quarta-feira, 23 de junho de 2021

PENA DE MORTE - ESTUDO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS


 LIVRO TERCEIRO –
– AS LEIS MORAIS 
 CAPÍTULO VI – LEI DE DESTRUIÇÃO –
– VII PENAS DE MORTE –
 (Questões 760 a 764)

O capítulo 6 do livro 3º traz vários temas importantes, para os quais devemos meditar. Allan Kardec questionou aos Espíritos Superiores sobre destruição necessária e abusiva, os flagelos destruidores, guerras, assassínio, crueldade e duelo. O último tema é sobre pena de morte.

Todos os temas estão intimamente ligados à natureza humana, mas, nunca é demais esclarecer que o mal não existe, o que há denomina-se IGNORÂNCIA, desconhecimento.

Atualmente, infelizmente, surgiram [ou ressurgiram] vários defensores da pena de morte. Ao que parece estamos lentos no que diz respeito ao progresso da humanidade. De acordo com os Espíritos, a pena de morte desaparecerá um dia da legislação humana. Mas, até lá, é preciso que a humanidade esteja mais esclarecida. Essa época em que os indivíduos não serão mais julgados por outros indivíduos virá, mas, está MUITO LONGE DE NÓS.

Matar alguém não elimina um membro perigoso da sociedade. Aliás, para os Espíritas, isso deveria estar muito claro. Somos Espíritos. Reencarnamos. Se não há saltos na evolução, isto é, o fato de morrer não provoca no desencarnado uma modificação no seu quadro de aquisição do conhecimento, matar qualquer pessoa é fechar-lhe a porta ao arrependimento.

Em tempo algum houve necessidade de eliminar componentes da sociedade. O que houve foi falta de criatividade humana para encontrar uma solução melhor. Isso não quer dizer que não havia. O esclarecimento mostra a injustiça da pena de morte. Trata-se de excesso cometido pela humanidade proveniente de sua ignorância. Não justiça alguma nesses excessos.

Não existe diferença entre a pena de morte e o oferecimento de holocaustos humanos às divindades, assim como a tortura. A barbaridade é a mesma. É preciso harmonizar os costumes com as leis divinas.

É sempre bom ter em mente que a lei de causa e consequência não está sob o controle humano, mas, de Deus. Sua justiça coloca todos os que erram e se equivocam fazendo sofrer seus semelhantes em situações nas quais experimentará sofrimento análogo. Quando se pensar no axioma “quem matar pela espada perecerá pela espada”, deve pensar no outro ensinamento: “Perdoai os vossos inimigos”. Quanto ao mais, tudo, nessa vida ou em outra, girará em torno da proporcionalidade, isto é, “toda ofensa provocada será perdoada na medida em que o ofensor perdoou quando esteve no lugar de ofendido”.

Em qualquer situação, e sob qualquer argumento, aquele que mata é responsável pelo assassinato que cometeu.

Uberaba – MG, 23 de Junho de 2021.
Beto Ramos.

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