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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

RETORNO À VIDA ESPIRITUAL: SEPARAÇÃO ENTRE ALMA E CORPO - PARTE 41


RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL – SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO  - (Questões: 154 a 162)

“O abnegado benfeitor Emmanuel, em outra ocasião, questionado sobre o assunto, afirmou que o tempo ideal para a cremação do corpo, desocupado pelo inquilino ou pelo espírito que o habitava é de 72 horas, de vez que, além da chamada morte clínica, o espírito liberado, em muitos casos, ainda está em processo de mudança, retirando aos poucos os remanescentes da sua própria desencarnação”.


Ao encontrarmo-nos em reflexões profundas, na busca de quem somos e para onde vamos, muitos medos nos envolvem. É possível que Allan Kardec tenha sintetizado as angústias humanas na dúvida demonstrada através da questão formulada aos Espíritos Superiores.

O Codificador questiona se na separação entre alma e corpo há dor. Afirmam os Espíritos que NÃO há dor, mas, possíveis sofrimentos, os quais, quando ocorrem consolidam-se em prazer para o Espírito em razão do final de seu exílio.

Mas, é importante que não nos esqueçamos: “[...] a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado. Os dois estados se tocam e se confundem, de maneira que o Espírito se desprende pouco a pouco dos seus liames; estes se soltam e não se rompem”.



O QUE SABEMOS DEPOIS DE KARDEC?
 - O que liga o corpo físico ao Espírito é o perispírito.
- A morte é a destruição do corpo, mas, o perispírito fica intacto.
- Cessada a vida orgânica o corpo separa-se do perispírito.
- Quando o corpo morre o Espírito não se desprende subitamente. A separação é gradual, cuja lentidão é variável, conforme cada indivíduo.
- A demora ocorre para aqueles cuja vida foi toda material e sensual (pode ocorrer em dias, meses ou anos).
- A demora em desligar-se não quer dizer que exista vitalidade ou possibilidade de retorno à vida, mas, somente afinidade em razão à preponderância do Espírito sobre a matéria.
- Atividade intelectual e moral, a elevação de pensamentos é um começo de desprendimento e pode ocorrer mesmo durante a vida corpórea, quando chega a morte o desligamento é quase instantâneo.
- É em razão da afinidade com a matéria que o Espírito experimenta o horror da decomposição.

Aqueles que refutam a Lei da Reencarnação trazem a lume a passagem evangélica que diz: Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo...”. (Hebreus, 9:27).

Os Espíritos Superiores mostram A VERDADE CONTIDA NESTA Carta. Sendo o corpo humano uma veste, uma personalidade única, onde o Espírito “está”, posto que ainda não “é”. Isto é, nesta encarnação “estou” médico (a), engenheiro (a), advogado (a), ou qualquer outra função, mas, também, ESTOU INVESTIDO NA PERSONALIDADE ENCARNADA (hoje sou o Beto, depois que desencarnar eu descobrirei quem sou realmente).

Dizem os Espíritos: “[...] O corpo é uma máquina que o coração põe em movimento. Ele se mantém enquanto o coração lhe fizer circular o sangue pelas veias e para isso não necessita da alma”.

O Estudo sério de O Livro dos Espíritos nos esclarece que os Espíritos que desencarnam tem prazer em voltar ao estado em que é só Espírito, mas, também informa que essa sensação de prazer não é pertinente a todo e qualquer Espírito que desencarna, pois, aqueles que fizeram o mal com o desejo de fazê-lo estarão envergonhados do que fizeram. Para o justo é diferente. Ele sente-se aliviado de um grande peso porque não receia nenhum olhar reprovador.

É com o mesmo critério que se deve entender a afirmação de que o Espírito que retorna ao plano espiritual encontra aqueles com os quais se afeiçoa (os bons sintonizam-se com os bons e os maus sintonizam-se com os maus).

Os Espírito vê muitos que havia perdido o contato, os que estão na erraticidade e os encarnados que vai visitar, e, por fim, nas mortes violentas o desprendimento é mais lento.

Chegamos à conclusão que perdermos o hábito de velar os mortos e os enterrarmos imediatamente após o desenlace, pode perturbá-los, tendo em vista que a grande maioria de nós estamos, de certo modo, com mais afinidade com a matéria do que com o Espírito.

Na Obra “Lições de Sabedoria”, Capítulo 4, que tem o título: Corpo na Transição, suicídio e reencarnação, Marlene Nobre perguntou a Chico Xavier se o espírito sente os efeitos da cremação do corpo físico e quantas horas devemos esperar para efetuar a cremação, cuja resposta foi a seguinte:

“O abnegado benfeitor Emmanuel, em outra ocasião, questionado sobre o assunto, afirmou que o tempo ideal para a cremação do corpo, desocupado pelo inquilino ou pelo espírito que o habitava é de 72 horas, de vez que, além da chamada morte clínica, o espírito liberado, em muitos casos, ainda está em processo de mudança, retirando aos poucos os remanescentes da sua própria desencarnação”.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A ALMA APÓS A MORTE – PARTE 40


- RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL – 

I – A ALMA APÓS A MORTE.
 SUA INDIVIDUALIDADE.

VIDA ETERNA
(Questões: 149 e 153.a)

Os indivíduos, em todos os tempos, sempre indagaram: Depois da morte, o que acontece? E, dessa forma, respostas foram dadas em meio a teorias diversas. A famosa teoria do TODO UNIVERSAL pretendeu elucidar, todavia, foi analisada na forma e não no fundo.

Questionando os Espíritos Codificadores Allan Kardec trouxe luzes ao assunto. Após a morte do corpo físico o Espírito retorna ao mundo Espiritual, sua verdadeira morada. Aqui na Terra, ao encarnar, o Espírito é um extraterrestre temporariamente habitando um corpo humano.

O Espírito é uma individualidade. Ao desencarnar isso se constata por meio da aparência que ostentou durante a última encarnação. Essa aparência é formada por um fluído extraído da atmosfera do próprio planeta. Sua estrutura plástica recebe o nome de perispírito.

A teoria do TODO UNIVERSAL terá lugar quando se referir ao CONJUNTO DOS ESPÍRITOS, como numa assembleia. A volta do Espírito para esse todo é o retorno de um indivíduo para o conjunto que forma junto às demais individualidades, as quais não perdem essa identidade jamais.

A comprovação da existência das individualidades ocorre pelas comunicações, o intercâmbio obtido pelas mais diversas formas. Cada individualidade mantém sua inteligência e qualidades próprias. A carne é perecível. O Espírito possui vida eterna.

Quando o Espírito puro atingir a perfeita pureza, terá, além da vida eterna, a felicidade eterna. O patrimônio que o Espírito leva é a lembrança do bem ou do mal que tenha realizado. O que fica na Terra, para o Espírito, será cada vez mais fútil à medida que se depura.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, no Capítulo III, esclarece sobre os diferentes estados da alma na erraticidade. Erraticidade compreendendo sempre o mundo espiritual. Lá apresentará seu estado feliz ou infeliz. Espíritos culpados ficarão vagando nas trevas enquanto os felizes experimentarão a luz resplandecente. Enquanto o malvado é separado dos seus objetos de afeição e fica sozinho, o justo estará com aqueles a quem ama.

Beto Ramos
Uberaba - MG

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O MATERIALISMO – PARTE 39

CAPÍTULO II 
ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS
- III– MATERIALISMO –

(Questões: 147 e 148)

“Ouve a própria consciência, seja qual for a ideia religiosa a que te filias, e perceberás que nasceste para realizar o melhor”. (Emmanuel, Religião dos Espíritos, pg. 176, Edição FEB).

A queda sempre é humana. O estudo sério não leva o indivíduo ao materialismo. Se pensarmos na expressão de Jesus: “O homem é mais ingênuo que perverso”, certamente compreenderemos a constatação dos Espíritos Superiores sobre o fundo de sua afirmação na questão 148 de O Livro dos Espíritos: “O nada, aliás, os apavora mais do que eles se permitem aparentar, e os espíritos fortes são quase sempre mais fanfarrões do que valentes”.

O materialista, na verdade, possui um vazio que não consegue preencher. Indivíduos de ciência são levados ao materialismo em razão de seu orgulho, presunção e ausência de humildade, pois, creem saber tudo e não são capazes de perceber o óbvio: sua ciência não abarca tudo e a natureza, mais comum do que parece, lhes oculta verdades que não possuem capacidade intelectual e moral para saber.

Na maioria das situações, cientistas materialistas tiram falsas conclusões e consequências de seus estudos, abusando, inclusive, das melhores coisas que podem advir dos mesmos.

Sabemos que hoje, século XXI, existem curas para diversas doenças, remédios que seriam altamente seguros, tratamentos muito mais humanizados, dietas alimentares com qualidade para substituir uma variedade incomensurável de remédios, etc., mas o materialismo é guiado pela ganância e pela ambição. A ausência de amor ao próximo conecta-se à cegueira para as leis de causa e efeito, ação e reação, extraídas do “a cada um segundo suas obras”.

Contudo, o ser humano tem, instintivamente, a convicção de que tudo não se acaba para ele com a vida, apesar de se obstinar contra a ideia da vida futura. Chegado o momento do nivelamento universal, a morte, a alma questiona o que dela será...

Cabe-nos, ante o estado de coisas que observamos em nossos dias atuais, cuja oportunidade a alma, encarnada ou desencarnada, está tendo de mostrar qual é a sua essência, no mais sublime sentido de que “nada ficará oculto”, mantermos a certeza de que, como Espíritas, DEVEMOS REANIMAR NOSSAS ESPERANÇAS VACILANTES E NOS CONDUZIR AO CAMINHO DO BEM, EM RAZÃO DAS PERSPECTIVAS DE FUTURO.

Beto Ramos
Uberaba - MG

DESTAQUE DA SEMANA

O ATO DO DEVER MORAL E A CARIDADE DESINTERESSADA

Quem não tem dúvidas, certamente, é porque não estuda. E, por falar nisto, vejamos quantas perguntas estão presentes apenas em uma proposta ...

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