APRECIAÇÃO DA OBRA A GÊNESE - por São Luís

Esta obra vem na hora certa, na medida em que a doutrina está hoje bem estabelecida do ponto de vista moral e religioso. Seja qual for a direção que tome de agora em diante, tem precedentes muito arraigados no coração dos adeptos, para que ninguém possa temer que ela se desvie de seu caminho.

O que importava satisfazer antes de tudo, eram as aspirações da alma; era suprir o vazio deixado pela dúvida nas almas vacilantes em sua fé. Esta primeira missão hoje está cumprida. O Espiritismo entra atualmente em uma nova fase; ao atributo de consolador, alia o de instrutor e diretor do espírito, em ciência e em filosofia, como em moralidade. A caridade, sua base inabalável, dele fez o laço das almas ternas; a Ciência, a solidariedade, a progressão, o espírito liberal dele farão o traço de união das almas fortes.

Conquistou os corações que amam com armas de doçura; hoje viril, é às inteligências viris que se dirige. Materialistas, positivistas, todos os que, por um motivo qualquer, se afastaram de uma espiritualidade cujas imperfeições suas inteligências lhes mostravam, nele vão encontrar novos alimentos para sua insaciabilidade.

A Ciência é sua senhora, mas uma descoberta chama outra, e o homem avança sem cessar com ela, de desejo em desejo, sem encontrar completa satisfação. É que o Espírito também tem suas necessidades; é que a alma mais ateísta tem aspirações secretas, inconfessadas, e que essas aspirações reclamam seu alimento.

A religião, antagonista da Ciência, respondia pelo mistério a todas as questões da filosofia céptica. Ela violava as leis da Natureza e as adaptava à sua fantasia, para daí extrair uma explicação incoerente de seus ensinamentos. Vós, ao contrário, vos sacrificais à Ciência; aceitais todos os seus ensinamentos sem exceção e lhe abris horizontes que ela supunha intransponíveis.

Tal será o efeito desta nova obra; não poderá senão assegurar mais os fundamentos da crença espírita nos corações que já a possuem, e fará dar um passo à frente para a unidade a todos os dissidentes, à exceção, entretanto, dos que o são por interesse ou por amor próprio; esses o vêem com despeito sobre bases cada vez mais inabaláveis, que os lançam para trás e os rechaçam na sombra.

Só havia pouco ou nenhum terreno comum onde se pudessem encontrar. Hoje, o materialismo vos acotovela por toda parte, porque estando em seu terreno, não estareis menos no vosso, e ele não poderá fazer outra coisa senão aprender a conhecer os hóspedes que lhe traz a filosofia espírita. É um instrumento de duplo efeito: uma sapa, uma mina que ainda derruba algumas ruínas do passado, uma colher de pedreiro que edifica para o futuro.

A questão de origem que se prende à Gênese é para todos uma questão apaixonada. Um livro escrito sobre esta matéria deve, em conseqüência, interessar a todos os espíritos sérios. Por esse livro, como vos disse, o Espiritismo entra numa nova fase e esta preparará as vias da fase que mais tarde se abrirá, porque cada coisa deve vir a seu tempo. Antecipar o momento propício é tão prejudicial quanto deixá-lo escapar.

Paris, 18 de dezembro de 1867 – Médium: Sr. Desliens (RE FEV/1868).

CARTA ABERTA AOS ESPÍRITAS


Na questão 625 do Livro dos Espíritos foi nos apresentado o Modelo e Guia para a Humanidade: JESUS CRISTO. Os Espíritas, de modo geral, respondem que buscam Jesus como modelo e Guia. Se assim é, lembramos que uma das lições do Espírito da Verdade no Evangelho Segundo o Espiritismo constitui-se em verdadeiro mandamento: Espíritas, Amai-vos; eis o primeiro o ensinamento; INSTRUÍ-VOS, eis o segundo.

Peço vênia par tocar em um tema que tem se espalhando e contagiado o meio espírita, cujo interesse dos espíritos endurecidos e inimigos do trabalho realizado por Jesus e que estão “guiando” certas “inteligências” é a separatividade.

Trata-se dos EVENTOS ESPÍRITAS. Temos nos deparado com duas posições singulares que destoam dos ensinamentos do Espírito da Verdade acima. Há, inclusive, uma disseminação de artigos com exposições inflamadas, como se toda e qualquer pessoa coubesse na mesma “caixinha” desses, perdoe-me a franqueza, “pseudo-sábios”, senão vejamos:

a) EVENTO PAGO: desculpem-me por ocupá-los com coisa tão banal e trivial, pois, o ser humano médio compreende por quais motivos torna-se necessário promover cobrança para participação em eventos. SIMPLES: há custos. Então, ALGUÉM PAGA, ALGUÉM BANCA, ou cotiza-se entre os participantes. A ENTRADA PAGA É FORMA DE COTIZAÇÃO. Há um evento em Uberaba que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de Outubro de 2018 com participação de 05 expositores, 06 palestras, 02 oficinas e 01 encontro de jovens, cuja colaboração para participação no mesmo custa para o interessado R$ 20,00 (vinte reais). Para participação em TODO O EVENTO.

Ora, boicotar, disseminar o ódio, espalhar a intolerância ou se colocar como “dono da verdade” em razão de pensar diferente, é sim DESCUMPRIR o primeiro ensinamento do Espírito da Verdade. NÃO HÁ CARIDADE OU AMOR. Menos ainda, qualquer ato de Justiça, para aqueles que vão defender a posição com base no “equilíbrio”. Quando há julgamento por ideias preconcebidas manifesta-se a intolerância e, segundo Emmanuel, esta é a AFLIÇÃO DO FANÁTICO.

Lembre-se que junto aos apóstolos contemporâneos a Jesus e os que vieram em seguida havia coleta para auxiliar na disseminação da Boa Nova. André Luiz, na Obra Conduta Espírita, nos convida a não receber subvenções de organizações governamentais para que não haja interferência alienígena no movimento espírita. Portanto, devemos cotizar entre nós os espíritas.

b) TRABALHO EM NOSSA CASA NO DIA DO EVENTO: aqui, novamente, uma demonstração que estamos seguindo muita coisa, MENOS JESUS.

Jesus pregava por onde passava, reunia assembleias em seu entorno. Temos seu encontro com os 70, com os 500 da Galileia, diversos encontros em diversas casas, montanhas e montes. Jesus não somente concentrou seus esforços “nas curas” ou nos “fenômenos”, “nos milagres e predições”. Esforçou-se por espalhar a Boa Nova.

Deixar de prestigiar grandes eventos em razão de dizer que tem trabalho na Casa Espírita, perdoe-me, mas, é fugir à responsabilidade. O ensinamento do Espírito da Verdade não usa nenhum “porém, contudo, mas ou vírgula”. Ao final há um ponto, que pode ser de exclamação, certamente: INSTRUÍ-VOS.

Ainda com André Luiz na Obra Conduta Espírita:

Quem aprende pode ensinar e quem ensina aperfeiçoa o aprendizado”.

Alongar ou estender algo que fica muito claro é partir há um campo o qual não me permito, pois, cada um é responsável pelo próprio plantio, lembrando que a colheita é certa.

Uberaba – MG, 2018, Século XXI.
Beto Ramos
Espírita

ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS – parte 69




CAPÍTULO VIII


EMANCIPAÇÃO DA ALMA

IV LETARGIA, CATALEPSIA, MORTE APARENTE

(Questões: 421 a 424)


Neste item do capítulo Allan Kardec irá tratar de algumas questões que, antes de adentrar à mesmas, é necessário saber o significado de cada expressão, a fim de compreender mais e melhor o objeto do estudo. Assim, temos:

1. LETARGIA – em psicopatologia trata-se de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Também, tem significa a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.

2. CATALEPSIA – em psicopatologia é o estado no qual o paciente conserva seus membros em uma posição que lhe foi dada por terceiros (surge em certos problemas mentais graves e se inscreve no quadro da esquizofrenia).

3. MORTE APARENTE – é o estado transitório em que as funções vitais “aparentemente” estão abolidas, o ser fica imóvel, inconsciente e sem respirar. Pode ser causada por doença, acidente ou uso de substâncias depressoras do sistema nervoso central. A temperatura corporal pode cair ocasionando rebaixamento das funções cardiorrespiratórias, o que pode clinicamente apontar como morte real.

Após passarmos a conhecer, mesmo relativamente, o que significa cada expressão, voltemos às questões de O Livro dos Espíritos. Esclarecem os Espíritos que os letárgicos e os catalépticos não se manifestam pelos órgãos do corpo físico, mas, geralmente, ouvem e veem o que se passa em torno deles. Afirmam que é o Espírito, mantendo o estado de consciência, impossibilitado de comunicar-se, ouve e vê em lugar dos órgãos corporais.

A manifestação dos Espíritos encarnados no plano físico ocorre por intermédio do corpo. No estado de catalepsia ou letargia, isto é impossível. Por isto, não há como o Espírito comunicar-se. Todavia, no plano astral o Espírito continua agir, pois, como afirmado, está consciente.

Questionados por Kardec se a Alma desliga-se totalmente do corpo físico no estado letárgico, os Espíritos Superiores esclareceram que não há tal possibilidade. O corpo não está morto, portanto, suas funções continuam a realizarem-se em estado latente, sem extinção. Estando vivo o corpo a regra vigente, isto é, a lei natural é que o Espírito está ligado ao corpo até que os laços sejam rompidos totalmente pela desagregação dos órgãos, pela morte real. O ser humano “morto” que “volta à vida” é porque A MORTE NÃO ESTAVA CONSUMADA.

Esclarecendo-nos sobre o MAGNETISMO, os Espíritos Codificadores ensinam que é possível dispensar cuidados e renovar os laços prestes a se romperem, devolvendo fluído vital que estava faltando ao organismo do ser por meio desse poderoso meio. Allan Kardec conclui que a ação magnética poderá ser usada nestes casos para desfazer artificialmente a catalepsia.

Não foi por menos que o Codificador afirmou que O MAGNETISMO ANIMAL é a CIÊNCIA COIRMÃ DO ESPÍRITISMO. Estude O Livro dos Espíritos e aproprie-se da Consolação oferecida pela Doutrina dos Espíritos.

ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS - PARTE 68





CAPÍTULO VIII – EMANCIPAÇÃO DA ALMA

III TRANSMISSÃO OCULTA DO PENSAMENTO

(Questões: 419 a 421)


Como vimos, durante o sono, a alma “emancipa-se”, isto é, apropria-se do estado em que se comunica com os outros Espíritos. Após o despertar do corpo físico (é apenas o corpo quem dorme), o Espírito se recorda do que aprendeu podendo, inclusive, "fazer" ou "criar" algo que até então era desconhecido. Os demais poderão julgar se tratar de alguma "invenção".

Todavia, no caso de uma descoberta, por exemplo, a mesma ideia poderá surgir ao mesmo tempo em vários pontos do planeta. Nada tem de assombroso nisto. Importante recordar sempre: para os Espíritos o pensamento é tudo.

Libertos do corpo humano os Espíritos reúnem-se em comunidades diferentes daquelas experimentadas na atual encarnação. Assim é que Espíritos de uma mesma “família espiritual” se encontram no plano astral. O que, no estado de corpo físico desperto, não será possível, pois, na maioria das vezes não se encontram na mesma região geográfica do planeta.

Trata-se, também, de uma estratégia para propagação de uma ideia, pois, nossos Espíritos revelam a outros Espíritos, à revelia do nosso arbítrio em estado de atividade física, tudo aquilo que constitui o objeto das nossas preocupações.

O corpo físico exerce grandes bloqueios às faculdades do Espírito, resultado de sua ligação que durará até a morte. Contudo, o Espírito não está como que dentro de uma caixa da qual não pode sair. Pelo contrário. O Espírito irradia em todo o seu entorno.

Não se esqueça de que o perispírito tem propriedades de plasticidade, assim como o pensamento do Espírito irradia-se e cria uma psicosfera ao redor do corpo físico. Desta forma, é possível a comunicação entre os Espíritos quando o corpo físico está "acordado", embora como afirmado isso seja mais difícil do que quando o corpo físico está em repouso.

Prova disso são os pensamentos simultâneos entre pessoas. São Espíritos simpáticos que se comunicam por meio do pensamento. Na verdade, estão tão sintonizados que a faculdade de visão espiritual fica mais aguçada e permite que ambos vejam os seus pensamentos reciprocamente, mesmo quando estão acordados. A humanidade prefere acreditar que seja uma “mera coincidência”, mas, em verdade, é comunicação entre Espíritos afins.

Quando começarmos a dar valor no ensino dos Espíritos, em muitas ocasiões poderemos nos comunicar, isto é, falar a linguagem dos Espíritos, que permitirá a duas pessoas se verem e se compreenderem sem a necessidade dos signos, isto é, o uso exterior da linguagem. Como afirmado, para os Espíritos o pensamento é tudo.

Estude O Livro dos Espíritos e aproprie-se da Consolação oferecida pela Doutrina dos Espíritos.

ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS – PARTE 67

CAPÍTULO VIII

– EMANCIPAÇÃO DA ALMA

II – VISITAS ESPÍRITAS ENTRE VIVOS

– (Questões: 413 a 418) –


Um tema muito interessante foi objeto de questionamento feito por Allan Kardec aos Espíritos Codificadores:

"Haveria duas existências, propriamente falando, quando o Espírito se emancipasse da alma, isto é, no repouso do corpo físico, por exemplo?".

Os Espíritos esclarecem que o corpo cede lugar à alma.

Compreendemos que o ensinamento aqui nos esclarece que durante o tempo em que o corpo físico não está em repouso, este controla a alma em grande parte.

Consequência do ensino anterior (a encarnação para o Espírito é como estar em uma prisão), em nosso entendimento os Espíritos, conforme o ensino dos Espíritos, não há duas existências, mas, duas fases desta. Não há uma vida de maneira dupla.

Para os que se recordam das experiências vividas durante o sono, nada há do que se espantar. Os Espíritos visitam-se mutuamente. Sendo parte de uma família muito maior (na pátria espiritual) é comum que visitemos, durante o sono, amigos, parentes, conhecidos e demais pessoas que podem nos ser úteis. Ocorrências comuns e de muita frequência.

Esses encontros podem gerar ideias (Q-415), que parecerão surgir espontaneamente, mas, não passam de resultado das conversas entre Espíritos. Se a ideia não vem de maneira imediata ao acordar, virá no momento oportuno, pois, o Espírito se lembra sempre (Q-410-a).

Já ouvimos muitos confrades dizerem que basta comandar a si mesmo, antes de dormir, que deseja, por exemplo: estudar no plano espiritual. Feito isto, o Espírito seguiria para cumprir o determinado pelo pensamento no estado de vigília.

Todavia, não é assim que ocorre o processo. Estamos longe de comandar o Espírito desperto. Não comandamos nem os nossos desejos primários.

Quando o Espírito se liberta da matéria ocorrem as hipóteses a seguir, as quais não esgotam o assunto:

1. Para aqueles que são elevados, a vida material não lhe interessa.

2. Alguns chegam a passar de maneira totalmente diferente da vida física a vida espiritual.

3. Outros usam a existência espiritual para se entregarem a paixões inferiores.

4. Pode ocorrer de o Espírito fazer algo que foi desejado no seu estado de vigília, todavia, essa NÃO É A RAZÃO DETERMINANTE.

Por fim, conclui-se que os Espíritos encarnados, durante o sono, podem se reunir em assembleias, em face de laços de amizades antigos (existências anteriores) ou novos (existência atual), cujas ideias absorvidas em suas conversações são trazidas como intuição ao acordarem (quase sempre ignorando a fonte).

Por exemplo, quando se julga que um amigo está morto, como Espírito pode-se encontra-lo e saber como está. Não havendo a imposição necessária em crer-se que havia morrido, terá um pressentimento de que vive (o contrário também), em razão das conversações com o mesmo.

Estude O Livro dos Espíritos e aproprie-se da Consolação oferecida pela Doutrina dos Espíritos.

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Esta obra vem na hora certa, na medida em que a doutrina está hoje bem estabelecida do ponto de vista moral e religioso. Seja qual for a ...