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quarta-feira, 29 de julho de 2026

IA, CHARLATANISMO E FAKE NEWS: o crivo da razão de Kardec

 IA, CHARLATANISMO E FAKE NEWS: o crivo da razão de Kardec!

Clicando na imagem acima, você poderá assistir o vídeo e ter contato com o resumo dos ensinos filosóficos e científicos de Allan Kardec. Onde ele estabelece os pilares do método de validação do Espiritismo.

São os mesmos pilares e o próprio método de Kardec um meio infalível para que você possa lidar com a enorme quantidade de notícias equivocadas e informações falsas que insistem em te bombardear no dia-a-dia.

Veja, abaixo, os princípios fundamentais que foram mencionados por ele e podem, assim, ser sintetizados em:

a. O Crivo da Razão e do Bom Senso

• Submissão à Razão: Tudo o que vem dos Espíritos deve passar obrigatoriamente pela análise rigorosa da lógica, do bom senso e dos conhecimentos já adquiridos pela humanidade.

• Rejeição do Dogmatismo: Qualquer teoria que esteja em manifesta contradição com a lógica deve ser rejeitada, independentemente do nome do Espírito que a assine.


b. Controle Universal do Ensino dos Espíritos (CUEE)

• Concordância Universal: Para que um princípio seja considerado uma verdade doutrinária, não basta a instrução de um único Espírito ou grupo; é necessária a concordância das revelações feitas espontaneamente por múltiplos Espíritos, através de múltiplos médiuns, desconhecidos entre si e espalhados por diferentes lugares.

• Universalidade e Unanimidade: É essa concordância em massa que garante a unidade da doutrina e invalida teorias e sistemas pessoais ou excêntricos.

c. Gradação da Revelação Doutrinária

• Revelação Progressiva e Oportuna: Os Espíritos superiores revelam os ensinamentos de forma gradual, respeitando a capacidade de compreensão da humanidade e o momento propício.

• Prudência quanto ao Inédito: Informações isoladas, novas ou prematuras não constituem lei de imediato; devem ser tratadas como opiniões pessoais ou esclarecimentos provisórios até que recebam a sanção da concordância universal.


d. Inexistência de Infalibilidade e Autoridade Pessoal

• Diversidade e Falibilidade Espiritual: Nem todos os Espíritos detêm toda a verdade. Existem Espíritos ignorantes, presunçosos e mistificadores; portanto, não se deve aceitar cegamente as comunicações.

• Ausência de "Juízes Supremos": Kardec reforça que nem ele nem qualquer pessoa é árbitro supremo da verdade. Uma ideia não é aceita por ter vindo de um Espírito específico ou por se alinhar com a opinião de uma pessoa, mas sim por receber a sanção da concordância.

BIBLIOGRAFIA:

1. Revista Espírita de Abril de 1864: Controle Universal do Ensino dos Espíritos - autoridade da Doutrina Espírita.

2. Capítulo II do livro A Gênese: Caráter da Revelação Espírita (itens 52 a 55).

3. Evangelho Segundo o Espiritismo: Introdução - Controle Universal do Ensino dos Espíritos: Autoridade da Doutrina Espírita.

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

A DOUTRINA DOS ESPÍRITOS NÃO É ASSUNTO QUE SE ESGOTA EM UMA PALESTRA

 

EM SUAS VIAGENS KARDEC MINISTRAVA ENSINOS COMPLEMENTARES AOS QUE JÁ POSSUIAM CONHECIMENTO E ESTUDO PRÉVIO.


Visitando a cidade Rochefort, na França, durante a Viagem Espírita em 1862, Allan Kardec, após ser convidado para ter com algumas pessoas que desejavam conhecê-lo e ouvir algo acerca do Espiritismo, disse:

“Antes de tudo, devo informar quanto ao objetivo que me proponho nessas excursões. Vou unicamente visitar centros espíritas e lhes dar as instruções de que possam necessitar.

Enganar-se-ia quem pensasse que vou pregar a doutrina aos incrédulos. O Espiritismo é toda uma ciência que reclama estudos sérios, como as outras ciências, e requer numerosas observações.

Para os que lhes não conhecem as primeiras noções, sou obrigado a enviá-los à fonte, ou seja, ao estudo das obras onde se acham todos os ensinamentos necessários e a resposta à maioria das perguntas que poderiam fazer e que, em sua maior parte, recaem sobre os princípios mais elementares.

Eis por que, em minhas visitas, só me dirijo aos que já sabem, aos que precisam de ensino complementar, e não de á-bê-cê. Jamais vou dar o que se chama sessões, nem convocar o público para assistir a experiências ou demonstrações e, menos ainda, fazer exibição de Espíritos.

Os que esperassem ver aqui coisa semelhante estariam completamente equivocados e devo apressar-me em lhes tirar a ilusão".

Fonte: Revista Espírita de Dezembro de 1862.

terça-feira, 24 de outubro de 2023

SOBRE KARDEC E O LUCRO DE SUAS OBRAS NA ESTEIRA DA IDEIA DOIDIVANA DE QUE PRA SER ESPÍRITA SE DEVA ABDICAR DO DINHEIRO

 

"Mas – perguntarão – e as vossas obras? Não vendestes caro os manuscritos? Um instante; isto é entrar no domínio privado, onde não reconheço a ninguém o direito de se imiscuir. Sempre honrei os meus negócios, não importa a que preço de sacrifícios e de privações; 

nada devo a quem quer que seja, enquanto muitos me devem, sem o que teria mais do dobro do que me resta; assim, ao invés de subir, desci na escala da fortuna. Não tenho, pois, de dar satisfação de meus negócios a ninguém; que isso fique bastante claro. [...]

Ora, a esse respeito, uma obra filosófica tem cem vezes menos valor do que certos romances vinculados a determinados nomes. Para dar uma ideia de meus imensos lucros, direi que a primeira edição de O Livro dos Espíritos, que empreendi por minha conta e risco, mesmo não tendo editor que dela quisesse encarregar-se, rendeu-me cerca de quinhentos francos, já descontadas as despesas e depois de esgotados todos os exemplares, vendidos e doados, como posso provar documentalmente. [...]

Quanto ao lucro que pode advir da venda de minhas obras, não tenho que dar explicações de seu montante, nem de seu emprego. Por certo, cabe-me o direito de o utilizar como bem me aprouver; entretanto, não sabem se tal produto tem uma destinação determinada, da qual não pode ser desviado; é o que saberão mais tarde.[...]

Por isso deixarei memórias circunstanciadas sobre todas as minhas relações e todos os meus negócios, sobretudo no que respeita ao Espiritismo, a fim de poupar aos cronistas futuros os equívocos em que muitas vezes caem, por terem confiado nos boatos dos doidivanas, das más-línguas e das pessoas interessadas em deturpar a verdade, às quais deixo o prazer de deblaterar à vontade, para que mais tarde se torne mais evidente a sua má-fé".

Fonte: Revista Espírita de 1862, pg. 253 (edição em PDF) disponível na internet.


Esse texto de Allan Kardec nos reclama uma reflexão: 'para ser Espírita é necessário haver abdicação do dinheiro?'.

As ações, sejam quais forem devem ocorrer sob a base da 'caridade material'? É possível demonstrar que determinadas atividades demandam tempo, carecem de estudo e precisam ser remuneradas ao menos em seu custo, caso em que o objetivo não seja o lucro.

Ao nosso sentir, certamente, a maior caridade que se possa realizar é a moral, visto que a material é a mais fácil de se fazer. Lado outro, o organizador do Espiritismo deixa claro que, AO DIVULGAR A DOUTRINA DOS ESPÍRITOS, vendeu exemplares de suas obras, como relata acerca de O Livro dos Espíritos.

Destarte, é imperativo que o tema proposto seja objeto de uma reflexão sincera pelos supostos Espíritas, para que a leviandade, a desconfiança e o julgamento desairoso não sejam atirados àqueles que compreendem a função do dinheiro no processo de divulgação do Espiritismo.

Uberaba-MG, 24 de Outubro de 2023
Beto Ramos


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