ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - PARTE 95

LIVRO DOS ESPÍRITOS
LIVRO TERCEIRO - CAPÍTULO II
LEI DE ADORAÇÃO
IV - DA PRECE
(Questões 658 a 666)


No estudo de hoje abordaremos um tema muito relevante: A PRECE. Allan Kardec, Codificador do Espiritismo, dedicou na Obra Evangelho Segundo o Espiritismo dois importantes capítulos que tratam desse tema, a saber: "Pedi e Obtereis", Capítulo XXVII e, "Coletânea de Preces Espíritas", Capítulo XXVIII. Esse último é iniciado pela prece dominical.

Antes dos comentários acerca das questões de O Livro dos Espíritos, é preciso recordar que os Espíritos sempre diesseram: "A forma não é nada, o pensamento é tudo. Faça cada qual a sua prece de acordo com as suas convicções, e de maneira que mais lhe agrade, poir um bom pensamento vale mais do que numerosas palavras que não tocam o coração" (item 1, Cap. XXVIII, E.S.E). Isto é: não há formulário absoluto, o que importa nesse capítulo em especial é compreedê-lo como uma variante das instruções dos Espíritos, de forma a aplicar os princípios da moral evangélica do Cristo, estudada na Obra Evangelho Segundo o Espiritismo.

Portanto, as preces apresentadas pelo Espiritismo complementam os ditados dos Espíritos sobre os nossos deveres para com Deus e o próximo, conforme os princípíos da Doutrina Espírita que estão contidos naquela coletânea de preces do capítulo ora referido.

Diante disto e voltando a'O Livro dos Espíritos (Q. 658) percebemos que, ao orar a Deus, o que importa é a intenção daquele que faz a prece. Prefere-se o sentimento e não as palavras. Aquele que usa o nome de Deus, mas, é vão, orgulhoso e egoísta, sem apresentar um ato sincero de arrependimento e humildade verdadeira, não consiguirá tocar Deus. A prece deve ser proferida com FÉ, FERVOR E SINCERIDADE.

Fervor é uma expressão que indica a intensidade do sentimento daquele que faz a prece, a emoção. Sinceridade significa ser franco, ter lisura de caráter (moral). A  é a absoluta confiança em Deus. Sem esses requisitos, como esclarecido, a prece não será mais do que um formulário, um amontoado de palavras (que muitos nem sabem o que significam) sem qualquer efeito.

Como aprendemos na Q. 649, a adoração é a elevação do pensamento a Deus, aproximar a alma ao Criador. A prece é um ato de adoração. Portanto, é uma maneira de elevar a alma a Deus, de aproximar-se Dele. Elevando o pensamento a Deus com franqueza (reconhecendo a si mesmo e o grau evolutivo em que se encontra com todas as imperfeições e o que já conseguiu reformar), com absoluta confiança, deixando fluir os mais puros sentimentos (tristezas, angústias, alegrias, felicidade, amor, etc.), aquele que ora poderá louvar, pedir e agradecer a Deus (Q. 659).

Novamente, retornamos na ideia de mérito e de mereceimento. Todos fazem prece, inclusive o mau caráter, o ciumento, o invejoso, o implicante, o desprovido de benevolência e o que não tem indulgência (não reconhece que compartilha os mesmos defeitos que enxerga no próximo).

Para todo aquele que ora, a prece é modo de promover uma introspecção, isto é, voltar-se para o seu íntimo, mergulhar profundamente no "Eu" e fazer um estudo de si mesmo (Q. 660-a). Quem faz a prece com os requisitos acima explicados se torna mais forte contra as tentações do mal, se aproxima dos Bons Espíritos que Deus envia para o assistir. A pessoa, portanto, torna-se melhor e o socorro é jamais recusado (Q. 660). Quem confia, é sincero e reconhece as próprias emoções, certamente sabe o que pedir para obter.

A prece não oculta a falta de ninguém e muito menos as perdoa. É necessário compreender a Lei de Repercussão. Perdoe para ser perdoado. É preciso mudar de conduta. É necessário agir no bem, pois, os atos valem mais do que as palavras (Q. 661).

A oração é útil para os outros, pois, o Espírito que assim procede o faz pela vontade de fazer o bem. Para os Espíritos o pensamento é tudo. O pensamento e a vontade provoca um poder de ação que se estende além dos limites da esfera corpórea. Com sinceridade de sentimentos é possível chamar os bons Espíritos em auxílio do próximo necessitado. Esses bons Espíritos não substituem a vontade e o desejo daquele que pretendemos auxiliar, mas, sugerem bons pensamentos e dão a força necessária para o corpo e alma (Q. 662).

A prece não é mecanismo ou instrumento para modificar a natureza das provas ou lhes mudar o curso. A prece, por outro lado, confere o bom ânimo, pois, os bons Espíritos são atraídos e esses auxiliam dando força e coragem para suportar. Daí vem a resignação. As provas, as expiações, são resultados de nossas escolhas (certas ou erradas), da imprevidência. Mas, pedidos justos são sempre escutados por Deus. A assistência divina ocorre de modo sutil, de modo natural, chegam até a parecer o acaso ou a força das circunstâncias. Mas, é nessa hora que é preciso reconhecer a Providência de Deus. Muitas vezes somos compelidos a pensar no meio adequado para sair, por esforços próprios, dos embaraços que, muitas vezes, são criados por nossa invigilância. (Q. 663).

O poder de uma oração sincera, talvez, não é conhecido pela maioria dos Espíritos. Mas, há utilidade em toda prece honesta. Não é possível mudar os desígnios Deus (que é levar os Espíritos à perfeição), mas, a prece alivia, consola e traz felicidade, além de unir corações. A prece é útil para os mortos, pois, como já afirmado, atrai os bons Espíritos e esses são consoladores e difundem a esperança. O Cristo ensinou o amor mútuo. Outra Lei que rege o Universo é de Intercessão. Todos chegaremos ao estágio de ter interesse e piedade por todos os demais Espíritos. Essa é a Lei imutável de Deus: a do AMOR. A união dos seres e a unidade é o objetivo e o fim do Espírito (Q. 664/665).

Deus é a Suprema Inteligência. Os bons Espíritos são seus mensageiros, executam suas determinações. Cada Espírito ocupa um degrau na escala evolutiva. Na se faz nada sem a permissão do Criador. Orar aos bons Espíritos somente será importante e eficaz se forem preces agradáveis a Deus, ou seja, com FÉ, COM FERVOR e COM SINCERIDADE (Q. 666).

Uberaba, MG, 28 de Março de 2020.
Beto Ramos

BRASILEIROS E BRASILEIRAS MOSTRAM SUA CARA. AFINAL NADA FICARÁ OCULTO!


UMA COMÉDIA NADA DIVINA E SEM GRAÇA

No mundo dos aprendizes o que mais se encontram são adversários. A novela da vida real é um conto desta ou doutra vida? As cenas são dantescas. Mas, que importa? Nem se explicar que retratam o inferno de Dante o interlocutor terá qualquer noção do que se trata. Sentenciará: prendam esse tal Dante comunista e o enviem para Cuba.

A boa nova - e é preciso ter uma - é que a educação é um propósito constatável na própria obra da Criação. O problema é que resolveram questionar o Criador; que história é essa de repartir tudo com os seres humanos? É preciso deixar que o livre mercado regule essa relação. A coisa chega a ficar tão séria que a proposta é taxar a luz solar.

Cristianismo, comunismo, capitalismo, materialismo, espiritualismo... É tanto ismo que já pregam a desnecessidade de saber o que significa ou que filosofia representam... A coisa é "acertar" alguém com o termo, não importando em que ocasião ou qual o assunto dialogado. Ops! Diálogo é algo que se tornou ofensa grave; o negócio é gritar, ofender, xingar e partir para as vias de fato.

Nesse inferno tupiniquim de Dante Satanás foi confundido com qualquer deus da mitologia grega. No século XXI das sondas em Marte e em cometas, carros sem condutores, surge a ideia de alguém usando cavalo e espada. Típica figura templária sem cruzadas, cujo propósito é defender os templos carregados de ideias da idade média.

Precisaremos prestar atenção nas lições verdadeiras: o ceifeiro se põe a caminho. Duros trigos, resistentes à unha, se mostrarão totalmente diferentes dos "lolium temulentum". Se não entendeu, explico:

"É imperioso saibamos amar e educar os semelhantes com a força de nossas convicções e conhecimentos, a fim que o Reino de Deus se estenda no mundo".[1].

Mansos, pacíficos e misericordiosos herdarão a Terra.

[1] XAVIER, Francisco C. Contos desta e doutra vida. Ditado pelo espírito Irmão X. FEB: Brasília, 1964.

QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER


"NÃO HÁ MESSIAS DE ARMA NA MÃO, JÁ ANUNCIAVA O CRUCIFICADO AO CANTAR O SALMO 22, O QUAL PREDIZIA O SOFRIMENTO QUE SOMOS CAPAZES DE IMPOR À VERDDE NO SEU ESPÍRITO MAIS PURO"


Eis-nos, novamente, diante de nossos velhos problemas de simpatia e desafeto, amor e ódio, fixados em ideias que não nos deixam entrever as luzes nesse grande túnel, envoltos nas paixões sombrias que nos levam, sem qualquer dúvida, para o abismo. Estamos diante da nossa queda bíblica individual. Sem aprender com os próprios erros cometemos os velhos crimes, sujamos as mãos com o sangue irmão e não aproveitamos os recursos oferecidos pelo tempo para a própria regeneração.

De fato, qual a missão da terra brasileira no mundo moderno?  Qual o sentido espiritual dessa missão? Qual será o seu grande momento no relógio que marca os dias da evolução da Humanidade? Quando o país começará a escrever a sua epopeia de realizações morais em favor do mundo? Quanto tempo no relógio da eternidade para que uma árvore transplantada floresça e frutifique em obras de amor para todas as criaturas? Nos discursos dos "novos religiosos" o Evangelho, ao contrário de ser um repositório de lições, não parece ser uma ficção de pensadores do Cristianismo?

Algo, talvez, de atual, podemos registrar nessas palavras: "Peçamos a Deus que inspire os homens públicos, atualmente no leme da Pátria do Cruzeiro, e que, nesta hora amarga em que se verifica a inversão de quase todos os valores morais, nos seios das oficinas humanas, saibam eles colocar muito alto a magnitude dos precípuos deveres"[1].

O sectarismo voluntarioso dos iluminados pela verdade desce ao sepulcro caiado da decadência, cuja degenerência não se mostra nos corpos nús que desfilam as verdades cristãs nas "sapucaís da eternidade", já de há muito conhecidas. Verdades não só escondidas como jamais praticadas pelo atual paganismo romano travestido de "moral da família".

Esse paganismo romano do século vinte e um, longe da moral evangélica, é a verdadeira imoralidade do bezerro de ouro, do machismo, da homofobia, do racismo, do feminicídio, da psicopatia que defende quaisquer crimes dos seus "mitos" para pedir a pena de morte para os que pretendam o direito de matar a fome recebendo do Estado a contrapartida constitucional de políticas públicas que tornam a todos minimamente iguais perante a Lei, uma vez que perante Deus são necessários os escândalos, mas, ai daqueles que os cometam.

Quem afirma a existência de um povo eleito mente descaradamente usando o artifício do engôdo. Incapazes de se tornar instrumento do esclarecimento caminham a passos largos para os desfiladeiros da destruição. Mas, aqueles, verdadeiros aprendizes do Evangelho, sinceros na crença e misericordiosos no agir, trabalham pelo nascimento da verdadeira cristianização da humanidade terrestre, onde, todas as filosofias e confissões religiosas abandonarão os símbolos de separação e de seita para o integral entendimento das recompensas da obra no bem.

Não há justiça nem caridade sem amor como fiel da balança.

Advertidos há algum tempo, até hoje as armas homicidas não foram ensarrilhadas. Travestidos de Pedros irresponsáveis não seguem o exemplo do Apóstolo guardando o florete e afastam a fé e a esperança dos que estão parados no caminho. Devotos da pirataria de todos os séculos, nações ambiciosas cuidam de matar as esperanças, invalidando possibilidades e destruindo tesouros. Confiamos que as potências imperialistas da Terra esbarrem nas mãos prestiosas e potentíssimas de Deus.

De fato, estamos diante da hora em que se ajustam os relógios do tempo, perante os quais toda injunção política humana, principalmente, a brasileira, tem atividade secundária, porque acima de tudo o universo prova, todos os dias, que a Lei vigente é a da interdependência, sinal da fraternidade universal.

Se para o Brasil foi transferida a árvore do Evangelho, que significa misericórdia, não somos senão os degredados matriculados na sua escola, aprendizes com o propósito de revivescer o Cristianismo. Três raças tristes: os simples de coração, os sedentos de justiça divina e os humildes e aflitos. Todos, entretanto, com sua responsabilidade pessoal nos feitos realizados durante as várias existências isoladas e coletivas. Vige a Justiça Divina onde cada qual receberá conforme os seus próprios atos.

O lívre-arbítrio não é cerceado, sem dúvidas podemos escolher fazer, não fazer, omitir, mas, o curso dos acontecimentos não são controlados por mãos humanas. Temos apenas o botão de partida, o funcionamento da máquina respeita um manual do qual não possuímos o mínimo conhecimento. O que não é apreendido pelas lições do amor, certamente o será pela dor e pela miséria.

É hora de resgatarmos a história brasileira com suas lições comovedoras dos ombros flagelados, fruto dos excessos do imperalismo e do orgulho injustificáveis de outras nações do planeta, cuja resposta foram por meio do sentimento de fraternidade, ternura e perdão.

Para os que leram até aqui, independente do sentimento que nutrem nesta hora grave da história brasileira, não há um pedido para baixar as cabeças de modo subserviente, mas, que se for necessário, pelo bem e pela ordem, caminhemos altivos pelos circos romanos que vierem a ser inaugurados.

A hora é agora, a confusão invade e ameça os céus da nossa pátria, é necessário compreender a imperiosa necessidade de união, a fim de que as energias étnicas modelem o Estado nacional afastando a vaidade dos homens públicos em suas trícas políticas, o que conduz à luta tenebrosa entre irmãos.

A VERDADE É QUE JUNTOS SOMOS MAIS FORTES.

Você respeita o meu amém, eu respeito o seu axé. Minha cultura e tradição não serve ao sectarismo, mas, à educação e o conhecimento que aproxima a diversidade. O Brasil não está acima de todos; O Brasil é para TODOS na acepção etmológica da palavra TODOS. O Deus acima de TUDO não é o da mitologia grega vencida por Abrahão, é o Deus único, que ama sem nada exigir de todos os viventes na Terra.

Uberaba - MG, 26 de Fevereiro de 2020
Beto Ramos

[1] (Ano 1938 - Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, prefácio de Emmanuel).

ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - PARTE 95

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