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sexta-feira, 21 de maio de 2021

O DUELO - ESTUDO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS

 

O LIVRO DOS ESPÍRITOS – 

 LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS –

 CAPÍTULO VI – LEI DE DESTRUIÇÃO –

 VI - DUELO –

(Questões 757 a 759-a)


O duelo era uma disputa entre duas pessoas. Seu cunho, sem sombra de dúvidas, era eminentemente emocional. Havia um confronto, um combate. Dizia-se que sua causa era motivada por ofensa a honra, desavenças entre indíviduos, até mesmo entre familiares, ou disputas entre facções e grupos.

Os duelos caracterizavam-se pelo uso de armas de fogo, confrontos físicos diversos, bem como por uso de facas, espadas, etc., e, também, pela presença de "padrinhos" (ou assessores dos duelistas). Para tal, designava-se um "juiz imparcial", que obedeceria as regras previamente pactuadas.

Apesar da bárbara prática, os duelos foram mais comuns do que se imagina. Tem-se notícia de sua ocorrência mesmo no século 20, por volta do ano de 1925. Há notícia de que havia legislação tolerante com o duelo no Uruguai até a década de 1980.

O Espiritismo, cujo advento no mundo moderno ocorre no século 19, tem questões acerca desse tema e que merecem a reflexão sobre essa prática bárbara, mas, historicamente, atual.

Para os Espíritos que versaram sobre o assunto, trata-se de um costume absurdo, dígno dos bárbaros (povos primitivos) e se constiui em um verdadeiro assassínio, pois, está ausente a consideração de ser caso de legítima defesa. Para os Espíritos é uma prática ridícula.

Do ponto de vista daquele que sabe que irá sucumbir na disputa, o duelo constitui-se em suicídio voluntário. Quando as chances são iguais, consitui para no suicídio quanto para o outro em assassinato. Em ambos os casos está presente a culpa, visto o deliberado propósito dos duelistas. O resultado do duelo não é proveitoso para ninguém: duelistas e sociedade.

Longe de se tratar de questões que envolvem honra, para os Espíritos o que se vê é o orgulho e vaidade imperando, e estas são duas chagas da humanidade. Quanto aos usos e costumes, isto é, como a sociedade encara a hipótese, por exemplo de recusa, a qual constituiria para o desafiado um ato de covardia, mostra sinal de inferioridade da mesma.

Esse ponto de vista comprova que aquela sociedade está atrasada no aspecto moral e intelectual. O verdadeiro ponto de honra para a humanidade, e que precisa ser compreendido, está acima das paixões terrenas, pois, as faltas de cada um não se repara ceifando vidas.

Reconhecer a culpa em caso de erro e perdoar em caso de ofensa (principalmente quando se sabe ter razão) é sinal de progresso moral e intelectual. Eis a meta que a humanidade terrestre deve mirar.

Uberaba - MG, 18 de maio de 2021.
Beto Ramos.

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