RESENHA DA OBRA EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS

CAPÍTULO 1 - por José Humberto da Silva Ramos[1]

1. Conteúdo. Resumo do livro sem crítica ou julgamento de valor. Trata-se de texto informativo. Não aponta aspectos positivos, negativos ou opinião pessoal. Contudo, sendo resumo, representa escolha do resenhista.
2. Objetivo. Facilitar o uso da obra no estudo da doutrina espírita em geral, procurando identificar os assuntos trazidos pelo autor para discorrer sobre o tema central da mesma.

3. Sobre o autor. André Luiz é o nome fictício usado pelo Espírito que, por intermédio de Francisco C. Xavier, veio “transmitir” o valor de sua experiência própria, contando a surpresa de, após a morte carnal, ver-se colocado diante da própria consciência. Chamado de o novo amigo e irmão na eternidade por Emmanuel[2] apagou, de certa forma, sua existência humana, para indicar que o mais importante são as informações que nos traz por meio de suas obras.

4. Sobre o livro. Dentre diversas obras, principalmente no conjunto denominado Vida no Mundo Espiritual, onde usou, na sua maioria, o gênero literário da narrativa, apresentando personagens, descrevendo lugares e paisagens, André Luiz nos entrega ‘Evolução em Dois Mundos’[3] tendo como tema central o corpo espiritual, o qual Alan Kardec denominou perispírito. Neste livro traz um ESTUDO sobre a evolução do ser. Desenvolve-o como um tratado científico, penetrando os domínios da Física e da Biologia. Confessa que muito ainda há para ser desvendado e estudado. Explica-nos o autor que o psicossoma (corpo espiritual) modela, com o auxílio da mente, o “casulo celular” (corpo humano) em que o Espírito – viajor da Eternidade – se demora por algum tempo na face da terra em trabalho evolutivo ou de regeneração. Adverte que cabe a nós, atingindo a maioridade moral pelo raciocínio, aprimorar-lhe as manifestações e enriquecer-lhe os atributos, pois, todos os nossos sentimentos e pensamentos, palavras e obras nele se refletem, gerando consequências felizes ou infelizes, pelas quais entramos na intimidade da luz ou da sombra, da alegria ou do sofrimento, cuja soma de experiências, após a morte, será nossa figura exata na apresentação para a realidade maior. André Luiz nos convida ter atenção para semelhante verdade, a fim de que, por nossa conduta reta de hoje, possamos encontrar a felicidade pura e sublime ao sol de amanhã.[4]

RESUMO DO LIVRO[5] SEGUNDO A FEB EDITORA
A obra de André Luiz, Evolução em Dois Mundos, estuda a ‘evolução filogenética’[6] do ser, objetivando aliar o conceito rígido da ciência e a mensagem consoladora de Jesus rediviva pelo Espiritismo. Apresenta estudo científico envolvendo conhecimento de física e biologia, dividido em duas partes:
1)      A primeira contém 20 capítulos, subdivididos em vários itens como: fluído cósmico; evolução e hereditariedade; evolução e sexo; existência da alma; mecanismo da mente e simbiose espiritual;
2)      A segunda consta de 20 capítulos, tratando de temas como: alimentação dos desencarnados; matrimônio e divórcio; aborto criminoso e invasão microbiana.

Os textos que compõem a obra foram recebidos pelos médiuns Francisco C. Xavier e Waldo Vieira, convidados por André Luiz, em noites de domingos e quartas-feiras, respectivamente nas cidades de Pedro Leopoldo e Uberaba, no Estado de Minas Gerais. O prefácio de Emmanuel esclarece-nos que “o homem não está sentenciado ao pó da Terra, e que da imobilidade do sepulcro se reerguerá para o movimento triunfante, transportando consigo o céu ou inferno que plasmou em si mesmo”.

CAPÍTULO I
FLUÍDO CÓSMICO
Neste capítulo o autor fala sobre o plasma divino, cocriação em plano maior (e também em plano menor), impérios estelares, nossa galáxia, forças atômicas, luz e calor. Explica-nos que o fluído cósmico é uma substância original, emitida e controlada pelo Senhor supremo (Deus), o qual é operado (manipulado) por INTELIGÊNCIAS DIVINAS, que o fazem por estarem a ELE, Senhor supremo, agregadas EM PROCESSO DE COMUNHÃO INDESCRITÍVEL (impossível de descrever).

Esclarece que os sistemas da imensidade SÃO CONSTRUÍDOS por meio da extração de energia do fluído cósmico, conforme determina o Todo-Misericordioso, pois, as Inteligências Divinas são agentes orientadores da Criação excelsa (de Deus ou Divina).

O serviço de cocriação em plano maior consiste na retirada do plasma divino e sua conversão em planetas, satélites, estrelas, sóis, nebulosas, galáxias, etc. (habitações cósmicas), de múltiplas expressões: radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas.

Observa que, em razão de que só Deus é o Criador de toda a eternidade, as habitações cósmicas construídas pelo labor das Inteligências Divinas estão sujeitas ao desgaste e à transformação, uma vez que: O ESPÍRITO CRIADO SÓ PODE FORMAR OU COCRIAR.

Relata que, pela atuação desses arquitetos maiores, surgem galáxias e organizações estelares no Universo em evolução, todas gravitando ao redor de pontos atrativos com admirável uniformidade coordenadora. No interior dessas formações se estruturam e inter-relacionam: a matéria, o espaço e o tempo. Pela sua renovação constante, o Espírito encontra campos gigantescos para o seu progresso.

Ensina que CADA GALÁXIA como CADA CONSTELAÇÃO guardam no cerne a força centrífuga própria e que CADA GALÁXIA COMO CADA CONSTELAÇÃO controlam a força gravítica, com determinado teor energético, apropriado a certos fins.

Os Construtores Divinos equilibram rotação e massa, harmonizando energia e movimento. A vastidão sideral transportando consigo planetas constituídos e em formação, uma vez que estes se vinculam magneticamente ao seu fulcro (apoio, sustentáculo, base).

Traz André Luiz uma interessante COMPARAÇÃO para compreendermos o mecanismo do Macrocosmo: que os planetas, as galáxias, etc., se comparam aos elétrons que se vinculam ao núcleo de um átomo, girando em trajetos perfeitamente ordenados na órbita que se lhes assinala desde o início. O equilíbrio, a harmonia, entre rotação e massa, energia e movimento, pertencem, tanto no macro como no micro, a uma regra predeterminada ou Lei Divina: a lei de uniformidade.

Outra ilustração feita pelo autor é a comparação da nossa galáxia com uma grande cidade perdida ENTRE INCONTÁVEIS GRANDES CIDADES DE UM PAÍS CUJA EXTENSÃO NÃO CONSEGUIMOS VER. Informa que Criação Divina não pode ser percorrida por humanos, pelo menos na condição evolutiva em que estes se detêm.

À semelhança de apartamentos de um edifício, sol e planetas são vizinhos de outros tantos edifícios em derredor (em todas as direções). Esclarece que nossa galáxia tem forma de espiral, que a onda de rádio levará mil séculos para lhe percorrer o diâmetro, onde encontramos planetas recém-organizados, envelhecidos ou em vias de instalação, nos quais existem vidas acrisolando experiências.

Retratando a grandeza da criação, o benfeitor espiritual, mostra-nos nosso verdadeiro tamanho e importância. É que o trabalho executado pelas Inteligências Divinas ergue-se à base de corpúsculos SOB IRRADIAÇÕES DA MENTE. Corpúsculos e irradiações que o autor é incapaz de definir sua multiplicidade e configurações. André Luiz afirma que a morte apenas dilata concepções, aclara a introspecção, ilumina o senso moral, MAS NÃO RESOLVE, DE MANEIRA ABSOLUTA, OS PROBLEMAS QUE O UNIVERSO NOS PROPÕE A CADA PASSO.

Por meio de seus estudos e pesquisas nos arquivos do mundo espiritual, o autor trata da Gênese Planetária. As Inteligências superiores orientam a congregação dos átomos como se fora imensas colmeias. Pressionam essas “colmeias” com ondas eletromagnéticas controladas espiritualmente (pelo pensamento das inteligências superiores), onde se reduzem áreas espaciais dentro de cada átomo, mas, em constante movimento. Essa “colmeia” se transforma em uma MASSA NUCLEAR ADENSADA. Por meio dessa massa adensada as Inteligências Divinas ESCULPEM OS PLANETAS, em cujo interior as mônadas celestes encontrarão adequado berço ao desenvolvimento.

A finalidade da criação desses mundos é permitir a EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO. Alcançada sua finalidade (após alguns milênios), ocorrerá o processo inverso. O material voltará para uso em novas diretrizes dos agentes divinos. Haverá desintegração dos materiais de superfície, os elementos que foram comprimidos se libertarão por meio de explosões ordenadas, surgindo novo acervo para o reinício do processo em cocriação infinita, perpetuando a obra de Deus em sua glória criativa.

Além de rotação e massa, energia e movimento e ondas eletromagnéticas, os mundos (que André Luiz denomina: campos de desenvolvimento da alma), apresentando-se em diversas faixas de variadas expressões vibratórias, recebem irradiações luminosas e caloríficas. Tudo sob o CONTROLE dos TUTORES ESPIRITUAIS (Inteligências Divinas, Inteligências Superiores, Agentes cocriadores). Porém, o autor adverte que existem outras forças, de outras espécies, arrojadas do espaço cósmico sobre, por exemplo, a Terra e o ser humano, GARANTINDO-LHE A ESTABILIDADE E A EXISTÊNCIA.

Observa André Luiz que classifica, teoricamente, Luz e Calor, entre as irradiações nascidas dos átomos supridos de energia, os quais, excitados na estrutura íntima, LIBERAM as ondas eletromagnéticas.

Diz o autor que, a respeito da matéria, é possível tratar com relativa segurança (não absoluta) e definir a natureza corpuscular do calor e da luz. Todavia, avisa que, na vastidão universal, existem outras oscilações eletromagnéticas que se associam à luz e ao calor. Porém, esses outros tipos de associações ainda não podem ser vistas por meio do infravermelho ou do ultravioleta, estando COMPLETAMENTE FORA DA ZONA DE NOSSAS PERCEPÇÕES.

O autor espiritual confessa que não sabe, ainda, referente ao assunto elaboração da luz, QUAL É A FORÇA (causa inteligente) QUE PROVOCA A AGITAÇÃO INTELIGENTE (efeito inteligente) DOS ÁTOMOS, compelindo-os a produzir irradiações capazes de lançar ondas no Universo com a velocidade de 300.000 quilômetros por segundo (ignora a causa e não o efeito).

Reconhece, neste ponto, que necessita ESTUDAR MAIS E PROGREDIR SEMPRE, NO QUE SE REFERE AO FLUÍDO CÓSMICO.

André Luiz termina esse capítulo referindo-se à cocriação no plano menor. Esclarece que tais cocriadores são as INTELIGÊNCIAS HUMANAS. Estas usam o fluído cósmico (que circula permanentemente no Universo). Dele retiram, por assimilação, os corpúsculos da matéria com a ENERGIA ESPIRITUAL que lhes é própria. Por meio da energia espiritual, tendo os corpúsculos assimilados do fluído cósmico, formam o VEÍCULO FÍSIOPSICOSSOMÁTICO em que se exprimem. A variedade de veículos forma as humanidades: ENCARNADAS OU DESENCARNADAS.

Adverte que, tendo em vista a união destes corpúsculos ocorrer dentro das mesmas bases da Lei de Atração, mentes desequilibradas ou criminosas plasmam lugares denominados de ESCURIDÃO ABISMAL (entenebrecidos), pela purgação infernal. Esclarece que o princípio de comando mental com que as INTELIGÊNCIAS SUPERIORES modelam as EDIFICAÇÕES MACROCÓSMICAS, é o mesmo usado pelas mentes desequilibradas que plasmam os abismos infernais (o pensamento é tudo).

Ensina que o fluído cósmico ou plasma divino é a força EM QUE VIVEMOS, nos ângulos variados da Natureza, isto é: ‘EM DEUS NOS MOVEMOS E EXISTIMOS’.

Conclui que na essência, TODA MATÉRIA é ENERGIA TORNADA VISÍVEL e que toda energia, originariamente, é força divina. Que as inteligências humanas se apropriam desta força divina para CONTRAPOR os propósitos da Criação, tentando impor a Deus os próprios. Não obstante, revela que as Leis da Criação prestigiam e conservam o bem praticado, constrangendo quem age em contrário a TRANSFORMAR O MAL DA PRÓPRIA AUTORIA NO BEM QUE DEVE REALIZAR.

O BEM DE TODOS É O ETERNO PRINCÍPIO.


[1] Expositor espírita interessado em obras que, em última instância, trazem no conteúdo elementos que auxiliam o Espírito Viajor na sua jornada evolutiva, dos quais podem ser extraídas consequências morais para reforma íntima e conhecimento intelectual para progresso individual.
[2] XAVIER, Francisco Cândido. Nosso Lar. Coleção Vida no Mundo Espiritual. Ditada pelo Espírito André Luiz. Brasília: FEB, 2014.
[3] XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos. Coleção Vida no Mundo Espiritual. Ditada pelo Espírito André Luiz. Brasília: FEB, 2013.
[4] XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos. Coleção Vida no Mundo Espiritual. Ditada pelo Espírito André Luiz. Brasília: FEB, 2013 (Prefácio de Emmanuel).
[5] CAMPETTI SOBRINHO, Geraldo. A vida no mundo espiritual: estudo da obra de André Luiz/Coord. De Geraldo Campetti Sobrinho. 1. Ed. Brasília: FEB, 2013.
[6] Em biologia, filogenia (ou filogênese) é o estudo da relação evolutiva entre grupos de organismos (por exemplo, espécies, populações), que é descoberto por meio de seqüenciamento de dados moleculares e matrizes de dados morfológicos.

PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA

“Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se extravia, não deixa as noventa e nove e vai aos montes procurar a que se extraviou? E se acontecer achá-la, em verdade vos digo que se regozija mais por causa desta, do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. Assim não é da vontade do vosso Pai que está nos Céus que pereça nenhum desses pequeninos.” (Mateus, XVIII, 12-14 – Lucas, XV, 3-7.).

Esta imaginosa parábola parece ser o solene protesto da má interpretação que os sacerdotes têm dado à palavra do Cristo. Não há muito, escreveu-nos um padre romano ser estultícia negar as penas eternas do Inferno, quando nos Evangelhos encontramos, no mínimo, quinze vezes a confirmação dessa eternidade; e conclui que ela não é ensino da Igreja, mas ensino do próprio Evangelho. Jesus previa certamente que seus ensinos e pensamento íntimo seriam desnaturados pelos homens constituídos em agremiações religiosas, e quis, de certa forma, deixar bem patente aos olhos de todos que Ele não poderia ser Representante de um Deus que, proclamando o amor e a necessidade indispensável do perdão para remissão dos pecados, impusesse, aos filhos por Ele criados, castigos infindáveis, eternos.

A parábola mostra bem claramente que as almas transviadas não ficarão perdidas no labirinto das paixões, nem nas furnas onde medram os abrolhos. Como a ovelha desgarrada, elas serão procuradas, ainda mesmo que seja preciso deixar de cuidar daquelas que atingiram já uma altura considerável, ainda mesmo que as noventa e nove ovelhas fiquem estacionadas num local do monte, os encarregados do rebanho sairão ao campo em procura da que se perdeu. O Pai não quer a morte do ímpio; não quer a condenação do mau, do ingrato, do injusto, mas sim a sua regeneração, a sua salvação, a sua vida, a sua felicidade. Ainda que seja preciso, para a regeneração do Espírito, nascer ele na Terra sem mão ou sem pé entrar na vida manco ou aleijado; ainda que lhe seja preciso renascer no mundo sem os olhos, por causa dos “tropeços”, por causa dos “escândalos”, a sua salvação é tão certa como a da ovelha que se havia perdido e lembrada na parábola, porque todos esses pobres que arrastam o peso da dor, os seus guias e protetores os assistem para conduzi-los ao porto seguro da eterna bonança.

Leitor amigo: quando vos falarem os sacerdotes, de Inferno eterno, perguntai-lhes que relação tem a Parábola da Ovelha Perdida com esse dogma monstruoso, que desnatura e inutiliza todos os atributos divinos. (SCHUTEL, Cairbar. Coleção de Obras. Parábolas e Ensinos de Jesus. Matão-SP: O Clarim, 2012. pgs. 51/52).

Essa publicação é uma colaboração e cortesia de Mônica Resende, a quem a equipe do blog agradece fraternalmente. Jesus te ilumine.

A VIDEIRA VERDADEIRA

Disse Jesus:"Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não produz fruto {ele} o tira; e todo aquele que produz fruto, {ele} o limpa, para que produza fruto. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. Permanecei em mim e eu {permanecerei} em vós. Assim como o ramo não pode produzir fruto de si mesmo, se não permanece na videira, assim {também} nenhum de vós, se não permaneceres em mim. Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto, porque sem mim não pode produzir nada. Se alguém não permanece em mim, é lançado fora como o ramo: seca, recolhem-no, lançam no fogo e {ele} queima. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos acontecerá. Nisto foi glorificado meu Pai, para que estejais produzindo muito fruto e vos torneis meus discípulos. Assim como o Pai me amou, eu também vos amei. Permanecei no meu amor. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho observado os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Tenho-vos falado essas {coisas} para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria se cumpra. Este o meu mandamento: Que ameis uns aos outros como {eu} vos amei". (Evangelho de João 15:1-12).

CAMILLE FLAMMARION

"[...] - A humanidade terrestre é jovem, replicou Spero. Não se deve desanimar. É criança, e está ainda na ignorância primitiva. Diverte-se com frioleiras, obedece a mestres que ela mesma escolhe. Gosta de dividir-se em nações, e vestir-se ridiculamente em trajes nacionais para se exterminar por música. Depois, vós outros ergueis estátuas aos que vos levam à matança. Arruinai-vos, suicidai-vos e, no entanto, não podeis viver sem arrancar à Terra o pão cotidiano. É uma triste situação essa, mas que basta largamente à maior parte dos habitantes do planeta. Se alguns, de aspirações mais elevadas, têm, às vezes, pensado nos problemas de ordem superior, na natureza da alma, na existência de Deus, o resultado não tem sido melhor, pois puseram as almas fora da Natureza, e inventaram uns deuses esquisitos, infames, que jamais existiram senão na sua imaginação pervertida, e em cujo nome têm cometido todos os atentados à consciência humana, abençoado a todos os crimes e submetido os espíritos fracos à escravidão, da qual difícil será libertarem-se. [...]" (Urânia. Trad. Almerindo Martins de Castro. 10. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2011. pgs. 156/157).

APRECIAÇÃO DA OBRA A GÊNESE - por São Luís

Esta obra vem na hora certa, na medida em que a doutrina está hoje bem estabelecida do ponto de vista moral e religioso. Seja qual for a ...