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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

A CRUELDADE - PARTE 111


O LIVRO DOS ESPÍRITOS – 

- LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS –

- CAPÍTULO VI – LEI DE DESTRUIÇÃO –

- V CRUELDADE –

(Questões 752 a 756)


Instinto de destruição, característica de povo primitivo, problema do senso moral, mescla de criaturas cruéis e boas e o expurgo dos malfeitores da sociedade são temas tratados neste item do capítulo estudado de O Livro dos Espíritos. 

Com a objetividade pedagógica dos Espíritos Superiores, temas tão sensíveis foram objetivamente tratados com precisão cirúrgica e, neste caso, podemos, segundo a nossa análise, interpretação e compreensão, citar que: 

a) Sendo a Destruição, como lei, necessária, lado outro, a crueldade NUNCA o será. a CRUELDADE é consequência, sempre, da natureza má do indivíduo. O instinto de destruição está presente, mas, NUNCA ligado à crueldade; 

b) Existem indivíduos que estão mais entregues aos instintos animais e, não tendo necessidades além das corpóreas, cuidam apenas de sua conservação pessoal; O instinto de preservação e o medo de ser destruído, geralmente, os torna cruéis; Se existem aqueles que se pode chamar de primitivos, por outro lado, existem, também, os indivíduos de desenvolvimento imperfeito; Neste caso, estão sintonizados com os Espíritos igualmente imperfeitos que lhes são simpáticos. É o adiantamento que destrói ou arrefece essa influência. Por isto os povos são sujeitos à influência mútua. A isso denominamos progresso e evolução; 

c) O Espírito ao qual se diz em que há nulidade moral é o criado SIMPLES E IGNORANTE. Por outro lado, parece que é erro afirmar que NÃO HÁ SENSO MORAL. De fato, esse Espírito possui senso moral latente. Á medida que evolui o senso moral passa pelo estado rudimentar e se desenvolve segundo as circunstâncias mais ou menos favoráveis.

Apesar do fato de que senso moral e conhecimento não seguem evoluindo na mesma velocidade é equívoco afirmar que o senso moral está ausente nos indivíduos cruéis; Na verdade, o fato é que o senso moral não está plenamente desenvolvido; Todos os indivíduos possuem o senso moral em princípio, pois, é ele que os transforma mais tarde em seres bons e humanos; Assim sendo, o senso moral está presente no denominado indivíduo primitivo, uma vez que todas as faculdades existem no ser humano em estado rudimentar ou latente

d) As sociedades humanas são compostas por Espíritos encarnados que são adiantados e outros que só tem da civilização a aparência; Espíritos de ordem inferior encarnam-se entre outros de ordem superior com a esperança de se adiantarem; Por vezes, torna-se pesada essa prova e seu instinto ou natureza primitiva reage, tornando-o cruel; 

e) Todos aqueles que estão deslocados em meio a estas sociedades de Espíritos voltados ao bem serão, no futuro, separados e renascerão em outros corpos físicos; Vão adquirir novas experiências, compreenderão melhor o bem e o mal; Haverá aperfeiçoamento e desenvolvimento de qualidades novas; É só após muitas gerações que o aperfeiçoamento se torna completo. Por isso há a pluralidade das existências. 

A partir do sentimento que nos provoca a análise dessas questões, com base na experiência atual, percebemos que nossa sociedade passa por mudanças e transformação do seu conjunto. Parece que há um grande contraste de valores éticos e morais; a barbárie dá sinais que tende a vencer. Contudo, é preciso perceber além do imediatismo. Há uma grande oportunidade para diversos Espíritos que estão evoluindo na Terra. Existem alguns tantos que estão à frente do que chamamos “perseverar no mal”. Mas, trata-se da misericórdia divina em ação. 

O ciclo permite que cada um mostre exatamente qual é o Espírito que está por detrás daqueles indivíduos que possuem da civilização apenas a aparência, logo não vemos mais como enigmas no espelho, mas, as máscaras caem, e, nos parece, que há um grande movimento onde o processo de emigração e imigração dos Espíritos está em pleno desenvolvimento e, pensamos, a geração da Nova Era caminha para mostrar apenas aquela árvore carregada de bons frutos. Dessa safra serão expurgados todos os que não são “frutos” ou que o são, mas, apenas de temporada. Esses lobos extraviados em meios aos cordeiros serão convidados a usar um invólucro mais adequado à sua natureza cruel e má, bem como a haurir novas experiências em outro orbe diferente de nosso amado Planeta Terra. 

Você pode deixar sua crítica e sua opinião acerca dessas reflexões. 

Estude e Viva! 
Uberaba – MG, 21 de Setembro de 2020. 
Beto Ramos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

O ASSASSÍNIO - PARTE 110

 

- O LIVRO DOS ESPÍRITOS - 
- LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS – 
- CAPÍTULO VI – LEI DE DESTRUIÇÃO – 
- IV ASSASSÍNIO – 
(Questões 746 a 751)

Replicando o ensino Da Q. 358 (impedir a alma de passar pelas provas de que o corpo devia ser instrumento) a Q. 746 ensina que é crime diante da Lei de Deus interromper uma vida de expiação ou de missão, afirmando que é nisto que consiste o mal.

O fato de mencionarmos a Q. 358 é para servir ao leitor de motivo para reflexão, uma vez que aprendemos na Q. 747: “Deus é justo e JULGA MAIS A INTENÇÃO DO QUE O FATO”. Os Espíritas precisam se dar conta de que para os Espíritos o pensamento é tudo e o que conta, para Deus, é a intenção mais que o fato. Mesmo nos casos de guerras, conforme se depreende da leitura da Q. 749.

Outro exemplo do equilíbrio que se encontra na Justiça Divina é o ensinamento que é tão importante preservar a própria vida como a do agressor. Todavia, está no imaginário popular o “olho por olho, dente por dente”. Revivescendo o ensino de Jesus, os Espíritos mostram que não há, PARA DEUS, diferença em relação a crimes em que vidas são tiradas. No ensino de Jesus, que recordamos, temos: “Que atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado”.

Entendemos que ao realizar a Q. 751, Allan Kardec trazia em mente o fato de que na Grécia antiga o pai era o chefe supremo da religião doméstica. Era o responsável pelos cultos e cerimônias. Ninguém na família poderia contestar esse sacerdote do lar. Baseado nisto o pai poderia se desfazer de qualquer filho advindo do seu legítimo casamento. 

Quando um filho nascia disforme permitia-se matar o recém-nascido por vários meios. A criança estava totalmente submissa à autoridade do pai que poderia fazer o que quisesse com ela. Neste sentido questiona-se sobre o fato de que ali havia um desenvolvimento intelectual e que, dito costume, estaria na contramão desse progresso. Assim, os Espíritos ensinam que o Espírito de inteligência superior pode ser mau, pois, muito viveu sem se melhorar, ou seja, o desenvolvimento intelectual não acarreta a necessidade do bem.

DESTAQUE DA SEMANA

O ATO DO DEVER MORAL E A CARIDADE DESINTERESSADA

Quem não tem dúvidas, certamente, é porque não estuda. E, por falar nisto, vejamos quantas perguntas estão presentes apenas em uma proposta ...

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