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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

GUERRAS - PARTE 109


ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA
- O LIVRO DOS ESPÍRITOS – PARTE 109 -
- LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS –
- CAPÍTULO VI – LEI DE DESTRUIÇÃO –
- III GUERRAS –
(Questões 742 a 745)

Discorreremos brevemente sobre esse assunto, uma vez que já aprendemos que o mal não existe. Na verdade, todos os Espíritos, criados simples e ignorantes, passam pela fieira da ignorância. Mas, é necessário atentar para o ensino dos Espíritos, pois, assim teremos condições de avaliar qual é o nosso móvel como grupo social.

As guerras ou lutas fratricidas entre irmãos ocorrem em razão da predominância da natureza animal sobre a espiritual onde o ser humano busca tão só satisfazer as paixões. É, de fato, um estado de barbárie, onde apenas se conhece a "lei do mais forte". Há alguma diferença entre o século 21 da era cristã e os demais séculos de outras eras? Entre os séculos conhecidos, é possível afirmar que houve algum deles que não tivemos guerra?

Segundo os Espíritos Superiores, à medida que o ser humano progride, ou, melhor dizendo, à medida que os Espíritos evoluem, as guerras tornam-se menos frequentes em razão de que suas causas são atacadas. Mas, podemos afirmar que já compreendemos a justiça e praticamos a lei de Deus? Nós atuamos uns com os outros como verdadeiros irmãos? Parece-nos que a resposta não é afirmativa. Se houve progresso? Sim, é possível afirmar. Mas, lento, deveras lento.

Ao lermos as questões desse capítulo de O Livro dos Espíritos será possível interpretar que Deus tem a guerra como um meio de atingir algum objetivo. No entanto, ousamos pensar que, ao contrário de abordar o assunto "guerra" propriamente dito como um objetivo da Providência, será mais lógico pensar em um verdadeiro direito de revolta, típico do pensamento hobbesiano do contrato social.

Em verdade, as guerras, as revoltas, buscariam, de um lado a liberdade e, de outro, o progresso. Como resultado do "espólio" de guerras temos a escravização que, na prática seriam os povos se relacionando a fim de que o progresso ocorra mais rapidamente. No processo, todos os envolvidos estão usando a inteligência para fugirem das situações em que vão sendo colocados até que comecem fazer escolhas certas, evitando, assim, o estado de barbárie.

Nesse caso, compreendemos que, ignorantes, os seres humanos são levados às guerras em razão do seu estado primitivo da barbárie, próximos do instinto, longe da razão. Uns, nesse período ou era, subjugando uns aos outros. No decorrer do processo, todos adquirem conhecimento, com isso, avançam em direção à razão, até que desenvolvam afetos, e, só então, vão agir com fraternidade. É a partir daí que vão abolir as guerras de suas relações, pois, atuaram antecipadamente para evitar as causas das guerras.

Mas, fica uma dúvida, que não vamos solver nesse texto. Se o ser humano desenvolve o senso moral lentamente, adquire conhecimento, parte da sua ignorância e nulidade moral, como deve ser observada a questão 745? Na sua resposta é afirmado categoricamente:

"Esse é o verdadeiro culpado e necessitará de muitas existências para expiar todos os assassínios de que foi causa, porque responderá por cada homem cuja morte tenha causado para satisfazer a sua ambição".

Lembrando que só vale opinar considerando a autonomia moral do Espírito, bem como os conceitos espíritas de prova e expiação.

Nos encontraremos no próximo estudo. Até lá.
Uberaba - MG, 31 de agosto de 2020.
Beto Ramos

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