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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

IDEOLOGIA DE GÊNERO




Convite à reflexão!





Tratando-se de uma expressão usada para defender a ideia de que os gêneros são construções sociais, valendo dizer: NÃO EXISTE HOMEM E NÃO EXISTE MULHER e nem há gênero "masculino" ou "feminino", os defensores destas ideias afirmam: HÁ UM ESPECTRO QUE PODE SER LIVREMENTE ESCOLHIDO PELO INDIVÍDUO.

Fundados na hipótese que os seres humanos nascem iguais, Masculino e Feminino é produto histórico-cultural, IMPOSTOS PELA SOCIEDADE por força do CONTRATO SOCIAL, um pacto, trato ou contrato, intangível. Numa palavra: se é costume pode e “deve” ser modificado.

Vejamos a sua opinião:

- Como você interpreta a palavra gênero?
- Tem-na como sinônimo do sexo atribuído ao ser?
- Pensa no órgão sexual do indivíduo?
- E, mais, quando você fala sobre gênero pensa como a criança nasceu, isto é, se com pênis é masculino, se com vagina é feminino?

É importante saber que a ideologia de gênero defende a identidade de gênero, isto é, nascer com esse ou aquele órgão sexual não identifica o ser, de imediato, como mulher ou como homem. Essa identidade será definida do modo como o indivíduo se reconhecer: homem, mulher, ambos ou nenhum dos gêneros. Resumindo: o que determinará a identidade de gênero é o modo visto, sentido e percebido pelo próprio indivíduo e, finalmente, pela forma que o mesmo indivíduo pretenda ser reconhecido pelos outros.

Existe a defesa de que a identidade de gênero poderá ser medida em diferentes graus de masculinidade ou feminilidade, podendo mudar no decorrer da vida, isto é, NADA ESTÁ DEFINIDO DURANTE A VIDA, TUDO PODERÁ MUDAR, POIS É DE ACORDO COM O DESEJO DO INDIVÍDUO.

Desse modo, pensamos, a “ideologia de gênero” diz que gênero não existe. TUDO É PROJEÇÃO DO QUE A SOCIEDADE PRODUZIU COMO CULTURA E EXPECTATIVA TÍPICA DO COMPORTAMENTO DO INDIVÍDUO. Diz mais, QUE O COMPORTAMENTO TÍPICO, MASCULINO OU FEMININO, NÃO PRECISA ESTAR LIGADO AO SEXO, À FORMA FÍSICA, POIS TUDO É A MENTE.
Nesta doutrina confunde-se identidade de gênero e orientação sexual, pois fazem sua correlação. Todavia, é possível perceber que preferência sexual e gênero são coisas distintas. Cada indivíduo é resultado das próprias escolhas, em razão do LIVRE ARBÍTRIO.

Acreditamos tratar-se de uma correlação proposital de temas. É que a biologia ensina que o gênero é limitado. Desta forma, para combater a ciência, unem-se dois temas. De um lado, sendo a orientação sexual produto de uma escolha individual sujeita à mudança, os defensores da ideologia permitem-se afirmar que o gênero é ilimitado. É então que atacam as ciências biológicas.
Vamos indagar quais são nossas necessidades como humanidade terrestre refletindo se a ideologia de gênero funda-se no “amai-vos, uns aos outros, como Eu vos amei”?

Se a resposta é positiva, Jesus combateu os costumes sociais da época e não se comportava como um homem de seu tempo!

Todavia, parece-nos que a resposta é negativa, uma vez que a história mostra uma individualidade humana comportando-se como alguém que nasceu em família judaica, circuncidado, participante das festas judaicas, profundo conhecedor das sagradas escrituras, cujo propósito foi ensinar como incluir o próximo, respeitando seus limites e diferenças, sem modificar-se a si mesmo.

Jesus não se tornou publicano ou mesmo se prostituiu ao incluir todos esses em sua própria família (naquele tempo, comer e sentar à mesa, compartilhar alimento, indicava acolhimento de natureza familiar). Jesus não era preconceituoso, amou-nos e ama-nos a todos de modo igual sem praticar ou se comportar como nós. Vamos pensar sobre isso.

É preciso deixar de ser preconceituoso, promovendo uma sociedade justa e solidária que acolhe pessoas, seja quem for, como pensa ou se comporte. O pobre deve ser tratado bem como os ricos. Patrão e empregado devem ser indivíduos que se preocupam e se protegem mutuamente. Cor de pele não pode passar do limite em que há só uma pigmentação diferente. Ponto! Podemos eleger estas premissas como necessidades atuais da humanidade terrestre?
As preferências que digam respeito ao próprio indivíduo sem ferir o outro, devem ser totalmente respeitadas. Idoso e obeso merecem respeito. A moda não deve ditar regras de beleza, pois, isso mata pessoas.
É sério mesmo, a discussão é sobre algo que VISIVELMENTE, MORFOLOGICAMENTE, demonstra diferença? Não há nada proveitoso nisto! Por outro lado, suas preferências, suas ideias, e o que você faz da sua própria vida, isto sim, deve ser objeto de todo o meu profundo respeito. Não sinto suas dores e não estou debaixo de sua pele, por isso devo amá-lo como irmão. Por isso, caso você deseja ser corrupto, egoísta, vaidoso, arrogante, ladrão, assassino, pedófilo, entre outros vícios, devo estar de acordo com suas ideias?
Questionamos: somos iguais ou diferentes? Precisamos de igualdade ou de respeito? 

Precisamos aprender a olhar para outro com amor sentido do fundo da alma ou vamos IMPOR ideias? 

A expressão: ou pensa como eu ou lhe corto a cabeça; é uma atitude Cristã? Ou, lado outro, é se comportar como reacionário e radical? Qual o propósito disto? Com quem anelamos, com a luz ou com as trevas?
Falando tanto de gênero e sua significação, é bom lembrar que a ideologia significando uma ideia ou algo ideal, externando pensamentos, doutrinas e visões de mundo, teve seu conceito trabalhado por Karl Marx, o qual o ligou a sistemas teóricos que tratavam de política, moral e sociedade impostos pela classe dominante, cujo propósito seria manter os poderosos no controle da sociedade, pois detinham o patrimônio e o grande capital.
Analisando a obra desse pensador vemos que ele oferecia trocar uma ideologia por outra. Manteria-se o controle social. Somente o poder de controlar trocaria de mãos. Nos regimes comunistas que postularam seguir a ideologia de Karl Marx, os resultados foram despotismo, ditaduras, cujo  grupos dominantes usufruíam do produto que mais combateram: A CONCENTRAÇÃO DA RIQUEZA.
Se você descobrisse que o “idealizador” dessa “ideologia” tinha a “ideia” de atacar e destruir o núcleo familiar (que só poderia ser feito por meio da destruição moral) tinha esse objetivo, cuja regra principal era de que os fins justificam os meios, você continuaria defendendo-o?
Finalmente, esclarecemos que a cada pai e a cada mãe será tomada conta perante o Criador, que lhes confiou filhos para amar e educar. Desta maneira, lembramos que cada um é responsável pelos próprios atos, a partir do momento em que tem capacidade mental para assunção de tais responsabilidades.
Após esta argumentação desejaríamos que as obras abaixo mencionadas fossem consultadas pelos Espíritas, cujo propósito é verificar se ideologia de gênero pode mesmo ser defendida pelo Espiritismo. Citamos obras pouco estudadas pelo movimento espírita, uma delas é considerada densa em razão dos assuntos abordados e linguagem científica apresentada.
APARECIMENTO DO SEXO:
“[...] as primeiras sensações do sexo apareceram com algas marinhas providas não só de células masculinas e femininas que nadam, atraídas uma para as outras, mas também de um esboço de epiderme sensível, que podemos definir como região secundária de simpatias genésicas[1]” (pg. 41).
 “[...] Decorridas longas faixas de tempo, em que bactérias e células são experimentadas em reprodução assexuada, eis que determinado grupo apresenta no íntimo da própria constituição qualidades magnéticas positivas e negativas que lhe são desfechadas pelos orientadores espirituais encarregados do progresso devido ao planeta. Pressente a evolução animal em vésperas de nascer...[2]” (pg. 49).
Depreendemos que nossa morfologia foi criada para apresentar o masculino e feminino? Que na evolução experimentados qualidades positivas e negativas? Que esta evolução é controlada por Espíritos Superiores?
DIFERENCIAÇÃO DOS SEXOS:
 Como se iniciou a diferenciação dos sexos?Os princípios espirituais, nos primórdios da organização planetária, traziam, na constituição que lhes era própria, a condição que poderemos nomear por “teor de força”, expressando qualidades predominantes ativas ou passivas. E entendendo-se que a evolução é sempre sustentada pelas Inteligências Superiores, em movimentação ascendente, desde as primeiras horas da reprodução sexuada começou, sob a direção delas, a formação dos órgãos masculinos e femininos que culminaram morfologicamente nas províncias genésicas do homem e da mulher da atualidade. Não podemos esquecer, porém, que o trabalho evolutivo no aperfeiçoamento fisiológico das criaturas terrestres ainda não foi terminado, prosseguindo, como é natural, no espaço e no tempo. Quanto à perda dos característicos sexuais, estamos informados de que ocorrerá, espontaneamente, quando as almas humanas tiverem assimilado todas as experiências necessárias à própria sublimação, rumando, após milênios de burilamento, para a situação angélica, em que o indivíduo deterá todas as qualidades nobres inerentes à masculinidade e à feminilidade, refletindo em si, nos degraus avançados da perfeição, a glória divina do Criador[3]” (págs. 199/200).
Indagamos se foi detectado pelo leitor atento e sério que:
1.                       Ao sermos criados já expressávamos qualidades ativas ou passivas (tem um ou)?
2.                      A evolução é sempre sustentada por Inteligências Superiores, e, portanto, nossa inteligência inferior pode estar em sentido contrário?
3.                       Órgãos masculinos e femininos foram formados sob a direção das Inteligências Superiores?
4.                      O trabalho evolutivo neste ponto ainda não está terminado, e deve prosseguir no espaço e no tempo?
5.                      Perderemos características sexuais de homem e de mulher apenas quando nossa moral for a de um anjo?
6.                      Que se trata um processo de MILÊNIOS de melhora interior?
7.                      A masculinidade e a feminilidade possuem qualidades nobres que devemos dominar?
Quanto a esta última indagação feita sobre a referência às qualidades nobres acerca da masculinidade e à feminilidade, remetemos o leitor à questão 192 de O Livro dos Espíritos onde Allan Kardec indagou aos Espíritos sobre a manutenção de uma conduta perfeita para vencer numa vida todos os graus evolutivos, donde os Espíritos superiores responderam:
- Não, pois o que o homem julga perfeito está longe da perfeição; há qualidades que ele desconhece e nem pode compreender.
É saudável refletir sobre essa resposta acerca de nossos julgamentos, desconhecemos mais que conhecemos ou compreendemos. É importante ter cuidado com as ideologias que propagamos.
GESTAÇÃO E DETERMINAÇÃO DO SEXO – CONSEQUÊNCIAS IMPREVISÍVEIS NA ORGANIZAÇÃO MORAL DAS CRIATURAS
“- Como devemos encarar a possibilidade de a ciência humana patrocinar a determinação do sexo no início da gestação? – Compreendendo-se que nos vertebrados o desenho gonodal se reveste de potencialidades bissexuais no começo da formação, é claramente possível a intervenção da ciência terrestre na determinação do sexo na primeira fase da vida embrionária, contudo, importa considerar que semelhante ingerência na esfera dos destinos humanos traria consequências imprevisíveis à organização moral entre as criaturas, porque essa atuação indébita se verificaria apenas no campo morfológico, impondo talvez inversões desnecessárias e imprimindo graves complicações ao foro íntimo de quantos fossem submetidos a tais processos de experimentação, positivamente contrários à inteligência da vida que reflete a sabedoria de Deus[4]” (pg.213).
Fica claro que qualquer ingerência nos destinos humanos podem trazer consequências imprevisíveis à organização moral entre as criaturas? Estamos pensando na moral ou no desejo de relação em sexo livre? Isto é uma e a mesma coisa? Esse tema serve tanto para aborto como para ideologia de gênero, pois, ingerências na esfera dos destinos humanos trazem consequências imprevisíveis à organização moral das criaturas.
SEDE REAL DO SEXO E EXPRESSÃO
 “A sede real do sexo não se acha, dessa maneira, no veículo físico, mas sim na entidade espiritual, em sua estrutura complexa. E o instinto sexual, por isso mesmo, traduzindo amor em expansão no tempo, vem das profundezas, para nós ainda inabordáveis, da vida, quando agrupamentos de mônadas celestes se reuniram magneticamente umas às outras para a obra multimilenária da evolução, ao modo de núcleos e elétrons na tessitura dos átomos, ou dos sóis e dos mundos nos sistemas macrocósmicos da Imensidade[5]” (pg. 144).
Percebe-se que ninguém foge do fato de que o sexo está na mente da entidade espiritual e não está na apresentação morfológica e que a atração entre seres ocorre por meio do magnetismo para que a obra da evolução prossiga.
- Mas, quem dita a regra?  Seria o indivíduo que sofrerá as consequências das Leis de Ação e Reação, Causa e Efeito?
“[...] O sexo é, portanto, mental em seus impulsos e manifestações, transcendendo quaisquer impositivos da forma em que se exprime, não obstante reconhecermos que a maioria das consciências encarnadas permanece seguramente ajustada à sinergia mente-corpo, em marcha para mais vasta complexidade de conhecimento e emoção[6]” (pg. 145).
Atente para o que André Luiz adverte: as consciências encarnadas estão ajustas à sinergia mente-corpo, cujo propósito e caminhar na complexidade do conhecimento e da emoção. Sendo assim, deve-se conhecer que existem diferenças ou mentir que é tudo igual? Qual conhecimento obtenho quando a verdade é escondida e camuflada, quanto tempo perco?
“Compreendemos, pois, que o sexo reside na mente, a expressar-se no corpo espiritual, e consequentemente no corpo físico, por santuário criativo de nosso amor perante a vida, e, em razão disso, ninguém escarnecerá dele, desarmonizando-lhe as forças, sem escarnecer de desarmonizar a si mesmo[7](pg. 149).
Acerca do respeito às pessoas e ao santuário representado pelo corpo físico, tratado por Jesus nas escrituras como Templo onde Deus habita em nós, recordamos, então, uma consulta formulada por Neves a Félix, ocorrida no plano espiritual, trazidas a nosso conhecimento em razão de obra mediúnica ditada pelo Espírito André Luiz, cuja íntegra reproduzimos abaixo:
“Tendo Neves formulado consulta sobre os homossexuais, Félix demonstrou que inúmeros Espíritos reencarnam em condições inversivas, seja no domínio de lides expiatórias ou em obediência a tarefas específicas, que exigem duras disciplinas por obediência a tarefas específicas, que exigem duras disciplinas por parte daqueles que as solicitam ou que as aceitam. Referiu ainda que homens e mulheres podem nascer homossexuais ou intersexos, como são suscetíveis de retomar o veículo físico na condição de mutilados ou inibidos em certos campos de manifestação, aditando que a alma reencarna, nessa ou naquela circunstância, para melhorar e aperfeiçoar-se, e nunca sob a destinação do mal, o que nos constrange a reconhecer que os delitos, sejam quais sejam, em quaisquer posições correm por nossa conta. À vista disso, destacou que nos foros da Justiça divina, em todos os distritos da Espiritualidade superior, as personalidades humanas tachadas por anormais são consideradas tão carecentes de proteção quanto as outras que desfrutam a existência garantida pelas regalias da normalidade, segundo a opinião dos homens, observando-se que as faltas cometidas pelas pessoas de psiquismo julgado anormal são examinadas no mesmo critério aplicado às culpas das pessoas tidas por normais, notando-se, ainda, que, em muitos casos, os desatinos das pessoas supostas por normais são consideravelmente agravados, por menos justificáveis perante acomodações e primazias que usufruem, no clima estável da maioria[8]”. (pg. 280).
Sobre indagação de André Luiz acerca dos preceitos e preconceitos vigentes na Terra, Felix deu a seguinte resposta:
“[...] Os homens não podem efetivamente alterar, de chofre, as leis morais em que se regem, sob pena de precipitar a Humanidade na dissolução, entendendo-se que os Espíritos ainda ignorantes ou animalizados, por enquanto em maioria no seio de todas as nações terrestres, estão invariavelmente decididos a usurpar liberalidades prematuras para converter os valores sublimes do amor em criminalidade e devassidão. [...] No mundo porvindouro os irmãos reencarnados, tanto em condições normais quanto em condições julgadas anormais, serão tratados em pé de igualdade, no mesmo nível de dignidade humana, reparando-se as injustiças assacadas, há séculos, contra aqueles que renascem sofrendo particularidades anômalas, porquanto a perseguição e a crueldade com que são batidos pela sociedade humana lhes impedem ou dificultam a execução dos encargos que trazem à existência física, quando não fazem deles criaturas hipócritas, com necessidade de mentir incessantemente para viver, sob o Sol que a Bondade divina acendeu em benefício de todos[9]”. (pg. 281)
Em conclusão, esclarecendo que o propósito é levar o leitor à reflexão acerca da ideologia de gênero, da identidade de gênero, do espiritismo, da característica consoladora e acolhedora do espiritismo e das casas espíritas, bem como do instituto da família, pedimos ao Espírito Emmanuel que nos fale acerca dessa importante associação existente na Terra constituída por laços corporais, as quais são frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e se dissolvem moralmente, já na existência atual (item 8, cap. XIV, Evangelho Segundo o Espiritismo). Diz Emmanuel:

FAMÍLIA[10]

De todas as associações existentes na Terra – excetuando naturalmente a humanidade – nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família [...] na qual dois seres se conjugam, atendendo ao vínculo do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Por meio do casal aí estabelecido funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do mundo espiritual.
Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da vida superior. [...] É natural que as inteligências domiciliadas nas esferas superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento. [...] A família terrestre é formada, assim de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos, pra os ajustes e reajustes indispensáveis ante as leis do destino.
[...] O clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma. Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do mundo melhor.

Temos a obrigação de respeitar, incluir, afastar preconceitos, acolher, amparar, compartilhar, proteger, mas, acima de tudo, esclarecer, ensinar e educar. A Doutrina Espírita é acolhedora, consoladora e esclarecedora. Recebe, protege, mas, não compactua. O Espiritismo preconiza a Moral Cristã. Pensemos nisto!



[1] XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Ditado por André Luiz. Brasília: FEB, 2013.
[2] XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Ditado por André Luiz. Brasília: FEB, 2013.
[3] XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Ditado por André Luiz. Brasília: FEB, 2013.
[4] XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Ditado por André Luiz. Brasília: FEB, 2013.
[5] XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Ditado por André Luiz. Brasília: FEB, 2013.
[6] XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Ditado por André Luiz. Brasília: FEB, 2013.
[7] XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Ditado por André Luiz. Brasília: FEB, 2013.
[8] XAVIER, Francisco Cândido. Sexo e Destino. Ditado por André Luiz. Brasília: FEB, 2013.
[9] XAVIER, Francisco Cândido. Sexo e Destino. Ditado por André Luiz. Brasília: FEB, 2013.
[10] XAVIER, Francisco Cândido. Vida e Sexo. Ditado por Emmanuel. Brasília: FEB, 2015 (capítulo 2).

domingo, 18 de fevereiro de 2018

IDEIAS INATAS – PARTE 50

PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS 
– IDEIAS INATAS 
(Questões: 218 a 222)

Pela memória podemos aferir o próprio valor. Segundo Emmanuel, a faculdade de recordar é o agente que nos premia ou nos pune ante os acertos e os desacertos da vida.[1] O grande (e verdadeiro) Tribunal, a cujo juízo somos submetidos depois da morte, é com certeza, o da consciência, erigido por meio do remorso e da aflição.

A memória imperecível é sempre o espelho que nos retrata o passado[2]. Mas, questionará você acerca do véu que nos encobre quando encarnados. Todavia, impõe reconhecer que sempre temos vagas lembranças ou ideias inatas. Tais ideias representam o conjunto de conhecimentos adquiridos em cada existência.

Dois pontos importantes precisam ser observados:
    a) Durante a encarnação a individualidade possui intuição dos conhecimentos anteriormente adquiridos que lhe constituem patrimônio imperecível;
 b) Quando liberto da matéria sempre recordará dos conhecimentos adquiridos em existências anteriores.

ESPÍRITO DE SEQUÊNCIA E CONEXÃO ENTRE AS EXISTÊNCIAS

Se estivermos corretos no raciocínio, as existências sucessivas não possuem intima conexão. As posições ocupadas pelo Espírito não são, via de regra, semelhantes, tampouco iguais. Entre as existências o Espírito progride naquilo que se convencionou chamar de erraticidade. Esclarecemos que o termo erraticidade significa: o estado em que se encontra o espírito entre duas encarnações. Neste estado o Espírito aguarda a próxima encarnação que ocorrerá em situações e posições, podendo interferir nelas ou não, dependendo de sua elevação moral, cujo controle está sob a égide do Cristo e de Seus Ministros. Sobre a evolução do Espírito, André Luiz traz uma obra psicografada por Chico Xavier, cujo título é Evolução em Dois Mundos.

O progresso anterior do Espírito não se faz presente na sua consciência, sobretudo as lembranças de encarnações anteriores. Mas, esse progresso e lembranças se expressarão por meio de faculdades extraordinárias, donde que, mesmo sem estudo prévio, os indivíduos encarnados parecerão ter intuição de certos conhecimentos, tais como línguas, cálculos, etc. Embora troque de “vestimenta” (corpo físico), o Espírito não muda, é sempre o mesmo Espírito que em uma encarnação poderá animar o corpo de um homem, noutra de uma mulher, será senhor numa existência, escravo em outra, rico, pobre, negro, branco, etc.

O Espírito vem à Terra para progredir, para melhorar-se. Dessa maneira sua posição social vai variar e suas inclinações serão diferentes entre uma existência e outra. O costume de uma nova posição poderá afetar tais inclinações. Por isso, a identificação do Espírito é dificultosa. Esse processo durará até que Espírito sofra uma melhora ou aperfeiçoamento notável que mudará seu caráter completamente, de mau passa a ser bom. Mas, enquanto isto não ocorre, uma faculdade pode adormecer ou pode perder-se, desde que o Espírito queira exercer outra que não tenha relação com ela ou quando desonrou tal faculdade. Todavia, ficará em estado latente e reaparecerá mais tarde.

Mesmo no estado de selvagem, enquanto encarnado, o indivíduo tem sentimento instintivo da existência de Deus e pressente vida futura, pois são lembranças conservadas daquilo que sabia como Espírito antes de encarnar. O Orgulho poderá abafar esse germe, mas, nunca destruí-lo.

Algumas crenças presentes em todos os povos e que são relativas à doutrina espírita são frutos da lembrança que o Espírito tem, uma vez que essa doutrina é tão antiga quanto o mundo. Ela é encontrada em toda parte, fato que corrobora para sua veracidade. Assim, o Espírito encarnado, conservando a intuição do seu estado de Espírito, tem a consciência do mundo Espiritual. O que atrapalha a consciência total são os preconceitos e a ignorância misturada com a superstição.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

O dogma da reencarnação não é uma invenção moderna. Tampouco Pitágoras é o criador do sistema de metempsicose, a qual tomou dos filósofos indianos e dos meios egípcios, onde existia desde épocas cuja memória não mais existe.

A metempsicose era a ideia da transmigração da alma de um homem para um animal. A Doutrina Espírita mostra a grande diferença com a reencarnação, uma vez que os Espíritos Superiores não admitem de maneira absoluta que o Espírito possa retrogradar. Desta forma, a reencarnação ocorrerá sempre em corpos humanos. Dessa forma, apresenta-se a pluralidade das existências de um ponto de vista racional, conforme as leis progressivas da natureza e em harmonia com a sabedoria do Criador.

A nova existência está sob o controle do Espírito, isto é, segundo as obras que tiverem feito numa existência poderão ser felizes ou infelizes na outra. A sucessão de existências anteriores e progressivas explica porque os indivíduos trazem, ao nascer, a intuição do que já haviam adquirido. São mais ou menos adiantados, segundo o número de existências porque passaram ou conforme estejam mais ou menos distanciados do ponto de partida.

O dogma da reencarnação explica racionalmente que cada um será recompensado segundo o seu verdadeiro merecimento, e ninguém é excluído da felicidade suprema, a que pode aspirar, sejam quais forem os obstáculos que encontre no seu caminho.

A doutrina da pluralidade das existências é a única a explicar aquilo que, sem ela, é inexplicável. É consoladora e está conforme a Justiça Divina, sendo para o homem a tábua de salvação que Deus lhe concedeu na sua infinita misericórdia.

Para estudo acerca do tema reencarnação remetemos o leitor ao Evangelho de Mateus, Capítulo XVII e ao Evangelho de João, Capítulo III, aos quais sugerimos o exame à luz da doutrina espírita para um melhor esclarecimento.

Beto Ramos
Uberaba - Mg


[1] XAVIER, Francisco Cândido. Religião dos Espíritos. Ditado por Emmanuel. Brasília: FEB, 2014, Cap. 4.
[2] Idem.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

SEMELHANÇAS FÍSICAS E MORAIS – PARTE 49

 PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS
– SEMELHANÇAS FÍSICAS E MORAIS 
(Questões: 207 a 217)

Em nosso século não é impossível encontrar pais que querem intervir no processo reencarnatório, pois, buscam através da ciência escolher sexo, cor de pele, cor de olhos e outras bizarrices. Do mesmo modo que o aborto, onde não há o perigo de morte para a mãe em face da gestação, a interferência acima fere as leis naturais.

Neste capítulo os Espíritos Superiores confirmam, uma vez mais, que o corpo procede do corpo, mas, o Espírito NÃO PROCEDE do Espírito. Mesmo nascendo em uma mesma família, todos os Espíritos se tratam de ALMAS DIFERENTES.

Trata-se, entre os descendentes de uma mesma raça, apenas de consanguinidade. QUESTÃO MERAMENTE BIOLÓGICA, ORGÂNICA.

De sorte que os Espíritos Codificadores ensinam que NÃO EXISTE TRANSMISSÃO DE SEMELHANÇA MORAL pelo mecanismo de geração orgânica do ser. As semelhanças encontradas entre pais e filhos no seio familiar PROVÊM DA SIMPATIA E AFINIDADES DE INCLINAÇÕES, que exerce verdadeira atração entre os mesmos.

A influência que os pais exercem sobre os filhos ocorre, após o nascimento, em razão de que todos devem concorrer para o progresso recíproco. Assim, É DEVER DOS PAIS EDUCAR SEUS FILHOS, tarefa esta que se não se desincumbirem terão falhado com os mesmos e serão considerados culpados pelos desvios ocorridos.

Um dos fatores que comprovam que a evolução ocorre coletivamente, isto é, por meio da concorrência de todos uns pelos outros, é o caso de que Espíritos maus podem pedir bons pais, a fim de receberem bons conselhos que modifiquem os seus objetivos para o bem e, por vezes, são atendidos por Deus.

Todavia, se os encarnados não devem buscar interferir na escolha de organismos físicos para seus filhos, da mesma forma, mesmo que busquem por preces e bons pensamentos atrair somente Espíritos Superiores para encarnar no corpo físico do filho, NÃO serão atendidos, pois, os Espíritos das crianças que darão nascimento LHES SÃO CONFIADAS para que concorram na sua melhora moral. Pode ocorrer que venham FILHOS MAUS e isto se constitui em PROVA PARA OS PAIS.

Semelhanças de caráter entre irmãos, sobretudo entre gêmeos, advêm da simpatia, da afinidade e da similitude de sentimentos. Esses se sentem felizes por estarem juntos.

Acrescem os Espíritos Codificadores que histórias de lutas no ventre não passam de imagens. Aqui não podemos esquecer a “luta” descrita no Gênesis entre Esaú e Jacó (os gêmeos “diferentes”). O que, em verdade, estas imagens elucidam que nossas antipatias e ausência de afinidade, também, são depuradas durante a encarnação. Somos posicionados ao lado de irmãos que nos auxiliarão a depurar, em conjunto, nossos ódios, aversões e antipatias recíprocas.

Os povos apresentam, também, caracteres distintivos. Os Espíritos formam suas famílias pelas semelhanças e tendências. E, da mesma forma, reúnem-se uma variedade de famílias que formarão determinado povo com caracteres distintivos de sua raça. Trata-se de verdadeira “grande família” onde se apresentam Espíritos mais ou menos elevados, cujas tendências, simpatias e afinidades os reúnem em determinado território. Espíritos bons e humanos buscarão os seus afins, assim como aqueles que são duros e grosseiros farão a mesma coisa. A simpatia das coletividades é a mesma dos indivíduos. Cada um procura o seu meio.

O caráter moral pode ser conservado de uma existência para outra. Porém, o objetivo central é a modificação para melhor. Suas manifestações como Espírito podem tender à certas semelhanças, mas, a constante mudança de posições sociais de uma vida para outra requer a mudança de inclinações. Portanto, esta característica reencarnatória dificulta o reconhecimento de um Espírito. As semelhanças de caráter sofrem modificações em razão de costumes e posições ocupadas pelo Espírito. Quando um aperfeiçoamento notável ocorre há mudança completa do caráter, por exemplo: um orgulhoso e mau pode tornar-se humilde e humano, desde que haja se arrependido (o Novo Testamento nos oferece o exemplo do Apóstolo Paulo).

Os traços de características físicas são destruídos com a morte, uma vez que o novo corpo (na nova existência) nada tem a ver com o anterior. No entanto, O ESPÍRITO REFLETE O CORPO. A MATÉRIA É MODELADA PELAS QUALIDADES DO ESPÍRITO. É o Espírito que imprime o caráter, principalmente ao semblante. A afirmação: “os olhos são o espelho da alma”, é uma verdade, pois, o rosto, mais particularmente, reflete a alma.

Podemos experimentar essa verdade observando indivíduos, fisicamente, excessivamente feios, mas, dotados de bondade, sensatez, humanidade e que nos agrada profundamente, enquanto outros, belos no semblante, nada mais oferecem que um corpo perfeito. Por vezes, causa extrema repulsa. Corpos perfeitos não indicam Espíritos Perfeitos. Seres humanos de bem são frequentemente encontrados sob a aparência disforme.

No capítulo XIV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, tratando-se de parentesco corporal e espiritual, vamos encontrar a seguinte explicação:

“Há, portanto, duas espécies de famílias: as famílias por laços espirituais e as famílias por laços corporais. As primeiras, duradouras, fortificam-se pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das diversas migrações da alma. As segundas, frágeis como a própria matéria, extinguem-se com o tempo, e quase sempre se dissolvem moralmente desde a vida atual”.

No mesmo capítulo é revelado que:

“Os Espíritos que se encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são o mais frequentemente Espíritos simpáticos, ligados por relações anteriores, que se traduzem pela afeição durante a vida terrena. Mas pode ainda acontecer que esses Espíritos sejam completamente estranhos uns para os outros, separados por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem também por seu antagonismo na Terra, a fim de lhes servir de prova”.

E arrematam:

“OS VERDADEIROS LAÇOS DE FAMÍLIA NÃO SÃO, PORTANTO, OS DA CONSAGUINIDADE, MAS OS DA SIMPATIA E DA COMUNHÃO DE PENSAMENTOS, QUE UNEM OS ESPÍRITOS, ANTES, DURANTE E APÓS A ENCARNAÇÃO”.

Ainda no mesmo capítulo de O Evangelho Segundo o Espiritismo vamos encontrar no ensinamento de Santo Agostinho a seguinte advertência:

“Compreendei neste momento o grande papel da Humanidade! Compreendei que, quando gerais um corpo, a alma que se encarna vem do espaço para progredir. Tomais conhecimento dos vossos deveres, e ponde todo o vosso amor em aproximar essa alma de Deus: é essa missão que vos está confiada, e da qual recebereis a recompensa, se a cumprirdes fielmente. [...] Lembrai-vos que a CADA PAI E A CADA MÃE, DEUS PERGUNTARÁ: ‘Que fizeste da criança confiada à vossa guarda?’ Se permaneceu atrasada por vossa culpa, vosso castigo será o de vê-la entre os Espíritos sofredores, quando dependida de vós que fosse feliz.”

Sem pretensão de concluir, mas, trazendo informações da Obra Evolução em Dois Mundos[1], André Luiz ressalta:

“[...] ligado inevitavelmente aos princípios de sequência, é compelido a renascer na Terra ou a viver além da morte, com raras exceções, entre os seus próprios semelhantes, porquanto hereditariedade e afinidade no plano físico e no plano extrafísico, respectivamente, são leis inelutáveis, sob as quais a alma se diferencia para a esfera superior, por sua própria escolha, aprendendo com larga soma de esforço a reger-se pelo bem invariável, que lhe assegurando equilíbrio, também lhe confere poder sobre os fatores circunstanciais do próprio ambiente, a fim de criar valores mais nobres para os seus impulsos de perfeição”.

Beto Ramos
Uberaba - MG


[1] XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em dois mundos. Ditado pelo Espírito André Luiz. Brasília: FEB, 2013. Pg. 58/59.

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