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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

FINALIDADE DA ENCARNAÇÃO – PARTE 37


 ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS
I – FINALIDADE DA ENCARNAÇÃO
(Questões: 132 a 133.a)


“É o indivíduo que cria a própria infelicidade, afastando-se das Leis de Deus e atraindo males. Assim, não experimenta a felicidade possível num plano grosseiro.”


Segundo ensinam os Espíritos Codificadores, Deus impõe a encarnação aos Espíritos a fim de leva-los à perfeição. Nesse caminho experimentam expiações e missões, angariando experiências por meio dos problemas das existências corpóreas.

A encarnação é um mecanismo da Sabedoria Divina para colocar o Espírito em condições de enfrentar a sua parte na obra da Criação. Assim, Deus permite que o Espírito tome um corpo em cada mundo conforme a matéria essencial do mesmo, para cumprir ordens divinas daquele ponto de vista.

Os Espíritos, criados simples e ignorantes, instruem-se por meio das encarnações, e não há esse ou aquele Espírito criado mais ou menos feliz que outro, pois, a felicidade é alcançada por meio de penas e trabalhos a que o Espírito é submetido, isto é, por méritos.

Quando se referem às penas, os Espíritos deixam claro que não se tratam de castigos do Criador, mas, resultado da imperfeição do Espírito. Quanto menos imperfeito, menos sofre. Inveja, ciúme, avareza e ambição provocam penas e sofrimentos a quem possuir tais defeitos. Aquele que não possui nenhuma dessas imperfeições não sofrerá os tormentos que elas causam.

A felicidade também está atrelada à aceitação e à submissão do Espírito às Leis Divinas, bem como às provas a que é submetido para evoluir no caminho da perfeição.

Mas, sob o ponto de vista espiritual, qual seriam as consequências do afastamento pelo Espírito da finalidade encarnatória? Podemos pensar assim:


    1. Nem todos que requisitam conforto e o alcançam no plano material são felizes; muitos são infelizes e entediados.
  2. Outros pleiteiam destaque, mas, ao alcança-lo se apresentam inabilitados para a tarefa.
   3. Há “felizes” no plano das aquisições materiais que acumulam enfermidades com os excessos que cometem em razão da abundância.
  4. Há “infelizes” pela carência material que acumulam verdadeiros tesouros com o proveito que tiram das lições do mundo.
  5. Muitos são saudáveis e, abusando da robustez, desencarnam prematuramente.
   6. Muitos doentes vivem longevamente pelo respeito que dedicam ao corpo.

Assim, a encarnação revela os “felizes-infelizes” nos enganos a que se arrojam e os “infelizes-felizes” nas provações em que se elevam. Pensemos em Jesus e Barrabás para termos o exemplo necessário.

Na evolução espiritual REENCARNAÇÃO nem sempre é sucesso expiatório, como nem toda luta no campo físico expressa punição. Toda restauração exige dificuldades equivalentes. Todo valor evolutivo reclama serviço próprio.

Não é correto medir as dores alheias pelo critério de expiação, podem ser almas heróicas. Alguns, para auxiliar entes queridos, solicitam uma encarnação para ampará-los na travessia da angústia. Todavia, tal alma heróica estará em franca evolução através da experiência adquirida.

A REENCARNAÇÃO compara-se à reunião de sementes no celeiro. Ali reunidas em demasia, a ação dos agentes químicos as tornam imprestáveis. Contudo, conduzidas ao replantio, padecem de solidão e abandono ante todos os problemas do solo. Mas, voltam à glória da vida em forma de verdura e flor, espiga e pão.

ESPÍRITOS, criados simples e ignorantes, assemelham-se aos tratos de argila que se escondem nas glebas de calcário. Ficam lá, às vezes, por séculos. Suas modificações, lentas, são sem maior proveito. Mas, extraída a argila e levada às elevadas temperaturas do forno, materializam as peças criadas pelo oleiro. Irão, portanto, atender às tarefas de utilidades em planos superiores e realizam os nobres sonhos dos indivíduos nas diversas construções. ASSIM, OPERA UMA ENCARNAÇÃO. 

O meio ambiente influi no Espírito. Por constituir prova expiatória, exerce poderosa influência sobre a personalidade. Diante disto, a Lei Divina estabelece o mecanismo da repercussão e da interdependência. Aqueles mais esclarecidos cooperam na transformação para o bem, melhorando e elevando as condições materiais e morais de todos os que vivem na sua zona de influenciação.

Beto Ramos
Uberaba - MG

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

ANJOS E DEMÔNIOS – PARTE 36

- VIII – ANJOS E DEMÔNIOS

(Questões: 128 a 131)

“Fazei com que compreendam, sobretudo, que o mal é obra dos homens e não de Deus; não procureis assustá-los com o quadro das chamas eternas, nas quais acabam por não acreditar e que lhes faz duvidar da bondade de Deus”. (Kardec, A Gênese, pg. 228, 2013).

Conforme ensina a obra O Céu e o Inferno, primeira parte, capítulo VIII, todas as religiões têm os seus anjos, com diferentes nomes, ou seja, seres superiores à Humanidade, intermediários entre Deus e os homens. O materialismo, negando qualquer existência espiritual além da vida orgânica, naturalmente colocou os anjos entre as ficções e as alegorias”.

“Não há dúvida de que existem seres dotados de todas as qualidades atribuídas aos anjos. A revelação espírita confirma, nesse ponto, a crença de todos os povos. Mas ao mesmo tempo nos dá a conhecer a natureza e a origem desses seres”. (O céu e o Inferno, 1ª Parte, Cap. VIII).

          1.       Quem são os Espíritos?
Segundo a obra ora mencionada, são seres criados sem conhecimento e sem a consciência do bem e do mal, mas aptos a adquirir tudo isso que lhes falta. Esta aquisição ocorre pelo trabalho. O Objetivo deste é chegar à perfeição, o que ocorre a todos com maior ou menor rapidez, conforme o uso do seu livre-arbítrio e na razão de seus esforços. Assim, todos têm que percorrer os mesmos graus, com o mesmo trabalho a cumprir, pois, Deus não dá uma obrigação mais pesada ou mais leve a uns que a outros, eis que todos são seus filhos, inexistindo qualquer tipo de preferência.

“Deus, portanto, não criou o mal. Todas as suas Leis conduzem ao bem. Foi o próprio homem quem criou o mal infringindo as Leis de Deus. Se ele as observasse escrupulosamente jamais se afastaria do bom caminho”. (O Céu e o Inferno, idem, item 12).

          2.      Como o Espírito se torna Puro ou Anjo?
É que nas primeiras fases de sua existência, não tendo experiência, é falível. Adquire, todavia, experiência e aprende o que deve evitar a partir do sofrimento das consequências dos erros praticados. Pouco a pouco, aprende, se desenvolve, aperfeiçoa-se e avança na hierarquia espiritual.

          3.      Quem são os Anjos?
Almas dos homens que atingiram o grau de perfeição acessível à criatura e gozam a felicidade prometida. Antes, porém, do grau supremo, possuem felicidade relativa ao desempenharem funções lhes confiadas por Deus, nas quais, sendo para eles um meio de progredir, sentem prazer.

         4.      Onde estavam os Anjos antes da Criação da Terra?
Conforme nos ensina a pluralidade das existências, assim como a existência de muitas moradas na Casa do Pai, visto que a Humanidade não está limitada à Terra e já havia em outros mundos Espíritos encarnados que percorreram as mesmas etapas que nós, estavam estes evoluindo em suas existências humanas, que se perdem no infinito, o que nos dá a falsa impressão de que eles sempre foram anjos. E, assim deve ser mesmo o pensamento estreito, uma vez que para o Espírito criado após o outro que já existe, aquele que já existe sempre esteve no grau evolutivo encontrado. Todavia, o ponto de partida é comum a todos: simplicidade e ignorância.

      5.      Como encarar, então, a crença na existência de Demônios?
O Espiritismo ensina que os Espíritos, desde sua Criação, começam a progredir, seja através da encarnação, seja no estado espiritual (como ensina Kardec no livro O Céu e o Inferno), ou evoluem em dois mundos (como ensina André Luiz, Espírito, no livro Evolução em Dois Mundos).

Dessa maneira, desde o princípio do ser inteligente até o supremo grau de pureza, há uma escala em que cada classe representa um grau no processo evolutivo. Portanto, haverá uns em maior ou menor grau de adiantamento moral e intelectual, saber, ignorância, bondade e maldade. Nos graus inferiores existem os Espíritos inclinados ao mal que sentem prazer na sua prática. Esses são os chamados demônios, pois, podem praticar todas as maldades atribuídas a esses. 

Contudo, não são seres distintos da humanidade, de natureza essencialmente perversa, destinados eternamente ao mal, incapazes de progredir para o bem. Estão, ao contrário, submetidos à lei do progresso em virtude de sua INATA aptidão para progredir. Como Deus não viola nenhuma consciência, atribuindo aos Espíritos o livre-arbítrio, somente progridem segundo a própria vontade, tendo ao seu dispor todos os meios para tanto.

          6.      Anjos e Demônios são todos Espíritos?
Possuindo apenas a diferença no grau evolutivo, não tendo nenhum deles recebido quaisquer privilégios do Criador, são espécies de seres inteligentes da Criação, submetidos à lei do progresso, tendo o mesmo ponto de partida e o mesmo caminho a seguir, fazendo parte da unidade da criação, capazes, em condições, de satisfazer a todas as necessidades do governo universal, pois, elevam-se tão somente pelos méritos próprios. Isso, portanto, corresponde à Justiça de Deus que não criou espécies diferentes, mais ou menos favorecidas de dons naturais.

Tipos como esses, onde há seres angélicos ou demônios (bons ou maus eternamente) só cabem na mente estreita do ser humano, cuja visão obliterada pela ausência de raciocínio lógico aceita apenas a “vontade de Deus”, mas, não reflete na “justiça de Deus”. Isso se traduz na maneira simplista do raciocínio humano que busca moldar o que não compreende pela forma imperfeita como vive na Terra. Como é o caso da primogenitura onde o primeiro filho homem recebe todos os privilégios das riquezas e títulos humanos em detrimento dos demais. Por isso, é de se notar que muitos déspotas, verdadeiros doentes mentais, ostentaram títulos de reis, príncipes, imperadores, etc.

Daí concluir-se que, perante a Justiça Divina, atende-se aos méritos sem distribuição de privilégios. Para aqueles que buscarem o duelo mental mencionando os Evangelhos e a Bíblia, lembramos que a forma alegórica daqueles que nos legaram as escrituras é uma das características de sua linguagem e tudo que lá se contém não se deve tomar ao pé da letra.

Beto Ramos
Uberaba - MG

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O ATO DO DEVER MORAL E A CARIDADE DESINTERESSADA

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