ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS - PARTE 29



– Capítulo I –

DOS ESPÍRITOS

I – ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS

(Questões: 76 a 83)


Sairemos hoje dos tradicionais comentários diretos às questões para trazermos algumas observações de um Benfeitor Espiritual a fim de promovermos outras reflexões acerca de nossa origem e natureza enquanto espíritos. 


Segundo o Espírito Emmanuel, na Obra ditada a Francisco C. Xavier, cujo título é Emmanuel, aprendemos que “a ideia da imortalidade é congênita no homem”,[1] isto é trata-se de uma particularidade presente no indivíduo desde seu nascimento e o acompanha durante sua vida.


Assim como “em toda personalidade existe uma fagulha divina – a consciência, que estereotipa em cada Espírito a grandeza e sublimidade de sua origem”.[2]

Nessa obra, falando sobre a ideia de Deus e a consciência, vamos nos deparar com uma Verdade ensinada pelo benfeitor espiritual: a questão acerca de nossa origem, o conhecimento integral de nosso “eu” e a comunhão com o centro criador do universo OCORRERÁ após nos despirmos das imperfeições e bruteza que nos reveste por meio de muitas vidas no ciclo evolutivo e em diferentes círculos de existência, cuja finalidade é o aperfeiçoamento psíquico e o conhecimento integral do ser.


Aprendemos, assim, que a consciência é Luz Divina que gera em cada individualidade a ideia da Verdade sobre os problemas espirituais e nos desperta sobre a realidade incontestável da VIDA IMORTAL, que é ATRIBUTO DE TODOS OS SERES DA CRIAÇÃO.


Ora, no capítulo 17 da obra comentada, Emmanuel comenta questões que envolvem o drama da evolução anímica:


      a)     Teria sido a alma criada no momento da concepção?

     b)     O Espírito é criado pela Potência suprema do universo, apto a ingressar nas fileiras humanas?

      c)      A alma é criada num período de tempo que precede o nascimento de um novo ser como pensava Tomás de Aquino?

      d)     Haveria uma preexistência como pensava Orígenes?


E, de conformidade com seus atentos estudos, no item 17.2 afirma que:


I – Somos oriundos da flora microbiana em séculos remotíssimos;

II – Todos nós já nos debatemos no acanhado círculo evolutivos dos animais;

III – Os animais são nossos parentes próximos.


Remete nossa reflexão para as histórias das calúnias, de homicídios e da variedade de perversidades humanas (assassínios, infanticídios e dramas dolorosos), em cujo seio social não há homem algum em posição especial de perfectibilidade única, apresentando característicos e entidade angélica.


A guisa de conclusão, tendo em vista que as intrincadas questões foram efetuadas pelo Codificador e se encontram à nossa disposição para reflexões, gostaríamos de trazer para o nosso estudo de hoje as palavras desse Benfeitor Espiritual Emmanuel, o qual somos todos devedores:


“TODOS SOMOS IRMÃOS. De milênios remotos, viemos todos nós, em pesados avatares. Da noite dos grandes princípios, ainda insondável para nós, emergimos para o concerto da vida. A origem constitui, para o nosso relativo entendimento, um profundo mistério, cuja solução ainda não nos foi possível atingir, mas sabemos que todos os seres inferiores e superiores participam do patrimônio da luz universal. Em que esfera estivemos um dia, esperando o desabrochamento de nossa racionalidade? Desconheceis ainda os processos, os modismos dessas transições etapas percorridas pelas espécies, evoluindo sempre, buscando a perfeição suprema e absoluta, mas sabeis que um laço de amor nos reúne a todos, diante da Entidade suprema do universo. É certo que o Espírito jamais retrograda, constituindo uma infantilidade as teorias da metempsicose dos egípcios, na Antiguidade. Mas, se é impossível o regresso da alma humana ao círculo da irracionalidade, recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade, e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida”.[3]



[1] XAVIER, Francisco Cândido. Emmanuel. Ditada pelo Espírito Emmanuel. Brasília: FEB, 2016, pg. 98.
[2] XAVIER, Francisco Cândido. Emmanuel. Ditada pelo Espírito Emmanuel. Brasília: FEB, 2016, pg. 98.
[3] XAVIER, Francisco Cândido. Emmanuel. Ditada pelo Espírito Emmanuel. Brasília: FEB, 2016, págs. 112/113.

ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA - O LIVRO DOS ESPÍRITOS LIVRO PRIMEIRO - PARTE 28

IV Capítulo – PRINCÍPIO VITAL
III – INTELIGÊNCIA E INSTINTO
(Questões: 71 a 75a)

Na questão 24 de O Livro dos Espíritos Allan Kardec havia questionado os Espíritos acerca da inteligência e do espírito. Se Espírito seria sinônimo de inteligência. Os espíritos disseram que a inteligência é atributo essencial do espírito. Que um e outro se confundem num princípio comum, sendo para nós uma e a mesma coisa.


A partir da questão 71 de O Livro dos Espíritos o Codificador retoma o tema e questiona se a inteligência seria atributo do princípio vital, qual sua fonte, a relação do instituto com a inteligência e a falibilidade da razão.

Os Espíritos Superiores ensinam que, sendo a inteligência um atributo do Espírito, um corpo poderá viver sem inteligência, como, por exemplo, as plantas que vivem, mas, não pensam. Matéria e Espírito são independentes, contudo a manifestação da inteligência precisa de órgãos materiais, pois, é a união como o Espírito que proporciona inteligência à matéria animalizada (matéria dotada de fluído vital).

Kardec distinguiu os seres da seguinte forma:
      
       a) Seres inanimados: formados somente de matéria, sem vitalidade nem inteligência; são os corpos brutos.
     b) Seres animados NÃO pensantes: formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência.
    c) Seres animados pensantes: formados de matéria, dotados de vitalidade e tendo ainda um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar.

A fonte da inteligência, segundo os Espíritos Codificadores é a inteligência universal (Deus). A inteligência é uma faculdade própria de cada ser e constitui a individualidade moral.

O instinto é uma espécie de inteligência, denominada NÃO racional, cujo propósito é prover todas as necessidades dos seres (sobrevivência, manutenção da espécie, físicas, fisiológicas, etc.).

O instinto não se engana, pode conduzir o indivíduo ao bem e é um guia mais seguro que a razão. O indivíduo é que negligencia o instinto. Trata-se, segundo Allan Kardec, de uma inteligência rudimentar, cujas manifestações são espontâneas e variam segundo as espécies e suas necessidades.

A inteligência e o instinto se confundem, podendo ser distinguidos pelos atos que pertencem a cada um. A razão permite ao homem escolher. Resulta de apreciações e deliberações. É o que lhe dá o livre-arbítrio. Não é infalível porque a má educação, o orgulho e o egoísmo lhe falseiam.

Conforme o Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XI, item 8, o Espírito Lázaro, tratando da Lei de Amor, revela que “no seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor – primeira palavra do alfabeto divino – é o requinte do sentimento. [...] Aquele, pois, em que os instintos dominam, está mais próximo do ponto de partida que do alvo”.


Portanto, a razão é falseada pelas sensações. O egoísmo, o orgulho e a vaidade, não permitem que o indivíduo tenha acesso ao seu patrimônio intelectual, que só poderá ser revelado por uma educação espírita, aquela que traz a segunda palavra do alfabeto divino: a reencarnação.

ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS – parte

CAPÍTULO VIII EMANCIPAÇÃO DA ALMA IV LETARGIA, CATALEPSIA, MORTE APARENTE (Questões: 421 a 424) Neste item do capí...