PLATÃO E A DOUTRINA DA ESCOLHA DAS PROVAS



Através dos curiosos documentos célticos que publicamos em nosso número de abril, vimos que a doutrina da reencarnação era professada pelos druidas, segundo o princípio da marcha ascendente da alma humana, percorrendo os diversos graus de nossa escala espírita.

Todos sabem que a ideia da reencarnação remonta a mais alta Antiguidade e que o próprio Pitágoras a havia haurido entre os indianos e os egípcios. Não é, pois, de admirar que Platão, Sócrates e outros mais partilhassem uma opinião admitida pelos ilustres filósofos daquele tempo.

Mas o que talvez seja ainda mais notável é encontrar, desde aquela época, o princípio da doutrina da escolha das provas, hoje ensinada pelos Espíritos, doutrina que pressupõe a reencarnação, sem a qual não haveria nenhuma razão de ser.

Não discutiremos hoje essa teoria, que estava tão longe de nosso pensamento quando os Espíritos no-la revelaram, que nos surpreendeu estranhamente, porque – confessamos humildemente – o que Platão escrevera sobre esse assunto especial nos era então completamente desconhecido, nova evidência, entre tantas outras, de que as comunicações que nos foram dadas não refletem absolutamente a nossa opinião.

Quanto à de Platão, apenas constatamos a ideia principal, cabendo facilmente a cada um a forma sob a qual é apresentada e julgar os pontos de contato que, em certos detalhes, possa ter com a nossa teoria atual.

Em sua alegoria do Fuso da Necessidade, ele imagina um diálogo entre Sócrates e Glauco, atribuindo ao primeiro o discurso seguinte, sobre as revelações do armênio Er, personagem fictício, segundo toda probabilidade, embora alguns o tomem por Zoroastro.

Compreende-se facilmente que esse relato nada mais é do que um quadro imaginado para desenvolver a ideia principal: a imortalidade da alma, a sucessão das existências, a escolha de tais existências por efeito do livre-arbítrio, enfim, as conseqüências felizes ou infelizes dessa escolha, muitas vezes imprudente, proposições encontradas todas em O Livro dos Espíritos e que vêm confirmar os numerosos fatos citados nesta Revista.

Allan Kardec (Revista Espírita - SET/1858)

“O relato que vos quero trazer à memória – diz Sócrates a Glauco – é o de um homem de coração: Er, o armênio, originário da Panfília. Ele tinha sido morto numa batalha. Dez dias mais tarde, como levassem os cadáveres já desfigurados dos que com ele haviam tombado, o seu foi encontrado são e intacto.

“Transportaram-no para sua casa a fim de fazer os funerais e, no segundo dia, quando foi posto sobre a fogueira, reviveu e contou o que tinha visto na outra vida. Tão logo sua alma havia saído do corpo, viu-se a caminho com uma porção de outras almas, chegando a um lugar maravilhoso, de onde se viam, na Terra, duas aberturas vizinhas uma da outra, e duas outras no céu, correspondentes àquelas.

“Entre essas duas regiões estavam assentados os juízes. Assim que pronunciavam uma sentença, ordenavam aos justos tomarem lugar à direita, por uma das aberturas do céu, após lhes haver fixado no peito um letreiro contendo o julgamento pronunciado em seu favor, e ordenando aos maus que tomassem o caminho da esquerda, localizado nos abismos, levando às costas um letreiro semelhante, onde estavam relacionadas todas as suas ações. Quando chegou sua vez de apresentar-se, os juízes declararam que deveria levar aos homens a notícia do que se passava nesse outro mundo, ordenando-lhe que ouvisse e observasse tudo quanto a ele se referisse.

“A princípio viu desaparecerem as almas que haviam sido julgadas, umas subindo para o Céu, outras descendo a Terra, através de duas aberturas que se correspondiam: enquanto pela segunda abertura da Terra via saírem almas cobertas de poeira e imundície, ao mesmo tempo desciam almas puras e sem mácula pela outra porta do céu. Todas pareciam vir de uma longa viagem e se demoravam prazerosamente numa campina, qual se fora um local de reunião.

“As que se conheciam saudavam-se mutuamente e pediam notícias do que se passava nos lugares de onde vinham: o Céu e a Terra. Aqui, entre gemidos e lágrimas, era lembrado tudo quanto haviam sofrido ou visto sofrer quando estagiavam na Terra; ali, contavam as alegrias do Céu e a felicidade de contemplar as maravilhas divinas.

“Seria demasiado longo seguir todo o discurso do armênio, mas eis, em suma, o que dizia. Cada uma das almas suportava dez vezes a pena das injustiças que havia cometido na Terra. A duração de cada punição era de cem anos, duração natural da vida humana, a fim de que o castigo fosse sempre decuplicado para cada crime.

“Assim, os que fizeram perecer os seus semelhantes em grande quantidade; atraiçoaram cidades ou exércitos; reduziram seus concidadãos à escravidão ou cometeram outras malvadezas eram atormentados ao décuplo para cada um desses crimes. Os que, ao contrário, só espalharam o bem em torno de si e foram justos e virtuosos, recebiam na mesma proporção a recompensa de suas boas ações.

“O que dizia das crianças, que a morte leva pouco depois do nascimento, merece menores comentários; mas assegurava que ao ímpio, ao filho desnaturado e ao homicida estavam reservados os mais cruéis sofrimentos, enquanto ao homem religioso e ao bom filho as felicidades mais abundantes.

“Estava presente quando uma alma perguntara a outra onde estava o grande Ardieu. Esse Ardieu havia sido tirano numa cidade da Panfília, mil anos antes. Tinha matado seu velho pai, o irmão mais velho e cometido, ao que se dizia, vários outros crimes hediondos.

“Ele não vem nem virá jamais aqui - respondeu a alma. A esse respeito todos fomos testemunhas de um espetáculo horroroso. Quando estávamos prestes a sair do abismo, após haver cumprido nossas penas, vimos Ardieu e vários outros, cuja maioria era formada de tiranos como ele, ou de seres que, em situação particular, tinham cometido grandes crimes: em vão esforçavam-se por subir.

“E todas as vezes que esses culpados, cujos crimes não tinham remédio ou não haviam sido suficientemente expiados, tentavam sair, o abismo os repelia, bramindo. Então, personagens detestáveis, de corpos inflamados, que lá se encontravam, acorriam a esses bramidos. Primeiramente levaram à força alguns desses criminosos.

“Quanto a Ardieu e os outros, ataram-lhes os pés, as mãos, a cabeça e, lançando-os por terra e os maltratando violentamente à custa de pancadas, os arrastaram para fora da estrada, através de sarças sangrentas, repetindo às sombras à medida que passavam algumas delas: eis os tiranos e os homicidas; nós os arrastamos para lançá-los no Tártaro. Essa alma acrescentava que, entre tantos casos terríveis, nada lhe causava mais pavor que o bramido do abismo, sendo para elas uma suprema alegria poderem sair em silêncio.

“Tais eram, aproximadamente, os julgamentos das almas, seus castigos e suas recompensas. Após sete dias de repouso nessa campina, as almas tiveram que partir no oitavo, pondo-se a caminho. Ao cabo de quatro dias de viagem, perceberam do alto, em toda a superfície do Céu e da Terra, uma luz imensa, aprumada como uma coluna e semelhante ao quartzo irisado, porém mais brilhante e mais pura.

“Um só dia foi suficiente para alcançá-la e então viram, mais ou menos no meio dessa muralha, a extremidade das cadeias que se ligam aos céus. É isso que os sustenta, é o envoltório da nau do mundo, é o vasto cinturão que o circunda. No topo estava suspenso o Fuso da Necessidade, em torno do qual se formavam todas as circunferências.

“Em torno do fuso, e a distâncias iguais, sentavam-se em tronos as três Parcas, filhas da Necessidade: Lachesis, Clotho e Atropos, vestidas de branco e coroadas com uma pequena faixa. Cantavam, associando-se ao concerto das Sereias: Lachesis, o passado; Clotho, o presente, e Atropos, o futuro.

“Com a mão direita Clotho tocava vez por outra o exterior do fuso, cabendo a Atropos, com a mão esquerda, imprimir movimentos aos círculos interiores, enquanto alternadamente, ora com uma mão, ora com a outra, Lachesis tocava no fuso e numa espécie de balança interior.

“Tão logo chegavam, as almas tinham que se apresentar a Lachesis. Em primeiro lugar, um hierofante as colocava ordenadamente em fila. Depois, tomando do colo de Lachesis as sortes ou números em que cada alma devia ser chamada, bem como as diversas condições humanas oferecidas à sua escolha, subiam a um estrado e falava assim:

Eis o que disse a virgem Lachesis, Filha da Necessidade: Almas passageiras! ireis iniciar uma nova carreira e renascer na condição mortal. Não se vos assinalará o gênio; vós mesmas o escolhereis. Escolherá aquela que a sorte chamar em primeiro lugar e essa escolha será irrevogável. A virtude não pertence a ninguém: alia-se àquele que a dignifica e abandona quem a despreza. Cada um é responsável pela escolha que faz, Deus é inocente.

“A estas palavras ele espalhava os números e cada alma apanhava o que lhe caía à frente, exceto o Armênio, a quem isso não era permitido. Em seguida o hierofante desvendou-lhes todos os gêneros de vida, em maior número do que as almas ali reunidas.

“A variedade era infinita; encontravam-se ao mesmo tempo todas as condições humanas, assim como a dos animais. Havia tiranias: umas duravam até a morte, enquanto outras, interrompidas bruscamente, acabavam na pobreza, no exílio e no abandono. A ilustração mostrava-se sob diversas faces: podia-se escolher a beleza, a arte de agradar, os combates, a vitória ou a nobreza de raça. Estados completamente obscuros em todos os sentidos, ou intermediários, misturas de riqueza e de pobreza, de saúde e de doença, eram oferecidos à escolha: havia também condições de mulher que apresentavam a mesma variedade.

“Está evidentemente aí, meu caro Glauco, a prova que é temida pela Humanidade. Que cada um de nós possa refletir, deixando todos os estudos vãos para se entregar à Ciência, que faz a fortuna do homem. Procuremos um mestre que nos ensine a discernir entre o bom e o mau destino, e a escolher todo o bem que o céu nos proporciona.

“Examinemos com ele que situações humanas, separadas ou reunidas, conduzem às boas ações: se a beleza, por exemplo, unida à pobreza ou à riqueza, ou a tal disposição da alma deve produzir a virtude ou o vício; qual a vantagem de um nascimento brilhante ou comum, a vida privada ou pública, a força ou a fraqueza, a instrução ou a ignorância, enfim, tudo o que o homem recebe da Natureza e tudo quanto contém em si mesmo.

“Esclarecidos pela consciência, decidamos qual destino nossa alma deve preferir. Sim, o pior dos destinos seria o que a tornasse injusta, e o melhor aquele que incessantemente a conduzirá à virtude: tudo o mais nada significa para nós. Iríamos esquecer que não há escolha mais salutar após a morte do que durante a vida!

“Ah! Que esse dogma sagrado se identifique para sempre com nossa alma, a fim de não se deixar fascinar na Terra pelas riquezas, nem por outros males dessa natureza e que, lançando-se com avidez sobre a condição do tirano ou qualquer outro semelhante, não se exponha a cometer um grande número de males sem remédio e a sofrer outros ainda maiores.

“Segundo o relato de nosso mensageiro, o hierofante havia dito: àquele que escolher por último, contanto que o faça com discernimento e que seja coerente em sua conduta, será prometida uma vida feliz. O que escolher em primeiro lugar guarde-se de ser muito confiado, e que o último não se desespere.

“Então, aquele que a sorte distinguiu em primeiro lugar avançou apressadamente e escolheu a mais importante tirania; levado por sua imprudência e por sua avidez, e sem olhar bastante para o que estava fazendo, não percebeu a fatalidade ligada ao objeto da escolha, que faria com que um dia comesse a carne de seus próprios filhos, além de muitos outros crimes terríveis.

“Mas quando considerou a sorte que havia escolhido, gemeu, lamentou-se e, esquecendo as lições do hierofante, acabou acusando como responsáveis por seus males a fortuna, os gênios, tudo o mais, exceto a si mesmo. Esta alma era do número daquelas que vinham do céu: tinha vivido precedentemente num Estado bem governado e havia feito o bem mais pela força do hábito do que por filosofia.

“Eis por que, dentre as que caíam em semelhantes desenganos, as almas provenientes do céu não eram as menos numerosas, em virtude de não haverem sido provadas pelo sofrimento. Ao contrário, aquelas que, tendo passado pela morada subterrânea, haviam sofrido e visto sofrer, não escolhiam assim tão depressa. Daí, independentemente do acaso das posições a serem chamadas a escolher, resultava uma espécie de troca de bens e males para a maior parte das almas.

“Assim, um homem que, a cada renovação de sua vida na Terra, se aplicasse constantemente à sã filosofia e tivesse a felicidade de não ser contemplado com as últimas sortes, segundo esse relato teria grande probabilidade não somente de ser feliz neste planeta, mas, ainda, em sua viagem deste para o outro mundo e em seu retorno, de marchar pelo caminho unido do céu, e não mais pelos atalhos penosos do abismo subterrâneo.

“Acrescentou o armênio ser um espetáculo curioso ver de que maneira cada alma fazia sua escolha. Nada mais estranho e, ao mesmo tempo, mais digno de compaixão e zombaria. Na maioria das vezes a escolha era feita conforme os hábitos da vida anterior.

Er tinha visto uma alma, que outrora pertencera a Orfeu, escolher a alma de um cisne, por ódio às mulheres, que lhe haviam provocado a morte, não querendo dever seu nascimento a nenhuma delas; a alma de Thomyris havia escolhido a condição de um rouxinol; e, reciprocamente, um cisne que, assim como ele, havia adotado a natureza do homem.

“Outra alma, a vigésima a ser chamada para escolher, tinha assumido a natureza de um leão: era a de Ajax, filho de Télamon. Detestava a Humanidade, ao relembrar o julgamento que lhe havia arrebatado as armas de Aquiles. Depois dessa, veio a alma de Agamenon, cujas desgraças o tornavam também inimigo dos homens: assumiu a posição de águia.

“A alma de Atalante, chamada a escolher na metade da cerimônia, havendo considerado as grandes homenagens prestadas aos atletas, não pôde resistir ao desejo de tornar-se atleta. Epeu, que construiu o cavalo de Troia, tornou-se uma mulher laboriosa. A alma do bobo Teresita, uma das últimas a se apresentar, revestiu as formas de um macaco.

“A alma de Ulisses, a quem o acaso havia chamado por último, apresentou-se também para escolher: como a recordação de seus longos revezes lhe houvesse tirado toda a ambição, por muito tempo procurou e penosamente descobriu, num recanto, a vida tranquila de um homem privado que todas as outras almas haviam descartado. Ao percebê-lo, disse que não teria feito outra escolha, mesmo que tivesse sido a primeira alma a ser chamada.

“Os animais, sejam quais forem, passam igualmente uns pelos outros ou por corpos humanos: os que foram maus tornam-se bestas ferozes e os bons, animais domesticados.

“Depois que todas as almas fizeram a escolha de uma condição, aproximaram-se de Lachesis segundo a ordem que haviam escolhido. A cada uma deu Parca o gênio que fora preferido, a fim de lhes servir de guardião durante a vida e auxiliá-las no cumprimento de seu destino. Primeiro esse gênio as conduzia a Clotho que, com a mão e com um giro do fuso, confirmava o destino escolhido.

“Depois de haver tocado no fuso, o gênio a conduzia a Atropos, que enrolava o fio para tornar irrevogável aquilo que havia sido fiado por Clotho. Em seguida, avançavam até o trono da Necessidade, ao lado do qual a alma e seu gênio passavam juntos. Tão logo todas haviam assado, dirigiam-se para uma planície do Letes – o Esquecimento – onde experimentavam um calor insuportável, visto aí não haver nem árvores nem plantas.

“Morrendo o dia, passaram a noite junto ao rio Ameles – ausência de pensamentos sérios – cujas águas todos eram obrigados a beber, embora nenhum vaso as pudesse conter; mas os imprudentes bebiam demais. Os que o faziam sem cessar perdiam completamente a memória. Em seguida adormeciam, mas, em torno de meia-noite, ouviu-se o ribombar de um trovão, acompanhado de tremor de terra.

“Logo as almas se dispersaram aqui e ali, pelos diversos pontos de seu nascimento terrestre, semelhante a estrelas que, de repente, cintilassem no céu. Quanto a Er, havia sido impedido de beber da água do rio; não sabia, entretanto, nem onde nem como sua alma se havia reunido novamente ao corpo; contudo, pela manhã, abrindo os olhos de repente, percebeu que se deitara sobre a fogueira.

“Tal é o mito, caro Glauco, que a tradição conserva até hoje. Ele pode preservar-nos de nossa perda: se dermos crédito a ele, passaremos felizmente o Letes e manteremos nossa alma purificada de toda mácula.”

NATAL: EXPECTATIVA E AÇÃO



O sábio afirmou que a felicidade não é deste mundo.


"Sendo a vida uma oportunidade para experiência e aprendizado, abrandar os males do mundo depende de cada indivíduo, que, do seu ponto de vista, neste planeta, poderá ser tão feliz quanto possível. Isto porque, na maioria das vezes, somos os primeiros a criar a própria infelicidade".

O Universo é perfeito porque é regido por leis imutáveis. A gravidade é um belo exemplo. A queda de um objeto solto, a aglutinação da matéria dispersa que se mantém intacta e permite a existência da maior parte dos planetas e satélites em órbitas, a formação das marés e vários outros fenômenos na Terra e no universo resulta da ação dessa força. É uma lei natural.

"Infeliz daquele que pensa vencer a lei da gravidade por não acreditar na mesma".

Todavia, é preciso compreender os motivos que levam à infelicidade. Prepondera o fato de que os indivíduos se afastam da prática das leis naturais. Toda infração à lei da existência corpórea carregará em si a consequência, resultante dos desvios cometidos. Portanto, na maioria dos casos, é possível ser relativamente feliz.

Mas, nem todos se satisfazem na mesma medida. O que é felicidade para uns, é a razão da desgraça para outros. Essa medida para alcançar a felicidade relativa repousa em dois princípios:
     a)     Para a vida material, a posse do necessário;
     b)    Para a vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro.

O que afasta o indivíduo do alvo, provocando a infelicidade própria e, sobretudo, a alheia, são as ideias materialistas, os preconceitos, a ambição e os caprichos ridículos.

Época de festividades natalinas é o momento propício para reflexões, ainda que essas não cheguem aos seus respectivos alvos, que são aqueles que realmente são as pedras de tropeço, os verdadeiros causadores dos escândalos.

Quando se falar em fortunas, distribuição de rendas, riquezas, que não se vangloriem os mega-milionários, pois, a fortuna é uma prova geralmente mais perigosa que a miséria. Os males do mundo estão na razão das necessidades artificiais que são criadas. Aqueles que sabem limitar seus desejos e os que possuem menos necessidades são os verdadeiros ricos.

"OS BONS SÃO TÍMIDOS. 
QUANDO QUISEREM,
CERTAMENTE, ASSUMIRÃO
A PREPONDERÂNCIA 
SOBRE OS MAUS"

A transição planetária ou, se o quiser, a transformação da Terra ocorrerá quando seus habitantes torná-la morada do bem e dos bons Espíritos. Na atualidade parece que os maus exercem maior influência sobre os bons, mas, longe de ser o império do mal, apenas acontece que os bons são fracos e os maus intrigantes e audaciosos.


Que o bem prevaleça, comece a gritar e prepondere sobre o mal!
Torne cada dia de sua existência o verdadeiro Natal...

A PRÁTICA ESPÍRITA

- por Allan Kardec em O Livro dos Médiuns.

Destinado a facilitar para os que se dedicam ao Espiritismo e pretendem entrar em contato com os Espíritos, o Livro dos Médiuns é o fruto de longos e laboriosos estudos promovidos por Allan Kardec sob a direção do Espírito da Verdade com especial cuidado pelos Espíritos por meio de grande número de observações e instruções do mais alto interesse, aos quais coube a tarefa de rever a obra, aprová-la e/ou modificá-la à vontade. Destarte, conforme afirma o Codificador o livro “é, em grande parte, obra deles”.

Verificamos em um detido exame que é de suma importância observar os esclarecimentos feitos por Allan Kardec logo na Introdução de O Livro dos Médiuns, conforme colacionamos abaixo:

Na introdução de O Livro dos Médiuns Allan Kardec, referindo-se à comunicação com os Espíritos, afirmou que errado andaria quem julgasse que, para tornar-se perito no assunto, bastaria aprender apor os dedos numa mesa para fazê-la girar ou pegar um lápis para escrever”.

Segundo o Codificador “as dificuldades e desilusões encontradas na prática espírita decorrem da ignorância dos princípios doutrinários”, pois, não há receita universal infalível para fazer médiuns, e, “embora cada qual já traga em si mesmo os germes das qualidades necessárias, essas qualidades se apresentam em graus diversos e o seu desenvolvimento depende de causas estranhas a vontade humana”.

Adverte Allan Kardec que “a prática espírita é difícil, apresentando escolhos que somente um estudo sério e completo pode prevenir. [...] São coisas com as quais não se deve brincar e acreditamos que seria inconveniente pô-las ao alcance de qualquer estouvado que inventasse conversar com os mortos”.

“[...] as experiências feitas com leviandade, sem conhecimento de causa, provocam péssimas impressões nos principiantes ou pessoas mal-preparadas, tendo o inconveniente de dar uma ideia bastante falsa do mundo dos Espíritos, favorecendo a zombaria e dando motivos a críticas quase sempre bem fundadas”

O progresso do Espiritismo “vem [...], desde alguns anos, mas, seu maior progresso se verifica depois que entrou no rumo filosófico [...]. Esforçando-nos por sustentá-lo nesse terreno, estamos certos de conquistar adeptos mais úteis do que através de manifestações levianas. Temos a prova disso todos os dias pelo número de adeptos resultante da simples leitura de O LIVRO DOS ESPÍRITOS”.

Uma bela conclusão de Allan Kardec esclarece que O Livro dos Espíritos e o Livro dos Médiuns são obras, a um só tempo, complementares e até certo ponto independentes:

“Depois da exposição do aspecto filosófico da ciência espírita em O LIVRO DOS ESPÍRITOS, damos nesta obra a sua parte prática [...]. Essas duas obras, embora se completem, são até certo ponto independentes uma da outra. [...] O LIVRO DOS ESPÍRITOS [...] contém os princípios fundamentais, sem os quais talvez seja difícil a compreensão de algumas partes desta obra”.

É sempre importante lembrar que conclusões apressadas, sem a análise criteriosa de TODAS as afirmações de Allan Kardec, observadas em seu conjunto, podem levar a afirmações equivocadas ou a conclusões que não coadunam com a Teoria Espírita.
Estude e Viva!

LIVRO DOS ESPÍRITOS - PARTE 89


– O LIVRO DOS ESPÍRITOS – 
– LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS – 
– CAPÍTULO I – A LEI DIVINA OU NATURAL –
 II  CONHECIMENTO DA LEI NATURAL

(Questões 619 a 628)


Chama a nossa atenção a resposta dos Espíritos sobre os meios de conhecimento da Lei Divina proporcionada por Deus. Nela há uma questão fundamental que devemos observar: trata-se da diferença entre CONHECIMENTO e COMPREENSÃO. Em primeiro lugar, dizem os Espíritos, TODOS podem conhecer a Lei de Deus. Isto quer dizer que NEM TODOS a conhecem.

Note que o Espírito é criado simples e ignorante. Partiu daquilo que conhecemos como princípio inteligente. Nesse sentido, o conhecimento é adquirido à medida que a inteligência é desenvolvida. Numa expressão mais simples: algo é conhecido quando o indivíduo volta sua atenção para o objeto do conhecimento. E, nesse caso, é preciso lembrar que, dotado do livre-arbítrio, o qual também se desenvolve (Q, 262, LE), a liberdade para fazer escolhas e sofrer suas consequências é, também, processo gradual – não há saltos na natureza. Daí resulta que poderá haver conhecimento sem que exista a compreensão.

Vejamos a resposta dos Espíritos à questão 262.a de O Livro dos Espíritos. Um espírito que, por inferioridade ou má vontade, não está apto a COMPREENDER o que lhe seria mais proveitoso, poderá sofrer uma imposição de existência que lhe sirva de adiantamento. Trata-se do fato de que a Lei Divina deve ser cumprida, portanto, haverá conhecimento, mas, não a compreensão dos motivos pelos quais elas devem ser aplicadas. A existência encarnatória é fruto da Misericórdia Divina, oportunidade de aprendizado, melhora e reparação. Nesses casos, a experiência nos mostra que muitos Espíritos sabem (conhecem) essa Lei, mas, não a compreendem, pois, reputam a Deus a qualidade de carrasco que castiga e não de Pai que educa.

Quanto à compreensão das Leis Divinas, há um determinismo, isto é, TODOS A COMPREENDERÃO, pois, é necessário que o progresso se realize. No entanto, o processo é gradativo. Cada Espírito determina o tempo (o quando), pois, Deus não viola a consciência individual.

A diferença capital entre conhecimento e compreensão tem lugar no Estudo, na pesquisa. Afirmam os Espíritos que aqueles que se ocupam em COMPREENDER a Lei de Deus são os seres humanos de bem. Enquanto o Espírito não alcança esse “degrau” pode ter conhecimento, mas, não possui compreensão, pois, essa última requer elevação do senso moral.

Há em cada um de nós uma luta. Um conflito. A compreensão da Lei Divina depende do grau de perfeição que o indivíduo tenha atingido. Quando o Espírito encarna conserva a lembrança da Lei Divina como lembrança intuitiva, o que causa o esquecimento são as más tendências, as imperfeições, as paixões, por assim dizer. Todavia, todos possuem a Lei Divina gravada na consciência (Q. 621, LE).

Pense numa escola. Quantos de nós ao adquirirmos o conhecimento de determinadas informações, equações, etc., não julgamos que são “conhecimentos desnecessários”, que “não vamos usar isso nunca”? Assim acontece com o Espírito que passa por sucessivos processos reencarnatórios. Pelo acúmulo de informações e experiências é necessário que sejamos lembrados da importância de muito do que conhecemos. Isto ocorre com as Leis Divinas, gravadas em nossa consciência, que precisam, de tempos em tempos, ser lembradas. Eis o motivo das REVELAÇÕES DIVINAS.

Chegamos, portanto, aos reveladores. Deus outorgou a certos indivíduos a missão de revelar sua lei. Mas, nem todos que trataram do tema foram emissários enviados. Esse é o verdadeiro exemplo daquele que CONHECE, mas, NÃO COMPREENDE. Conhecendo a informação, porém, não a compreendendo, viram um meio de lograr enriquecimento, adquirir poder, entre outras tantas paixões humanas. São os que o Cristo chamou de FALSOS CRISTOS e FALSOS PROFETAS. Aqueles que vieram com a MISSÃO DE REVELADORES, inspirados por Deus, são Espíritos superiores que encarnaram justamente para tal mister.

E, nesse caso, é importante lembrar as características do VERDADEIRO PROFETA são: um ser humano de bem, inspirado por Deus, que pode ser conhecido por suas palavras e ações, que não mente e somente ensina a verdade. (Q. 623 e 624, LE).

Para uma comparação segura Deus nos ofereceu o TIPO MAIS PERFEITO para nos servir de MODELO E GUIA (modelo para copiar e guia para seguir no caminho), trata-se de JESUS (Q. 625, LE). Nenhuma de suas instruções eram apenas leis humanas ou tinham como objetivo servir a paixões e, menos ainda, para dominar os seres humanos. Seu objetivo: instruir o Espírito a atingir a verdadeira pureza para ver, compreender Deus e O auxiliar no processo de co-criação no plano maior (Vós sois deuses, podeis fazer o que Eu faço e muito mais, disse-nos Jesus).

Toda a história do gênero humano sempre apresentou indivíduos que meditaram sobre a sabedoria, compreenderam as Leis Divinas e as ensinaram. Ensinos certamente incompletos, mas, que prepararam o terreno para a chegada de Jesus. Notadamente, as Leis Divinas estão gravadas na Natureza e à disposição de todos os que quiseram conhecê-las e desejaram buscá-las. Lembremos que muitas regras mencionadas no ensino de Jesus não eram novas, mas, elementos que constituíam a doutrina moral de todos os povos.

E, nesse contexto, qual é a utilidade do ensinamento dos Espíritos (afirmamos tanto que o Espiritismo é a terceira revelação, não é mesmo?), se Jesus nos ensinou as verdadeiras Leis de Deus? Por ser um ensino muito alegórico, em forma de parábolas, difícil de se compreender por muitos daquela época e, com certeza, na atualidade, o Espiritismo veio explicar e desenvolver essas leis, a fim de torná-las compreensíveis e disseminar sua prática na Terra (Q. 627, LE).

A missão dos Espíritos é despertar, com ensinos claros e precisos, a fim de que NINGUÉM possa mais interpretar as Leis de Deus ao sabor de suas paixões e nem falsear o sentido de uma LEI QUE É TODA AMOR E CARIDADE.

Concluímos com O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Q. 628:

“Jamais houve um tempo em que Deus permitisse ao homem receber comunicações tão completas e tão instrutivas como as que hoje lhe são dadas”.

Advertência dos Espíritos:

1)     “[...] nenhum antigo sistema filosófico, nenhuma tradição, nenhuma religião a negligenciar, porque TODOS encerram germes de GRANDES VERDADES, que embora pareçam contraditórias entre si, espalhadas que se acham entre acessórios sem fundamento, são hoje muito fáceis de coordenar, GRAÇAS A CHAVE QUE VOS DÁ O ESPIRITISMO DE UMA INFINIDADE DE COISAS QUE ATÉ AQUI VOS PARECIAM SEM RAZÃO, E CUJA REALIDADE É VOS AGORA DEMONSTRADA DE MANEIRA IRRECUSÁVEL.
2)     Não deixeis de tirar temas de estudo desses materiais. SÃO ELES MUITO RICOS E PODEM CONTRIBUIR PODEROSAMENTE PARA VOSSA INSTRUÇÃO.

Estude e Viva!

Uberaba – MG, 29 de Novembro de 2019.
Beto Ramos

SEGUNDA JORNADA ESPÍRITA DE UBERABA - JESUBE 2019




Nos dias 15, 16 e 17.11.2019 aconteceu na cidade de Uberaba – MG a SEGUNDA JORNADA ESPÍRITA. O evento, de elevado nível de organização, contou com as presenças de André Luís Iesi Sobreiro, Anete Guimarães, Antônio César Perri de Carvalho, Hyago Manieri Lima, Paulo Henrique de Figueiredo e Rafael Papa.

A JESUBE, evento que inova junto ao movimento espírita de Uberaba e região, é produzido no formato de JORNADA. Os encontros acontecem em vários dias e conta com atividades diversas. Além das tradicionais palestras, a Jornada Espírita permite a integração entre expositores, oradores e participantes em atividades colaborativas. 


O público não só recebe informações importantes, mas, também, tem a possibilidade de fazer questionamentos e proposições para os oradores espíritas que coordenam as atividades em Oficinas de Trabalho.

O último dia é reservado para um encontro com os expositores e o público, onde se realiza uma RODA DE PROSA ESPÍRITA com perguntas e respostas.


A SEGUNDA JORNADA ESPÍRITA DE UBERABA – JESUBE, neste ano de 2019, contou com 03 (três) oficinas de trabalho.

A JUVENTUDE JESUBE reuniu-se durante 02 (duas) manhãs, nos dias 15 e 16 e teve a oportunidade de apresentar o resultado de suas atividades culminando com palestra de Hyago Manieri LimaA madureza reuniu-se nas tardes dos dias 15 e 16 com a Oficina conduzida por Paulo Henrique de Figueiredo e Anete Guimarães.

Paulo Henrique trabalhou o tema AUTONOMIA, trazendo o resultado de pesquisas com informações inéditas para o movimento espírita, uma vez que se constatou a adulteração da Obra A Gênese de Allan Kardec. 

Como enfatizou Paulo Figueiredo: “Estamos vivenciando uma oportunidade incrível da restauração da palavra original de Allan Kardec, que nunca mais será adulterada”.



Anete Guimarães trabalhou o tema ALIANÇA DA CIÊNCIA COM A RELIGIÃO.




Os oradores que coordenaram atividades em Oficinas de Trabalho trouxeram palestras que continham informações complementares aos temas dirigidos nas oficinas.


Paulo Figueiredo tratou do tema de sua atual obra: AUTONOMIA – A HISTÓRIA JAMAIS CONTADA NO ESPIRITISMO.




Anete Guimarães abordou o tema central da JESUBE: “O QUE O CRISTO ESPERA DE NÓS...”.








Antônio César Perri de Carvalho falou sobre CHICO XAVIER, O HOMEM, A OBRA E AS REPERCUSSÕES.






Rafael Papa em brilhante exposição mostrou que ELE SENTE FOME – PARTE DO VERSÍCULO DA FIGUEIRA SECA. 






André Sobreiro abordou os ASPECTOS MORAIS DA LEI DE DESTRUIÇÃO e Hyago Manieri advertiu a todos que os Espíritas devem atentar para SEXUALIDADE E RESPEITO.


Todo o evento contou com transmissão simultânea para o Brasil e o mundo pelas lentes e o grandioso trabalho realizado pela equipe RAETV liderada pelo dedicado profissional JOSÉ APARECIDO DOS SANTOS.




O evento contou com lançamentos de Livros conduzidos pela Livraria UNIVERSO ESPÍRITA. Também colaborou com a JESUBE 2019: Fraternidade Sem Fronteiras, Instituto Costurando com Amor, equipe do SOS PRECES de Belo Horizonte e BAZAR DA CASA ESPÍRITA DE CÁRITAS. Todos os dias foram regados ao melhor atendimento e, também, custo/benefício, com deliciosos alimentos servidos pela LANCHONETE CÁRITAS em parceria com ARTES BOLOS.

Todo o evento foi realizado no Cine Teatro Municipal Vera Cruz, onde a JESUBE 2019 recebeu apoio integral de toda a equipe de funcionários e colaboradores do Teatro e da Fundação Cultural de Uberaba. O cenário é produto de trabalho colaborativo com o empréstimo de vasos de plantas naturais da empresa FLORICULTURA TULIPA, quadros e vasos de plantas naturais pela Livraria Academia do Pensamento, vasos de plantas cedidos pelo senhor Carlos Freitas, tecidos cedidos pelo Instituto Revelare e móveis cedidos pela empresa NBC MÓVEIS. A decoração foi cortesia da empresa SONHO ENCANTADO.

Foram, também, parceiros desta JESUBE 2019, além dos patrocínios registrados nos panfletos e cartazes, as empresas: CAFÉ DO PRODUTOR, BENDITA VEGANA E SAVETUR TURISMO E VIAGENS.


A empresa HAVANA PALACE HOTEL II patrocinou as hospedagens, com direito a delicioso café da manhã, dos oradores que vieram prestigiar o evento com suas presenças. Já o expositor e orador espírita do Instituo Revelare, voluntário Hyago Manieri Lima, foi hospedado, pelo segundo ano consecutivo, em apartamento cedido pela colaboradora voluntária do Instituto Revelare Juliana Balduíno.

A Comissão Organizadora da JESUBE 2019 registrou perante a redação do ESPIRITISMONEWS o agradecimento a todos os que contribuíram direta ou indiretamente para a realização do evento.



CÂMARA MUNICIPAL APROVA PROJETO DE DOAÇÃO E DESAFETAÇÃO DE ÁREA PARA O PROJETO CARITAS


MUNICÍPIO BENEFICIA POPULAÇÃO UBERABENSE COM DOAÇÃO DE ÁREA




Foto: ESPIRITISMONEWS (Instituto Revelare)

Em sessão plenária da Câmara de Vereadores do Município de Uberaba, que ocorreu no dia 29.10.2019, foi levado à apresentação, exame, discussão e votação, projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo propondo doação e desafetação de área para a Associação Humanitária dos Direitos Sociais, conhecido na cidade de Uberaba e Região como "Projeto Cáritas".

Colocado o projeto em discussão o Vereador Cleomar "Barbeirinho" defendeu que, inicialmente, parte da área havia sido doada para a Associação dos Moradores do Bairro de Lourdes requerendo subsídios legais para informar os moradores daquela região quanto à iniciativa do executivo.

Tomando a palavra o Vereador Almir Silva pediu escusas aos pares para fazer a defesa do Projeto de Lei de autoria do executivo (que já havia sido defendido pela liderança do Prefeito, Vereador Rubério dos Santos) com o que chamou "discurso reto" e sem meias palavras declarando: "quem ganhará com esse projeto de lei são os moradores do bairro de Lourdes, pois, o local está abandonado há mais de 06 (seis) anos, e, que em visita em loco testemunhou que a área não atendia os objetivos legais de associação de moradores, porque o espaço era usado como moradia e o que encontrou foi muito lixo e feno." O Vereador finalizou sua fala declarando-se favorável ao projeto enaltecendo a relevância do trabalho social do Grupo Caritas.

O Vereador Ismar Marão efetuou os questionamentos legais necessários, mas, ressaltando a relevância desse projeto de Lei, e, antes da votação iniciar, esclareceu, por sua experiência na direção do plenário da Câmara que o Projeto de Lei seria aprovado. Ao final da sessão, conforme a previsão do Presidente daquela casa, houve aprovação unânime sendo 14 (quatorze) votos favoráveis de 14 (quatorze) possíveis.

O próximo passo é a construção da sede da instituição que, nas palavras do Vice-Prefeito João Gilberto Riposatti é "exemplo de cidadania e tem feito a diferença, somando às ações da Prefeitura através dos projetos sociais que desenvolve".

A redação do ESPIRITISMONEWS parabeniza ao GRUPO CÁRITAS nas pessoas dos queridos Sebastião e da Tia Eliana pela conquista juntamente com toda a sua comunidade de colaboradores.



OPÇÃO SEXUAL, REPRESSÃO RELIGIOSA, TENDÊNCIA SUICIDA - PRECONCEITO MATA!



SUICÍDIO É COISA SÉRIA E A VIDA DOS OUTROS MAIS AINDA...





Rodrigo Westermann, foto reprodução/instagram



“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que emprega para domar as suas inclinações más.”



Aquele que se debruça sobre a Doutrina Espírita, desde cedo aprende que há clareza em seus ensinos. Não paira nenhuma dúvida, a clareza é sua essência. É nesse sentido que se percebe que a Ciência Espírita poderia ser dividida em duas partes:

- a material que somente requer olhos que observem; e,
- a moral que requer certo grau de sensibilidade para enxergar o infinito rompendo com pendores e hábitos.

Ora, neste caso, é necessário possuir inteligência fora do comum para compreender o Espiritismo? O item 4 do capítulo XVII d’O Evangelho Segundo o Espiritismo responde que NÃO. Alguns, chamados gênios, nada compreendem dessa doutrina, ao mesmo tempo que inteligências ditas vulgares apreendem com precisão seus mais delicados nuances.

Apesar da clareza dessas palavras, constata-se no Movimento Espírita, enquanto colegiado de pessoas simpáticas à doutrina e outros mais assíduos que buscam realizar tarefas para além da frequência em casas em busca do chamado “passe”, que pouco ou nenhum esforço tem sido feito para domar as inclinações más. É que os mesmos preconceitos milenares constatados noutros grupos reunidos em torno da "fé" são constatados, também, nesse Movimento.

Daí resulta que o indivíduo se constitui em verdadeiro obstáculo à missão do Espiritismo: esclarecer e consolar. Para esse mister é imperativo que o espírita não possua quaisquer resquícios de preconceitos. Dado importante, pois, aquilo que considero certo ou errado é preciso, antes, passar pelo crivo da razão e da lógica, além de ser lastreado no ensino dos Espíritos Superiores.

Diz o já citado item 4: Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral”. O problema grave está no que EU ENTENDO POR ADIANTAMENTO MORAL e o que OS ESPÍRITOS SUPERIORES ENSINAM COMO ADIANTAMENTO MORAL.

Para sanar esse impasse temos a baliza (Livro dos Espíritos, Q - 625), o modelo e o guia de qualquer ato, palavra ou pensamento é sempre JESUS. Fazendo tudo como se fosse para Ele e questionando sempre como ELE resolveria as questões sobre as quais temos que escolher um caminho, a resposta é bastante clara: O BEM É O CAMINHO.

Vamos pensar, então, sobre opção sexual, repressão religiosa e tendências suicidas. Não sendo o Espiritismo a religião do futuro, é certo que será o futuro das religiões, porque antes de tudo, é ciência e filosofia. Abordaremos, com o respeito que nos cumpre, um fato concreto. Nossa reflexão será sobre o relato de Rodrigo Westermann.

Trata-se do sobrinho-neto de conhecido pastor religioso. Rodrigo se declara gay. A intenção aqui não é questionar a posição do pastor ou sua opção religiosa. Divergimos, mas, respeitamos. Rodrigo é modelo, pertence a uma tradicional família evangélica que tem entre seus componentes um conhecido líder protestante, que atua politicamente e possui discurso divergente daquele travado entre Jesus e a mulher adúltera.

Importa-nos, todavia, a experiência de Rodrigo que disse ao colunista Léo Dias do UOL[1]: 

“Sofri muito por ser gay em família evangélica, passei por depressão, e, apesar de nunca ter pensado em me matar, sei que muitos pensam nisso todos os dias. Espero ter voz, fazer barulho para poder ajudar quem passa por isso”.

Destacamos que nessas breves palavras Rodrigo reuniu: opção sexual, intolerância religiosa e suicídio. O Espiritismo, possuindo a certeza e a resposta para a pergunta para onde iremos? precisa gritar nessa hora: A VIDA NÃO CESSA; O PROGRESSO É CONTÍNUO; AS EXISTÊNCIAS SÃO VÁRIAS; SUICÍDIO NÃO É SOLUÇÃO, É PROBLEMA.

Rodrigo também tem fala registrada na coluna de Felipe Carvalho (marie claire)[2]: Queria dizer às pessoas que passam por algo parecido não se sentirem só porque quando a família nos julga e machuca diariamente parece que a gente não tem nada, nem ninguém. Mas nós temos sim, a Deus e a nós mesmo.

Em sua conta no Instagram Rodrigo fez um depoimento relatando parte de sua experiência:

Cresci apanhando e ficando de castigo por tudo, inclusive por estar com sono às 7 da manhã e não querer ir na igreja. Ok! serviu como disciplina, me considero uma pessoa bem disciplinada. Mas esse suposto cuidado de vocês poderia ter me levado a tantos lugares ou mesmo me tirado a vida. Com 13 anos entrei em coma alcoólico por 2 dias depois de inúmeras doses de insulina acordei do nada, um milagre de um Deus que me ama como eu sou, é claro, segui bebendo e muito e sim eu tinha apenas 13 anos. Prometi mil vezes mudar, arrumei namoradas de mentira, fugi de casa, apanhei mais muitas vezes”. 

Nossa sociedade se mostra muito primitiva. Veja que até o próprio Rodrigo aceita que agressões físicas na infância seria algo positivo. Que lhe proporcionou "disciplina". Não! tal característica é espiritual. Sabemos que o preconceito, preocupação com “o que a sociedade vai dizer”, intolerância religiosa, homofobia, dentre várias outras imperfeições morais (sim, o "moralista" é o mais imperfeito) estão presentes em todos os círculos religiosos. 

A Doutrina Espírita é um manancial pouco estudado, pouco divulgado. Com seus princípios assentados sobre a igualdade perante Deus, fraternidade e solidariedade, é possível mudarmos o curso da história humana. Registre-se que no planejamento espiritual para a vinda do Espiritismo à Terra, conforme assembleia ocorrida no dia 31.12.1799, quando era preparada a encarnação do Espírito que assumiria a personalidade de Allan Kardec (capítulo 28, Cartas e Crônicas, Irmão X) foi revelado pelo Espírito da Verdade:

O Espiritismo tem a tarefa de preparar o 3º milênio do Cristianismo na Terra e inaugurar a ERA ESPÍRITA CRISTÔ.

Nos encontramos em plena Era Espírita Cristã. Portanto, quem não está ao lado do Cristo, está contra Ele. O manual de instruções é Seu Evangelho. Não aquele manipulado pelos poderes humanos que, ladeando política e religião, sempre deturparam a mensagem divina para alimentar as guerras fratricidas. Os seres humanos de bem, aqueles que são BENEVOLENTES PARA COM TODOS, aqueles que PERDOAM AS OFENSAS, aqueles que são INDULGENTES COM AS IMPERFEIÇÕES ALHEIAS, verdadeiros espíritas, porque verdadeiros cristãos, são chamados à tarefa.

SUICÍDIO É COISA SÉRIA E A VIDA DOS OUTROS MAIS AINDA...

Respeitemo-nos uns aos outros!

PLATÃO E A DOUTRINA DA ESCOLHA DAS PROVAS

Através dos curiosos documentos célticos que publicamos em nosso número de abril, vimos que a doutrina da reencarnação era professada ...