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sexta-feira, 3 de julho de 2020

INSTINTO DE CONSERVAÇÃO – PARTE 102


- O LIVRO DOS ESPÍRITOS – 
- LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS – 
- CAPÍTULO V – LEI DE CONSERVAÇÃO – 
- I INSTINTO DE CONSERVAÇÃO – 
(Questões 702 a 703) 

De acordo com o título e subtítulo do item I do Capítulo V do Livro Terceiro de O Livro dos Espíritos, pensamos ser adequado, antes de comentar o Ensino Doutrinário, apresentar o significado das palavras. 

Instinto, um substantivo masculino, precisa ser compreendido como um impulso inferior que faz um animal executar inconscientemente atos adequados às necessidades de sobrevivência própria, da sua espécie ou da sua prole. Neste caso temos o chamado instinto reprodutor. 

Também, compreende-se se tratar de um impulso natural, independente da razão, que faz o indivíduo agir com uma finalidade específica. Como é o caso do chamado instinto materno. 

Todavia, é preciso saber que o instinto relaciona-se, de outro lado, com a faculdade de pressentir, de perceber, independente da razão, o que denominamos intuição. 

Finalmente, temos a indicação de que surge entre nós como uma tendência natural, inclinação, dom. O exemplo seria a inclinação musical. 

De posse dessas informações é possível entender perfeitamente cabível a questão formulada por Allan Kardec aos Espíritos Codificadores sobre a natureza do instinto de conservação. Veremos se tratar de uma Lei da Natureza. Todos os seres vivos possuem o instinto de conservação. E não se pode perder de vista esse ensinamento: qualquer que seja o seu grau de inteligência, todo ser vivo possui o instinto de conservação. 

Segundo o Ensino Doutrinário, o instinto de conservação é, para uns, puramente mecânico e, para outros, é racional. Por isto, compreendemos adequado iniciar nosso estudo indicando os vários sentidos que o vocábulo instinto possui. 

Enquanto temos o instinto aparecendo no ser vivo independente da razão, veremos que, mais elaborado, de acordo com o grau evolutivo, seu uso será baseado na lógica, razão, bom senso ou juízo. A ação que considerará o instinto fincará bases numa elaboração mental.

Por isto, em nossa opinião de estudante do Espiritismo, no momento aceitamos colocar a Fé, como algo inato, quando não é cega, mas, raciocinada, ao lado do instinto racional. 

Antes de estudarmos a questão seguinte (703), vamos recordar outra questão de O Livro dos Espíritos que já estudamos por aqui. Trata-se da nº 132, onde o questionamento é sobre a finalidade da encarnação dos Espíritos. Conforme os Espíritos Superiores a Deus impõe a encarnação dos Espíritos com a finalidade de leva-los à perfeição, sendo que para atingir tal objetivo é necessários sofrer todos os problemas da existência corpórea. Mas, a finalidade principal é colocar o Espírito em condições de enfrentar a sua parte na obra da Criação

Veja que este ensino é muito esclarecedor, vez que traz as seguintes informações: 

a) A encarnação é uma imposição de Deus. OU SEJA: Não há escolha, O ESPÍRITO ENCARNA. É uma LEI DE DEUS; 
b) Sofrer TODAS as vicissitudes da existência corpórea (encarnação) consiste na expiação, tendo em vista que UMA ÚNICA ENCARNAÇÃO NÃO É CAPAZ DE DOTAR O ESPÍRITO DE TODOS OS CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS PARA CHEGAR À PERFEIÇÃO; 
c) É somente por meio da encarnação que o Espírito fica em condições de enfrentar sua parte na Obra da Criação; 
d) Cada encarnação, neste planeta ou em outros, é uma oportunidade que o Espírito tem de enfrentar, desde já, sua parte na Obra da Criação, uma vez que irá executar, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. 


Não pode ficar ao longe da reflexão a última frase dessa questão 132 do LE: “E dessa maneira, concorrendo para a obra geral, também pode progredir”. 

Cumprir as ordens de Deus não quer dizer NÃO FALHAR, pois, o Espírito está progredindo. É sofrendo as vicissitudes, encarnando e reencarnando, usando um aparelho em cada mundo, que o Espírito busca executar as ordens de Deus daquele ponto de vista e, concomitantemente concorrendo para a obra geral, também progredindo. O Codificador vai comentar essa questão dizendo que a Lei Divina faz com que tudo se encadeie e seja solidário na natureza. 

Citamos essa questão para conciliar com a resposta da questão 703 do capítulo ora estudado. Todos os seres vivos, segundo o Ensino dos Espíritos Codificadores, devem colaborar no propósito de Deus. Não sendo o ser vivo, ainda, um Espírito (questões 76 e seguintes do LE) será somente um princípio inteligente evoluindo (questões 1 a 75 do LE). Por isto o instinto de conservação é uma Lei da Natureza, ou seja, Deus dotou cada ser vivo do que poderá ser denominado como necessidade de viver.

A VIDA É NECESSÁRIA AO APERFEIÇOAMENTO DOS SERES. 

Essa necessidade de viver, de se aperfeiçoar, de tornar-se Espírito, tornar-se PERFEITO, é o instinto de conservar-se, algo sentindo sem que seja percebido (algo não racional, elaborado). Todavia, mais tarde, conforme o grau de elevação, o instinto será racional. 

Esse foi o nosso estudo de hoje. Deixe sua opinião e um comentário. Estude e Viva! 

Uberaba – MG, 03 de julho de 2020
Beto Ramos


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