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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

DESTRUIÇÃO NECESSÁRIA E DESTRUIÇÃO ABUSIVA – PARTE 107


- LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS
- CAPÍTULO VI – LEI DE DESTRUIÇÃO
- I DESTRUIÇÃO NECESSÁRIA E DESTRUIÇÃO ABUSIVA
(Questões 728 a 736)

Todo aquele cujo pensamento é fundado no materialismo, onde tudo começa e termina numa única existência, o universo é fruto do acaso e alguns estão com muita sorte e outros nem tanto, terá dificuldade em compreender essa lei da natureza: a Lei de Destruição.

Imagine o renascimento e a regeneração de tudo, mas, com a ressalva de que é necessário, antes, tudo destruir. Nesse caso não estaremos diante da destruição, mas, ao contrário, da transformação.

A Lei Natural tem o objetivo divino da renovação e melhoramento dos seres vivos. No caso da nutrição, por exemplo, certos seres vivos destroem-se entre si com o duplo objetivo de manter o equilíbrio da reprodução (que pode tornar excessiva), e, também, reutilizar os restos dos corpos orgânicos.

Quando aprendemos que o Espiritismo busca vencer o materialismo voltamo-nos para o conjunto harmônico e perfeito da obra da Criação. Há pluralidade de mundos, assim como há plúrimas existências. O ser humano é “trino”, possui um corpo físico, um corpo semimaterial e o Espírito. O primeiro serve à manifestação no mundo material e é perecível, o segundo acompanha o Espírito eterno. O Espírito usa em cada mundo que irá estagiar um envoltório semimaterial retirado dos elementos daquele.

Logo, o corpo físico é apenas acessório e não a parte essencial do ser pensante. Esse último é o princípio inteligente indestrutível, o qual se elabora através das diferentes metamorfoses porque passa.

Não há contradição entre a Lei de Destruição e a Lei de Conservação. A harmonia consiste no fato de que tudo deve acontecer no tempo necessário, nem antes e nem depois. O objetivo é que o princípio inteligente se desenvolva, portanto, é da Lei Natural que cada ser sinta a necessidade de viver e de se reproduzir. A vida e a reprodução, em contínuo progresso, permitem novas reencarnações. Do mesmo modo, em razão do tempo necessário que cada ser deve estagiar em tal ou qual mundo durante sua encarnação, sente uma versão e até um horror instintivo da morte. Diante de perigos iminentes, o instinto de conservação aguça, por assim dizer, advertindo o ser dessa ou daquela ameaça, cujo propósito é que aja para aproveitar o tempo concedido por Deus para sua experiência evolutiva.

Os agentes destruidores, presentes na natureza, objetivam manter o equilíbrio e servir de contrapeso. A necessidade de destruição é proporcional ao estado moral dos mundos. Quanto menos material mais apurado é o estado físico e moral. Isso proporciona condições de existência diferentes das condições experimentadas no Planeta Terra.

À medida que o ser humano evolua, isto é, que o Espírito supere a matéria, e se desenvolva intelectual e moralmente, a necessidade de destruição diminui. É necessário recordar sempre que o ser humano não possui direito algum de abusar do direito de destruição sobre os animais. Esse direito é regulado apenas pela necessidade de prover sua alimentação e segurança.

Todo abuso cometido é sinal de inferioridade espiritual, é uma transgressão às Leis de Deus. Mau uso do livre arbítrio e ausência de resistência aos maus instintos. Por isso é que todo o que ultrapassar o limite do essencial será convocado a prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi conferida. Há, no entanto, uma cadeia alimentar e todo sentimento ou escrúpulo quanto à destruição dos animais é louvável, desde que não se torne fruto de temor supersticioso, o qual não representa a verdadeira bondade.

No próximo encontro dissertaremos sobre Os Flagelos Destruidores. Até lá.

Uberaba-MG, 13 de agosto de 2020.
Beto Ramos
Instituto Revelare.

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