terça-feira, 6 de julho de 2021

RESUMO DA LEI MORAL DE SOCIEDADE

Fonte: google internet

Dentre as leis morais contidas em O Livro dos Espíritos encontra-se a LEI DE SOCIEDADE. No capítulo 7 do Livro Terceiro, Allan Kardec trará perguntas e respostas sobre:

a) A necessidade da Vida Social;

b) A vida de isolamento e o voto de silêncio; e

c) Os laços de família.


São 03 importantes temas, cujos objetos se interligam, uma vez que se for verdade que a vida social é uma necessidade do ser humano, não se concebe a correição de comportamento daqueles que buscam se isolar e nem se comunicar uns com os outros. Além disso, a vida de relação social começa pela família.

Segundo as respostas colhidas nesse capítulo, veremos que a vida social decorre de uma Lei Natural, isto é, trata-se de situação conforme a Lei Divina (Q. 614, LE). O ser humano foi dotado de várias faculdades necessárias à vida de relação, como é o caso das palavras, úteis à comunicação humana entre todos os povos.

O ser humano busca viver em sociedade por instinto. O objetivo é que, juntos, cada um conforme seu ponto de vista da encarnação, ajude o outro e, mutuamente, trabalhem para o progresso do conjunto.

Cada ser humano é dotado de um conjunto de faculdades, mas, não possui a totalidade dessas mesmas faculdades. É por isso que uns e outros se completam no contato mútuo. O que busca o isolamento se debilita, se enfraquece e, também, se embrutece.

A vida em conjunto proporciona a cada indivíduo tornar-se útil para o todo. Cada ser humano tem direito à escolher: viver em conjunto ou isoladamente. No entanto, essa autonomia não se conforma à Lei Natural de vida em sociedade. Toda ocupação deverá ser útil. A utilidade é sempre colocada em relação ao outro e não do ponto de vista individual. Isso não passa de egoísmo.

A vida em comunidade, onde os indivíduos buscam fazer maior bem ao próximo, mesmo lutando contra as próprias imperfeições que conduzem a erros e equívocos, demonstra que a Lei de Amor e Caridade não foi esquecida. Nenhum retraimento tem por finalidade a expiação e a renúncia. Não há mérito algum nessa atitude.

Aqueles que, ao contrário, fogem dos gozos do mundo para se dedicarem ao próximo, amparando os infelizes, não são considerados isolados, mas, cumpridores da Lei do Trabalho na prática do bem. O que possui duplo mérito.

Não é isolamento, também, buscar a tranquilidade para realização de certos trabalhos, pois, o que se condena é o retiro absoluto do egoísta. Os que trabalham, o fazem pela sociedade.

Nenhum voto de silêncio está em acordo com a Lei de Deus. A palavra é faculdade conferida pelo Criador. Decorre de uma Lei Natural. O silêncio é útil para aquele que se recolhe em meditação sobre si mesmo, perguntando se aproveitou toda ocasião de ser útil, para passar em revista o progresso próprio. Nessa ocasião, o indivíduo estará se comunicando com Espíritos Superiores. O voto de silêncio por si, é uma tolice. Não se trata de virtude e enganam-se aqueles que o praticam, pois, não compreenderam suficientemente as Leis de Deus.

Quanto aos laços de família, é importante não comparar os seres humanos com os animais. Esses vivem uma vida material e aqueles uma vida moral. Os seres humanos possuem mais que necessidades físicas, carecem de progredir. Por isso que a vida em sociedade decorre de um Lei Natural. O objetivo dos laços sociais, que tem origem nos laços de família, é proporcionar que os seres humanos aprendam a se amarem como irmãos. A família é o pilar que sustenta o edifício social. Relaxar os laços de família é fazer crescer e aumentar mais e mais o egoísmo.

Uberba-MG, 06/07/2021.

Beto Ramos

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