domingo, 25 de abril de 2021

QUEM SÃO OS INIMIGOS DO ESPIRITISMO?

 

Abordar o tema inimigos do espiritismo para estudiosos desta ciência filosófica não causa espanto algum. Não se pode dizer o mesmo daqueles que, além de não estudar com profundidade o espiritismo, desconsiderando o seu caráter científilo-filosófico, vêem e propagam o espiritismo por um prisma descartado por Kardec, que afirmou: o espiritismo não é religião.

Aquele que busca compreender as bases e princípios sob os quais repousam solidamente o edifício espírita, certamente deve começar pela obra O Que É O Espiritismo de autoria de Allan Kardec. Nela o codificador exporá claramente o que se compreende por inimigo/adversário do espiritismo. Há farto material sobre esse tema presente nas Revistas Espíritas.

No primeiro capítulo da obra O Que É O Espiritismo veremos o autor afirmar: "A maior parte dos que seriamente têm estudado a questão, mudou de ideia, e mais de um adversário se tem tornado adepto do Espiritismo, quando reconhece que o seu objetivo é muito diverso daquele que supunha.

Em outro diálogo, na mesma obra, o autor também vai declarar: "O Espiritismo era apenas uma simples doutrina filosófica; foi a igreja quem lhe deu maiores proporções, apresentando-o como inimigo formidável; foi ela, enfim, quem o proclamou nova religião. FOI ERRADO, mas, a paixão não raciocina melhor".

A respeito daquilo que "certas pessoas" consideram sobre as ideias espíritas, Kardec vai dizer: "Não é portanto, estranháveis que os inimigos do Espiritismo procurem agarrar-se a todos os pretextos [e] empregam-no logo, conquanto não resista ao mais ligeiro exame.

Referindo-se à interdição do Espiritismo, ainda na obra citada, Kardec é questionado sobre o tema e apresenta resposta objetiva: "Solicito-vos uma última resposta: O Espiritismo tem poderosos inimigos; não poderiam eles interditar-lhe a prática e as sociedades e, por esse meio, impedir-lhe a propagação? Seria um modo de perder a partida um pouco mais cedo, porque a violência é o argumento daqueles que não têm boa razões".

Quando falamos sobre esse tema, apresentamos as ideias e nos referimos às pessoas e grupos que se insurgiram, se insurgem e, certamente, ainda vão se insurgir contra o espiritismo, temos em mente um questionamento do próprio codificador ocorrido em 12 de Junho de 1856, quando, pela mediunidade da senhoria C, questiona ao Espírito da Verdade, verbis:

"Quais são as causas que me poderiam fazer fracassar? Seria a insuficiência das minhas aptidões? Não, mas a missão dos reformadores é cheia de escolhos e perigos; a tua é rude; previno-te, porque é ao mundo inteiro que se trata de agitar e de transformar. Não creias que te seja suficiente publicar um livro, dois livros, dez livros, e ficares tranquilamente em tua casa; não! é preciso de mostrares no conflito; contra ti se açularão terríveis ódios, implacáveis inimigos tramarão a tua perda; [...] as tuas melhores instruções serão impugnadas e desnaturadas; [...] Para tais missões não basta a inteligência. É preciso antes de tudo, para agradar a Deus, humildade, modéstia, desinteresse, porque abatem os orgulhosos e presunçosos. Para lutar contra os homens, é necessário coragem, perseverança e firmeza inquebrantáveis; [...]".

Alguns críticos tanto em seio espírita quanto fora, defendendo os seus "flancos" aduzem que o espiritismo não possui inimigos; outros por se filiarem às mais estranhas correntes de sistemas criados contemporâneos a Kardec e após, não se dignam ao mínimo exame das razões sob as quais assentam nossas advertência e denúncias para atacar com veemência esse escriba. No entanto, o que nos move é a razão, a lógica e o bom-senso.

Não é possível aceitar o que está fora do espiritismo, uma vez que, se coube ao codificador, por meio do seu trabalho TRANSFORMAR O MUNDO INTEIRO e, certo de que o mundo inteiro não está transformado, alguns autores não possuem a menor autoridade para desvirtuar a doutrina espírita.

Outros, ainda mais perigosos postulam uma pseudo-superação de Kardec e, consequentemente do espiritismo, e se arvoram a ser eles os que merecem ser seguidos em suas teorias não testificadas, cuja incoerência é flagrante, tanto do ponto de vista lógico e filosófico quanto do científico, vez que embasados em critérios puramente religiosos. Como visto, não é esse o caráter do espiritismo como codificado por Allan Kardec e ensinado pelos Espíritos Superiores.

Portanto, doendo em quem quer que seja, vamos continuar denunciando a presença dessas doutrinas, verdadeiros cavalos de tróia, no meio espírita, bem como quem quer que seja o seu adepto, uma vez que o compromisso de todo espírita deve ser com aquele Espírito que advertiu Kardec e reportou aos seus inimigos e, consequentemente, inimigos do espiritismo: A Verdade.

Uberaba - MG, 25 de abril de 2021.

Beto Ramos

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