segundo a cultura que possuíam à época de suas edições. Compreenda-se que o Espírito refere-se à espécie humana como um todo (não há outras raças, apenas nações e o seu conjunto é a população humana).

Neste ano de 2020 a Terra conta com uma população em número de 7,8 bilhões de habitantes [2]. Tais estatísticas precisam ser consideradas ao analisarmos as respostas dadas pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec quanto ao tema.

Questionou o Codificador acerca da evidente diminuição do número de indivíduos de certos grupos populacionais no planeta naquela metade do século 19 (1954-1957). A resposta foi no sentido de que se tratava de uma afirmação correta, mas, que outros grupos populacionais lhes tomariam o lugar, processo já ocorrido em outras eras.

O questionamento preparatório de Kardec na questão 688 do LE (Livro dos Espíritos) leva à questão seguinte, isto é: “os seres humanos de hoje são uma nova criação ou descendentes aperfeiçoados dos seres primitivos?”.

Para muitos essa não é uma resposta fácil de ouvir, para outros nem tanto. Afirmaram os Espíritos: os seres humanos atuais são os mesmos espíritos que VOLTARAM para se aperfeiçoar EM NOVOS CORPOS, mas que estão longe da perfeição. Segundo ensinaram, há uma curva ascendente de crescimento da raça humana atual (que habitará toda a Terra), mas, que terá o período de decrescimento até a extinção para dar lugar a outros povos com corpos físicos, características e habilidades mais perfeitas. Se imaginarmos como eram os corpos físicos dos seres humanos primitivos vamos entender perfeitamente o que ensinam os Espíritos Superiores.

Evidentemente, pensamos, a Terra será habitada por seres humanos mais civilizados, menos brutos e tampouco selvagens como de tempos primitivos, cujos resquícios ainda se encontram entremeados ao todo populacional atual. Além de nos superar a todos no conjunto uma vez que somos afetados pela Lei do Progresso.

ORIGEM DAS RAÇAS: Aqueles que buscam, mesmo sendo Espíritas, algo fundamentar na origem da raça humana, do ponto de vista físico, a partir da parábola de Adão e Eva devem ter atenção ao seguinte ensinamento dos Espíritos Codificadores: “A origem dos agrupamentos de indivíduos na Terra se perde na noite dos tempos, mas como todos pertencem à grande família humanaqualquer que seja o tronco primitivo DE CADA UM, puderam mesclar-se e produzir novos tipos”.

CARACTERÍSTICAS DA RAÇA HUMANA NO ESTADO PRIMITIVO: desenvolvimento da força bruta, em detrimento da intelectual, sem colocar as forças da Natureza a seu serviço, assemelhando-se as animais (Q. 691).

CARACTERÍSTICAS DA RAÇA HUMANA NO PERÍODO ATUAL: desenvolvimento intelectual, em detrimento da força física, colocando a seu serviço as forças da Natureza para atingir os seus fins (Q. 692).

OS SERES HUMANOS E O APERFEIÇOAMENTO DOS ANIMAIS E VEGETAIS COM O RECURSO DAS CIÊNCIAS: Tudo se deve fazer para chegar à perfeição. O próprio ser humano é um instrumento de que Deus se serve para atingir os seus fins. Sendo a perfeição o alvo para o que tende a Natureza, favorecer a sua conquista é corresponder àqueles fins (Q. 692-a).

Destacamos que tudo na Criação serve a um propósito: atingir a perfeição. Mesmo que, por ora, o ser humano vise apenas o interesse pessoal agindo para aumentar o seu bem-estar, trabalha conforme a Lei do Progresso. Para que o próprio ser torne meritório esse trabalho é preciso ter a intenção voltada a esse objetivo. Contudo, nada é perdido, uma vez que ausente a boa intenção, ainda assim o ser humano estará exercitando e desenvolvendo sua inteligência, tirando maior proveito sob esse aspecto (Q. 692.a).


Uberaba-MG, 01 de Junho de 2020.
Beto Ramos

[2] https://www.ecodebate.com.br/2020/03/13/os-40-paises-com-maior-decrescimento-populacional-entre-2020-e-2100-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/ Acesso em 01.06.2020.

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